Designer cria flores artificiais para alimentar insetos urbanos

Diante do declínio da população de insetos, a designer holandesa Matilde Boelhouwer usou água da chuva para tentar amenizar o quadro

Por Giovanna Jarandilha Atualizado em 17 fev 2020, 16h36 - Publicado em 24 Maio 2019, 18h30

Nos últimos 27 anos, a população de insetos diminuiu 75% nos ambientes urbano e rural. A porcentagem foi obtida por Matilde Boelhouwer em uma pesquisa conduzida na Alemanha, que evidenciou que o declínio se deve ao uso de pesticidas, mudança climática e carência de habitat e alimento para os insetos. 

Dessa forma, Boelhouwer se sentiu motivada para criar uma linha de cinco flores artificiais para alimentar insetos polinizadores de regiões urbanas, em que normalmente flores não crescem e as áreas plantadas são distantes e raras. 

Matilde Boelhouwer/CASACOR

Chamado Food for Buzz, o projeto apresentado na Dutch Design Week foi feito de poliéster serigrafado e conta com uma tecnologia que transforma água da chuva em água com açúcar.

Matilde Boelhouwer/CASACOR

Cada uma das flores artificiais foi feita com qualidades específicas para atrair os cinco grande polinizadores: abelhas, mosca-das-flores, mamangaba, borboletas e mariposas. Os containers foram ajustados para o tamanho da língua de cada espécie de inseto, enquanto as pétalas foram estampadas e coloridas em formas e cores que eles consideram mais atrativas.

Matilde Boelhouwer/CASACOR

O poliéster foi cortado em laser para formar as pétalas artificiais, resguardando em seu centro um pequeno container produto de impressão 3D, que se conecta à um caule oco também impresso em 3D.

Os containers são usados para coletar e reter água da chuva, que é transportada para o pequeno tanque contendo açúcar, onde os dois são misturados. A solução é logo levada de volta aos pequenos containers para ingestão.

“Hoje em dia, com todos nós morando em selvas urbanas feitas de pedra e concreto, a presença de flores está se tornando menos natural. Essa falta resultou em uma drástica diminuição da população de insetos”, explicou Boelhouwer.

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