Sig Bergamin transforma seu apartamento em Paris

Para a última reforma de sua residência francesa, o talentoso designer de interiores mostra seu lado selvagem

Por Fernanda Drumond Atualizado em 18 fev 2020, 07h55 - Publicado em 1 mar 2018, 15h15
Björn Wallander/CASACOR

O desejo de repensar completamente e reformar seus espaços é frequente na vida dos arquitetos, decoradores e paisagistas. Com o designer de interiores Sig Bergamin isso não é diferente. Apesar de ter casas em três continentes e um escritório movimentado em São Paulo com uma clientela exigente de empresários e socialites, o arquiteto e decorador brasileiro não consegue represar a vontade de adicionar novas peças, revitalizar os artigos favoritos, e até reformar completamente ambiente .

Björn Wallander/CASACOR

Foi assim que Bergamin e seu marido, o arquiteto Murilo Lomas, acabaram reformando seu apartamento em Paris pela segunda vez em menos de cinco anos. O casal, que também tem casas em São Paulo, Nova York e em Trancoso, passou seis meses revirando de cima para baixo sua residência, localizada em uma rua tranquila. A apartamento de dois quartos foi criado através da combinação de apartamentos adjacentes em edifícios vizinhos, um do século XVIII e outro do século XIX. Na primeira vez, o casal decorou o interior com uma paleta moderada e temperamental e antiguidades discretas. Era um esquema elegante e acolhedor que, embora pouco minimalista, apresentava menos extravagâncias do que os quartos tipicamente ecléticos de Bergamin, que dita como regra audaciosas combinações de cor, padrão e textura.

Björn Wallander/CASACOR

Bergamin, sentindo que era hora de retomar o seu estilo exuberante, decidiu mudar tudo. Pintura e estofados novos transformaram a paleta de cores de castanhos e pasteis para amarelos, dourados e vermelhos. Na sala de estar, que tem pé direito de 4,5 m e grandes janelas, as paredes agora são listradas e remetem à icônica instalação de Les Deux Plateaux do artista Daniel Buren no pátio do Palais Royal. Um sofá de veludo chocolate agora é laranja. Um par de poltronas vintage Pierre Paulin, encontradas em um mercado de pulgas de Paris, forradas com um tecido vermelho figuram no centro. Em uma extremidade da sala, Bergamin combinou um recém-adquirido banco Biedermeier e uma mesa neoclássica dos anos 1940 com um grupo de cadeiras de estilo Louis, estofadas com um tecido zebrado fúcsia.

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Um pequeno salão serve como a sala de jantar do casal, onde hospedam jantares íntimos com amigos. Bergamin, que ama revestimentos padronizados, cobriu as paredes com mais de 200 m de tecido. As cortinas que enquadram as janelas altas são do mesmo material. Tudo isso se reflete no teto espelhado da sala, criando a sensação de uma fantasia oriental.

Tão importante quanto a personalidade da casa são as obras arte e os objetos de decoração. Composta por peças que Bergamin e Lomas colecionaram ao longo dos anos, a composição é profundamente pessoal. Existem cerâmicas alemãs, escandinavas e americanas das décadas de 1940 a 1960, bronzes clássicos, vasos de vidro de Murano, até mesmo um buldogue cerâmico colorido (um presente de um cliente). Obras de artistas brasileiros Vik Muniz, Beatriz Milhazes e Luiz Paulo Baravelli possui lugar privilegiado no apartamento que também recebeu fotografias, cartazes e retratos antigos.

Björn Wallander/CASACOR
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