Instalação permite experimentar smog de diferentes cidades do mundo

A obra de Michael Pinsky reproduz, em uma simulação segura, a poluição de cinco cidades do mundo

Por Fernanda Drumond Atualizado em 17 fev 2020, 16h38 - Publicado em 25 abr 2019, 17h00
marla aufmuth/CASACOR

Cada uma das cinco cúpulas geodésicas conectadas nesta instalação possui seu próprio coquetel de fumaça, assim como cada uma das cidades do nosso planeta. Dióxido de carbono, dióxido de nitrogênio, substâncias químicas nocivas cobrem os arranha-céus e penetram em nossos pulmões. A obra de Michael Pinsky reproduz, em uma simulação segura, o smog – espécie de nevoeiro formado por poluição, vapor de água e outros compostos químicos – de cinco cidades do mundo.

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Londres, Pequim, Nova Deli, São Paulo e uma ilha na Noruega – dentro de cada cúpula, a qualidade do ar de cinco cidades globais foi recriada. Receitas cuidadosamente misturadas, preparadas por pesquisadores do clima e especialistas em perfume, emulam o ozônio, o material particulado, o dióxido de nitrogênio, o dióxido de enxofre e o monóxido de carbono de cada local. A instalação de Michael Pinsky foi instalada para a conferência TED no centro de convenções de Vancouver, convidando os visitantes para uma viagem ao redor do mundo através de experiências olfativas. Começando na ilha de Tautra, limpa e fresca, na Noruega, os espectadores passam por celas cada vez mais poluídas, quentes e úmidas.

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As cúpulas são seguras para respirar e caminhar, ao contrário de cidades como Nova Déli, onde mais da metade das crianças sofrem de desenvolvimento pulmonar atrofiado. Em todo o mundo, particularmente no leste, a liberação de gases tóxicos aumenta a taxa de aquecimento global e tem um efeito direto sobre a nossa saúde. Esse fato o mote para a criação de Michael Pinsky, um espaço onde a neblina e o cheiro do ar envenenado não são obscurecidos por vistas bonitas.

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