OMA projeta cobertura de vidro para Tiffany & Co da 5ª avenida

O OMA, escritório fundado por Rem Koolhaas, Elia Zenghelis, Madelon Vriesendorp e Zoe Zenghelis, destinará os três novos andares para exposições e eventos

Por Redação Atualizado em 2 set 2020, 13h54 - Publicado em 2 set 2020, 11h52
Reprodução OMA/CASACOR

O escritório OMA NY acaba de revelar seu projeto para a nova cobertura da loja de joias Tiffany & Co, na 5ª Avenida em Nova York. A icônica construção é praticamente ponto turístico na cidade, servindo de cenário para cenas de filmes memoráveis como “Bonequinha de Luxo” (Breakfast at Tiffany’s, 1961). Os arquitetos Shohei Shigematsu e Jake Forster propuseram um acréscimo de um volume de vidro, que ocupará três pavimentos -do oitavo ao décimo andar- e funcionará como espaço para eventos e exposições.

Reprodução OMA/CASACOR

Além dos novos andares, haverá uma reforma no térreo da loja e uma renovação da estrutura de 80 anos do edifício. A ideia por trás do projeto é reimaginar a marca tradicional e clássica da Tiffany & Co em uma cidade contemporânea.

Reprodução OMA/CASACOR

No site do OMA, Shigematsu explica “A Tiffany’s da 5ª Avenida é mais do que um espaço de varejo, é um destino com uma dimensão pública. A nova adição é informada pelas necessidades programáticas da marca em evolução – um local de encontro que atua como uma contraparte contemporânea do icônico espaço térreo e suas atividades. O volume flutuante sobre um terraço existente fornece uma indicação visual clara para uma jornada vertical de diversas experiências em todo o edifício.”

A nova cobertura será dividida em duas partes que se integram. O último andar possuirá uma fachada de vidro que acompanha o parapeito com cornija da arquitetura original. Já o oitavo e nono andar formam um vão aberto, sem colunas, com pé-direito duplo e vista para o Central Park.

Reprodução NYPL Collection/CASACOR

A loja da Tiffany & Co na 5ª Avenida em Nova York foi construída em 1940, projeto da firma Cross & Cross. A fachada de calcário é riscada por grandes janelas verticais contínuas, um marco da arquitetura moderna na cidade. Em 1980, foi feita uma cobertura para abrigar escritórios e a parte administrativa, sem acesso do público. No novo projeto, o prédio terá uma circulação vertical mais harmônica para os visitantes, sem áreas institucionais interrompendo o percurso até o topo. A previsão é que a obra seja concluída em 2022.

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