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Milão ganha memorial sobre o sistema hidráulico da cidade

Uma das mais antigas estações de bombeamento do Aqueduto de Milão virou a 1ª instalação focada no abastecimento de água, sua história, proteção e valores

 (Dario Tettamanzi/CASACOR)

A empresa MM, que administra o Serviço de Água de Milão desde 2003, transformou sua antiga locação em um grande memorial sobre a água da cidade. Uma das mais antigas estações de bombeamento do Aqueduto de Milão – projetada no final do século XIX, pelo engenheiro Franco Minorini e posta em operação em 1906 – tornou-se a primeira instalação inteiramente focada no abastecimento público de água, sua história, proteção e valores.

A MM abriu o sistema hidráulico ao público com a Milan Waterworks. Cheia de história, ela fornece uma visão geral do trabalho dedicado de milhares de profissionais, que se familiarizam com o recurso mais importante do planeta, um local multifuncional e repleto de experiências. Um lugar aberto para conhecer o sistema hidráulico da cidade, desfrutar de workshops interativos, participar de debates e cursos de formação, ler e ser informado sobre a qualidade da água que sai das torneiras da cidade.

 (Dario Tettamanzi/CASACOR)

O conceito foi desenhado por FUD e DEGW, ambas as marcas do Lombardini22 Group. Como resultado, a união de dois eixos principais: a arquitetura do sistema hidráulico e o próprio elemento água. Isso gerou uma imagem líquida, transparente, milanesa, tecnológica e conectada. Um conceito em que os estados de água – sólido, líquido, gasoso – são visualizados em gráficos e se transformam em três padrões distintos. Cada um representa um aspecto da nova instalação: Arquitetura, Aqueduto, Digital. A reunião entre arquitetura e água gerou o novo esquema de cores, que combina vários tons de azul com os vermelhos dos tijolos, a característica mais marcante da fachada do antigo sistema hidráulico.

A experiência do visitante da instalação Milan Waterworks é composta por cinco áreas com um layout imersivo e flexível, adaptado a diferentes necessidades e tipos de visitas (culturais, informativas, interativas, educativas, etc.). A Recepção recebe os hóspedes e os apresenta às instalações. É um local de transição da solidez (a arquitetura da fachada) para a liquidez (o salão principal abrigando a sala de bombas). A Biblioteca é um espaço de reunião projetado para equipes de trabalho, hospedagem de reuniões para pequenos grupos/turmas, e observação dos livros à venda ou disponíveis para empréstimo.

 (Dario Tettamanzi/CASACOR)

O Hall Principal é o centro da antiga instalação: é onde é possível “sentir e ver” o abastecimento de água de Milão à medida que passa. Na antiga sala de bombas de água, os visores 3D permitem que os visitantes conheçam como o sistema hidráulico operou originalmente. A arquitetura existente é aprimorada por acessórios de design, enquanto projeções gigantes na parede central exibem imagens submersas. Uma galeria leva a um espaço com diversos tipos de conteúdos: históricos, fotográficos, em papel e também digitais

 (Dario Tettamanzi/CASACOR)

A Área Multiuso recebe eventos, reuniões municipais, conferências, shows e workshops, graças à flexibilidade com a qual essa área foi projetada, podendo reproduzir cenários totalmente diferentes de acordo com a ocasião. As paredes são cobertas por gráficos que determinam a qualidade da água e análises de seus valores e características. Uma nova área no mezanino abrigará instalações e exposições temporárias, na qual a transparência proporcionará vistas perfeitas da área abaixo dela e da sala de bombas.

A área de Realidade Virtual do espaço é a mais gasosa (digital) do novo sistema hidráulico, cuja tecnologia surpreende os visitantes, que se envolvem totalmente em uma experiência virtual. A Milan Waterworks é a interpretação dos designers do que seria uma instalação hidráulica moderna, enraizada na cultura e na vida cotidiana de todos os habitantes da cidade. Um lugar bonito, prático e envolvente que também desperta a consciência das pessoas e as informa, prontas para contribuir para futuros desenvolvimentos.

 (Dario Tettamanzi/CASACOR)

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