Sustentabilidade: startup transforma plástico descartado em asfalto

A empresa escocesa MacRebur criou um material mais ecológico, durável e resistente

Por Fernanda Drumond Atualizado em 18 fev 2020, 07h44 - Publicado em 1 ago 2018, 14h10
Divulgação/CASACOR

A startup escocesa MacRebur está enfrentando três grandes questões da humanidade: reaproveitar milhões de toneladas de resíduos plásticos, economizar milhões no custo dos reparos das estradas e fortalecer a resistência das vias já existentes. A ideia nasceu quando o CEO e co-fundador Toby McCartney – que por acaso vive em uma estrada repleta de buracos – visitou a Índia e testemunhou pessoas derretendo plásticos, que encontraram em aterros locais, para consertá-los.

Embora o método que ele testemunhou naquela viagem não fosse ecologicamente prático, McCartney partiu do princípio de usar resíduos plásticos para substituir e reforçar as estradas do Reino Unido e além.

Tanto os buracos como os resíduos de plástico são potencialmente perigosos – as superfícies irregulares das estradas aumentam a probabilidade de acidentes rodoviários, enquanto os plásticos descartados em aterros sanitários são prejudiciais ao meio ambiente. Reaproveitar o resíduo para melhorar a segurança das estradas é o grande objetivo da MacRebur.

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Enquanto na Índia pessoas enchem os buracos com plástico, encharcam de gasolina e incendiam, a abordagem da MacRebur tem um pouco mais de estratégia e ambiental. Em vez de simplesmente preencher com o plástico que pode se desgastar mais rapidamente do que os materiais tradicionais, a empresa está usando uma mistura de plásticos residuais e adicionando-os a materiais rodoviários existentes, tornando-os mais resistentes.

Os materiais rodoviários tradicionais, como asfalto e betume, são caros – os reparos nas estradas são financiados pelos habitantes e motoristas contribuintes, fazendo com que a inovação nesta área seja do interesse de todos. Adicionando os resíduos de plástico às estradas, o custo de produção do material é reduzido, o plástico é reciclado de forma eficaz e as estradas duram mais.

Divulgação/CASACOR

A empresa realizou testes extensivos sobre o desempenho dessas estradas e ainda criou superfícies próprias para parques de caminhões, pistas de aeroportos e estradas municipais, chegando às substâncias MR6, MR8 e o MR10 aditivos que reduzem o uso de betume e, consequentemente, de combustíveis fósseis, na fabricação do asfalto, tornando a produção mais barata e 60% mais resistente.

Em 2017, a startup concluiu a campanha de financiamento coletivo mais bem-sucedida do Reino Unido para produção do polímero mais resistente, ecologicamente correto e durável.

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