Revitalização do centro ressignifica obras arquitetônicas históricas

Reocupar o centro com órgãos da administração pública foi um dos caminhos encontrados para evitar a degradação e preservar o patrimônio da cidade

Por Fernanda Drumond Atualizado em 17 fev 2020, 16h41 - Publicado em 6 fev 2019, 10h55
Divulgação/CASACOR

A Prefeitura de São Paulo assumiu, nos últimos anos, o desafio de requalificar o centro antigo da cidade como espaço de convivência, cultural e de conexão com seus frequentadores.  Reocupar o centro com órgãos da administração pública foi um dos caminhos encontrados para evitar a degradação e preservar o patrimônio histórico.

O edifício do antigo Othon Palace Hotel foi um dos imóveis que entrou no projeto de revitalização do patrimônio histórico de São Paulo. Inaugurado em 1954, o hotel foi considerado um dos mais luxuosos do país, hospedando diversas celebridades. No final de 2008, ele faliu em decorrência da forte concorrência e da migração dos hóspedes para outras regiões mais valorizadas. Em 2009, o edifício foi declarado de utilidade pública pela Prefeitura e desapropriado por R$ 31,9 milhões.

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Localizado na Rua Líbero Badaró, o prédio foi revitalizado e agora abriga cerca de 1600 servidores da Secretaria Municipal da Fazenda, antes divididos em três prédios no centro. Ali funciona também uma praça de atendimento para mais de 1000 pessoas por dia.

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O edifício Sampaio Moreira é considerado o primeiro arranha-céu de São Paulo, com 50 m de altura e 12 andares. Desde sua abertura, na década de 1920, o prédio abrigou 180 salas comerciais e, no térreo, a Casa Godinho, um dos estabelecimentos comerciais mais antigos da cidade. Em 1992, o prédio, assinado pelo arquiteto Christiano Stockler, foi tombado pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp).

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Em 2010, o edifício foi desapropriado para abrigar a Secretaria Municipal de Cultura. O restauro, iniciado em 2012, recuperaram as características originais da construção adaptando-a para acessibilidade e segurança. Foram investidos R$ 28,9 milhões na obra, que foi divida em duas etapas. A Casa Godinho continua funcionando no local.

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A Praça das Artes foi criada para resolver um problema histórico de falta de espaço dos bastidores do Theatro Municipal e abrigar a Escola de Dança e a Escola Municipal de Música de São Paulo. Contudo, sua magnitude arquitetônica e a interação com a cidade fazem com que sua vocação seja muito além de música e dança eruditas. A obra contorna o antigo prédio tombado do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e se apresenta como edifício e praça, capaz de receber as atividades artísticas e o público frequentador do centro. A primeira parte do complexo, de 29 mil m², foi inaugurada em dezembro de 2012.

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Vários imóveis deteriorados foram desapropriados para a construção, inclusive o conservatório musical, que foi restaurado e incorporado ao projeto do complexo. Os cinemas Cairo e Saci também foram utilizados, sendo que o primeiro teve sua fachada preservada.

Nelson Kon/CASACOR
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