Como o Brasil vai celebrar os 100 anos da Semana de Arte Moderna?

O centenário da Semana de Arte Moderna acontece no dia 13 de fevereiro, mas o Brasil já está preparado para celebrar. Confira dicas de programas para fazer!

Por Yeska Coelho Atualizado em 14 fev 2022, 11h32 - Publicado em 12 fev 2022, 10h00
Na Vila Mariana, em São Paulo (SP), fica a Casa da rua Santa Cruz, primeira obra moderna no Brasil, de 1928. Foi o lar de Gregori Warchavchik e de Mina Klabin, sua esposa.
Na Vila Mariana, em São Paulo (SP), fica a Casa da rua Santa Cruz, primeira obra moderna no Brasil, de 1928. Antigo lar de Gregori Warchavchik e de Mina Klabin, sua esposa, o local é hoje sede da Casa Modernista. Itaú Cultural/CASACOR

As celebrações acerca do centenário da Semana de Arte Moderna já começaram nas principais cidades brasileiras! O evento que aconteceu em 1922 teve um papel importante para a arte como entendemos, fazemos e consumimos hoje em dia. A cidade de São Paulo, por exemplo, planeja uma vasta programação com cem dias de duração para comemorar o centenário do evento. Outras capitais estão com planos ambiciosos também: a Agenda Tarsila, plataforma dedicada ao movimento modernista, fez uma seleção de sete eventos em São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Confira as indicações!

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1. São Paulo

 

Biblioteca de São Paulo

Biblioteca Villa-Lobos
Biblioteca Villa-Lobos Divulgação/CASACOR

A Biblioteca de São Paulo irá apresentar obras que abordam temas e assuntos correlatos aos 100 anos da Semana de Arte Moderna de 22. Os visitantes poderão conferir os títulos em destaque do acervo físico, seja para apreciação ou para empréstimo. No ambiente virtual, serão disponibilizadas obras em formato online (e-books) por meio da biblioteca BSDP Digital, até o dia 28 de fevereiro gratuitamente.

Palácio dos Bandeirantes

Palácio dos Bandeirantes
Palácio dos Bandeirantes Divulgação/CASACOR

A exposição “A Amazônia de José Cláudio da Silva: a bordo do Garbe, com Paulo Vanzolini” reúne 100 pinturas em óleo sobre tela do artista pernambucano José Claudio da Silva realizadas durante uma expedição científica, em 1975, liderada por Paulo Emílio Vanzolini, famoso compositor e zoólogo, diretor do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo.

O acervo ficará disponível até 31 de maço, gratuitamente, no Palácio dos Bandeirantes, e oferece reflexões únicas que contribuem para a conscientização das responsabilidades ambientais. Depoimentos do artista complementam a exposição e narram a experiência do pintor, que também foi escultor, gravador e escritor.

CCBB

CCBB São Paulo
CCBB São Paulo Divulgação/CASACOR

Com curadoria de Tereza de Arruda, a exposição “Brasilidade Pós-Modernismo” lança luz às conquistas e marcos que a Semana de 1922 trouxe às artes visuais brasileiras e reúne obras inéditas e trabalhos emblemáticos de 51 artistas.

A mostra chama atenção para as diversas características da arte contemporânea, cuja existência se deve, em parte, ao legado da ousadia artística cultural proposta pelo modernismo. Nuances essas que o público poderá conferir nas obras dos artistas de diversas gerações que compõem o corpo da exposição, entre os quais Adriana Varejão, Anna Bella Geiger, Arnaldo Antunes, Cildo Meireles, Daniel Lie, Ernesto Neto, Ge Viana, Jaider Esbell, Rosana Paulino e Tunga.

A mostra fica disponível até o dia 07 de março gratuitamente no Centro Cultural do Banco do Brasil em São Paulo (CCBB).

Casa Modernista

Casa Modernista
Casa Modernista Divulgação/CASACOR

A Casa Modernista não poderia ficar de fora das celebrações e será palco da exposição “Buffoni – Desenhos para a Modernidade”, do italiano Bramante Buffoni, que apresenta a vida e a obra do artista que realizou a maior parte de suas criações em São Paulo, onde fixou moradia no início da década de 1950, com destaque para a pintura, artes gráficas, cenografia, decoração de interiores e o muralismo.

Legado de Buffoni está presente nos painéis artísticos de edifícios – de autoria de arquitetos também italianos, que se estabeleceram aqui no mesmo período –, como as galerias na área central da cidade. A produção do artista pode ser considerada precursora das intervenções que cada vez mais ocupam nossas ruas.

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A exposição, que irá contar com a curadoria de Patricia Freitas, ficará em cartaz até 24 de fevereiro, também gratuita.

2. Minas Gerais

 

Palácio da Liberdade

Palácio da Liberdade - Belo Horizonte
Palácio da Liberdade – Belo Horizonte Divulgação/CASACOR

O Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, apresenta a exposição “Recortes Modernos” do artista Alfredo Ceschiatti. A mostra conta com obras que compreendem o período de 1942 a 1969. São 13 esculturas de Ceschiatti, que é um dos mais notáveis nomes do modernismo brasileiro e mundial.

A exposição poderá ser vista gratuitamente até 13 de março. Natural de BH, Ceschiatti levou seu talento para a Itália, foi premiado por suas obras e parcerias com Oscar Niemeyer.

3. Rio de Janeiro

 

Paço Imperial

Palácio Imperial, Rio de Janeiro
Paço Imperial, Rio de Janeiro Divulgação/CASACOR

No Paço Imperial o público confere “A Afirmação Modernista – A Paisagem e o Popular Carioca na Coleção Banerj”. Do acervo da instituição, constituído de 880 obras de arte entre pinturas, desenhos, gravuras e esculturas dos séculos 19 e 20, formado a partir da década de 1960 pelo BEG (Banco do Estado da Guanabara), foram selecionadas 127 obras para a mostra.

Entre elas estão os painéis de Di Cavalcanti, Marcier, Cícero Dias, Carybé e muitas obras de artistas referenciais da arte brasileira, como Guignard, Pancetti, Portinari, Anita Malfatti e Djanira.

A exposição, além de entrar no calendário de comemoração do aniversário da cidade, também estará no calendário de comemoração do bicentenário da independência do Brasil, visto que apresentará diversas obras de arte no contexto da história do Brasil.

A exposição estará disponível até 20 de março, gratuitamente.

4. Bahia

 

Casa Memorial Régis Pacheco

Memorial Governador Régis Pacheco, em Salvador, BA
Memorial Governador Régis Pacheco, em Salvador, BA Divulgação/CASACOR

A exposição multilinguagem “Arte Conquista”, no Memorial Governador Régis Pacheco, em Salvador, tem por objetivo comemorar os 100 anos de realização da Semana de Arte Moderna de 1922. Um século depois, 20 artistas das mais variadas artes – plásticas, fotografia, música, teatro, literatura e dança –, e com influências que remetem a este grande movimento, têm a iniciativa de uma exposição coletiva para comemorar o aniversário do festival realizado no Municipal de São Paulo.

A exposição já está disponível e fica em cartaz até 28 de fevereiro, gratuitamente.

 

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