Museu do Pontal é indicado ao Prêmio Mies Crown Hall Americas 2022

Criado em 1976, o Museu do Pontal é referência em arte popular brasileira, com o maior acervo do gênero,e de relevância reconhecida pela Unesco

Por Redação Atualizado em 25 mar 2022, 15h43 - Publicado em 29 mar 2022, 16h00
museu do pontal; rio de janeiro; arquitetura; paisagismo; sustentabilidade
Manuel Sá/CASACOR

A nova sede do Museu do Pontal, no Rio de Janeiro, projetada pelo escritório mineiro Arquitetos Associados, foi indicada ao Prêmio Mies Crown Hall Americas 2022 (MCHAP), promovido pelo Illinois Institute of Technology, em Chicago.

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Manuel Sá/CASACOR

Criado em 2012, o prêmio é bienal, e reconhece a excelência de obras de arquitetura construídas nas Américas. São fatores importantes para a indicação ao prêmio: o impacto da construção no meio físico e nas comunidades e sua capacidade de melhorar os lugares onde vivemos.  

Criado em 1976, com quase dez mil obras, de 300 artistas, o Museu do Pontal é referência em arte popular brasileira, com o maior acervo do gênero, e de relevância reconhecida pela Unesco

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Manuel Sá/CASACOR

Após funcionar por mais de três décadas em um antigo casarão localizado no Recreio dos Bandeirantes, em meio a uma geografia notável e uma exuberante paisagem natural, o museu ganhou uma nova sede.

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Manuel Sá/CASACOR

O novo edifício, com assinatura do Arquitetos Associados, foi projetado dentro do conceito de sustentabilidade e está assentado sobre um terreno de 14 mil m2, consolidado e livre de inundações, dando segurança ao raro e singular acervo do Museu do Pontal. 

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Manuel Sá/CASACOR

A partir de um rigoroso estudo do caminho do sol ao longo do ano e do regime de ventos, o prédio de linhas retas, simples e elegantes tem um pé-direito de oito metros, janelas com quebra-sol (brise-soleil) e ventilações cruzadas, que garantem que apenas 30% do prédio precise do uso de ar-condicionado, contribuindo também para a redução da emissão de gases poluentes

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Manuel Sá/CASACOR

O projeto buscou ainda o máximo possível de iluminação natural, o reuso da água de chuva para os jardins e a coleta seletiva de todo o lixo.

O terreno abrange 10 mil m2 de área verde, com projeto paisagístico a cargo do Escritório Burle Marx, com dezenas de milhares de mudas de 73 espécies nativas brasileiras, de árvores frutíferas e vegetação tropical às paisagens da caatinga

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