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Como será a arquitetura das escolas após a pandemia?

Confira quais mudanças e possíveis soluções a arquitetura e o design podem trazer para garantir uma volta às aula segura

 (Reprodução Curl la Tourelle Head e Dezeen/CASACOR)

Após praticamente um semestre de isolamento social, grandes questões se colocam com urgência para a construção daquilo que se tornou o jargão “novo normal”. São incontáveis as trivialidades que se tornaram praticamente absurdos inimagináveis, como sair sem álcool gel ou sentar em uma mesa de bar lotada. Contudo, há atividades que não podem simplesmente serem eliminadas da rotina, dentre elas está a educação; o modelo de escola presencial tal como conhecemos, é inviável para o mundo pós-coronavírus. Muito além de instalar totens com álcool gel, arquitetos e designers do mundo todo já começam a elaborar hipóteses sobre como deverão ser as novas escolas e as adaptações aplicáveis nas antigas. Confira algumas delas abaixo!

Salas de aula

 (Reprodução AIA/CASACOR)

A sala de aula é o coração de toda a escola, e também é o local em que os alunos passam a maior parte do tempo. Tradicionalmente trata-se de um espaço interno, com as carteiras dispostas lado a lado, bem próximas umas das outras, e o professor à frente.

 (Reprodução Curl la Tourelle Head e Dezeen/CASACOR)

Pensando nas escolas já existentes, o Instituto Americano de Arquitetos (AIA) entende que o número de alunos em cada sala deverá diminuir, o que aumentará a distância entre as mesas. Assim como em filas de supermercado, marcações no chão podem delimitar a área adequada para cada carteira.

 (Reprodução/CASACOR)

Nos locais pequenos, barreiras transparentes podem isolar e proteger tanto alunos quanto professores. Também serão necessárias modificações acústicas e instalações de caixas de som, para que as aulas possam ser ouvidas através das máscaras, além de bebedouros sem toque e locais de higienização na própria sala.

 (Reprodução Curl la Tourelle Head e Dezeen/CASACOR)

Já o escritório inglês Curl la Tourelle Head Architecture propõe um outro tipo de estrutura, que inova o próprio conceito de sala de aula. Suas tendas foram inspiradas no método dinamarquês de ensino ao ar livre e são uma espécie de escola pop-up, que pode ser montada e desmontada. Ela já foi utilizada na escola primária Manorfield, em Londres e abriga menos alunos em um espaço não fechado, com circulação de ar.

Cafeterias e lanchonetes

 (Reprodução ArchDaily e Cooper Robertson/CASACOR)

A hora do recreio é a preferida de muitas crianças. Nos refeitórios, porém, o risco de contágio aumenta, já que os alunos ficam sem máscaras para comer. É fundamental que os crianças não sejam privados do convívio social, mas que possam o fazer com segurança. Na China, as mesas de cafeterias das escolas que retomaram as aulas recorreram a barreiras de isolamento entre as cadeiras. O AIA recomenda que as cantinas ofereçam caixas com refeições ao invés de produtos avulsos, como pães de queijo ou bolinhos, que costumam ser vendidos e consumidos com as mãos.

O futuro dos projetos de cantinas, entretanto, aponta para ambientes híbridos, com parte interna e externa, permitindo que os alunos possam se espalhar mais e comer com segurança. Esse modelo foi o escolhido para a Edible Academy, um campus de educação alimentar de última geração no Jardim Botânico de Nova York.

Pátios

 (Reprodução Bloomberg/CASACOR)

Os pátios costumam ser os locais de lazer. Agora, contudo, eles terão um papel de protagonismo nas novas escolas. Por serem abertos e permitirem maior distanciamento entre as pessoas, eles podem assumir as funções de pontos de medição de temperatura a locais de higienização. Segundo o AIA, também é importante que as escolas organizem os fluxos de entrada, saída e circulação, já que os alunos costumam se aglomerar nas portas. Isso tudo acontecerá nos pátios.

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