A arte do Xingu representada por Anuiá Amarü na CASACOR SP 2018

O artista foi convidado por Jean de Just para recriar uma pintura original de sua tribo na mostra, que representa a felicidade, a força e a vivacidade

Por Texto: Alex Alcantara | Produção: Evelyn Nogueira | Vídeo e edição: Denis Gois Atualizado em 18 fev 2020, 07h51 - Publicado em 2 Maio 2018, 18h33

Para os índios do Xingu, Mavutsinim é o grande criador e o primeiro homem do mundo. Ele é o Deus da tribo, uma deidade antropomorfa e inacessível, que deu origem a outros seres e instituiu o ritual do Quarup – homenagem aos mortos ilustres.

Divulgação/CASACOR

Neste rito, os nativos se pintam para se libertarem do luto e da tristeza, para esses sentimentos darem lugar a felicidade e a força. Segundo as crenças do Xingu, Mavutisinim produziu um desenho, sendo o seu primeiro realizado, que é uma pintura que remete a um jabuti, representando também energia e vivacidade.

Divulgação/CASACOR

Pensando neste conceito e no tema da mostra, Jean de Just, que assinará o Lavabo dos Encontros na CASACOR São Paulo 2018, convidou o artista e cacique Anuiá Amarü para recriar a pintura em uma das paredes de destaque do projeto. A obra é composta por quatro cores que possuem seus devidos significados: o tom branco e azul representam o céu; o vermelho, são os seres e a vida e o preto do jenipapo.

Divulgacão/CASACOR

Anuiá Amarü vem de uma família de pajés, sendo o filho mais velho de Maniwa Kamayurá, mestre das artes e ofícios dos saberes tradicionais dos povos do Alto Xingu, do projeto Encontro de Saberes, promovido pela Universidade de Brasília (UNB) em parceria com a SID/MINC.

Memorial dos Povos Indígenas, em Brasília, em uma construção do Oscar Niemeyer com a pintura de Anuiá Amarü. Divulgação/CASACOR

Assim como o pai, Anuiá é especialista em construção da residência tradicional de seu povo e acumula obras espalhadas por diversos lugares, como no Memorial dos Povos Indígenas de Brasília, em uma construção do Oscar Niemeyer.

Divulgação/CASACOR

Além disso, Anuiá é um exímio flautista e articulista político. Junto à importantes parceiros, ele vem atuado no âmbito das políticas culturais e desempenha um importante papel na busca pelo fortalecimento dos saberes de seu povo e pelo desenvolvimento de projetos que ampliam a qualidade de vida dos povos nativos.

Divulgação/CASACOR

No vídeo acima, o artista mostra um pouco da sua riquíssima arte e fala sobre sua cultura e modo de vida. Dê play e confira!

SERVIÇO CASACOR SÃO PAULO 2018

QUANDO?

De 22 de maio e 29 de julho

Terça a sábado, das 12h às 21h

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Domingo, das 12h às 20h

ONDE?

Jockey Club de São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, 875

QUANTO?

De terça a quinta-feira:

Ingresso inteiro: R$ 60

Meia entrada: R$ 30

De sexta a domingo e feriados: 

Ingresso inteiro: R$ 76

Meia entrada: R$ 38

Passaporte Único: R$ 180

Valet: R$ 35

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