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5 anos depois, Marina Linhares reflete sobre sua criação para a CASACOR SP

A Casa da Gente foi projeto que assinou para a mostra paulistana em 2015. Em entrevista, a decoradora relembra o que torna sua casa um lar de verdade

Uma casinha que indicava o caminho da simplicidade, valorizava as linhas preexistentes e se apresentava como a personificação do morar aconchegante. Esta foi A Casa da Gente, projeto de Marina Linhares que fez parte da CASACOR São Paulo 2015. A ideia era explorar o potencial da casa já construída e transformar sua história. Os 70 m² foram revitalizados com uma decoração acolhedora, com muita madeira, tecidos que aquecem e uma inconfundível aparência rústica.

Todo pensado para ser um convite ao convívio, a charmosa casinha foi construída em uma paleta natural, pontuada por tons quentes de vermelho. Outra marca do projeto foram os detalhes, que evocaram brasilidade através de fotografias e objetos indígenas, além do fogão a lenha, em referência às casas tradicionais do passado. Além disso, as grandes aberturas para o exterior permitiram o contato com a vegetação natural, também reforçada pela cobertura permeável, que deixou o ambiente arejado e muito bem iluminado.

Cinco anos passados desde o lançamento do projeto, a decoradora Marina Linhares reflete sobre o que torna sua casa um lar de verdade. “Olhando para trás, tenho mais certeza de que o conceito da Casa da Gente era o que estava por vir e o que ainda está acontecendo. Integração, simplicidade, aconchego, brasilidade, mesmo com pitadas de outros países”.

A profissional também comenta sobre como A Casa da Gente retoma um desejo constante em seu trabalho: o de ser um retrato do que é indispensável, mas ainda assim enche os olhos. “Quando vejo o que fiz e o que quero fazer, fica a vontade de não ter o supérfluo, fica a vontade do necessário e belo. A vontade que o dono da casa se locomova por ela com total poder da situação, ou seja, usando e curtindo toda ela”.

Quando pensa sobre sua relação com a CASACOR, Marina afirma “a CASACOR foi fundamental na minha vida profissional e do escritório, sem dúvida”. “Eu brinco sempre que sou filha de CASACOR, não me esqueço da minha primeira participação. O primeiro gazebo feito em São Paulo, no Pacaembu, virou meu living aqui da casa que moro até hoje há 18 anos. Então, não preciso dizer mais nada sobre o quanto tenho uma ligação afetiva”. Ela ainda complementa: “a marca me deu a possibilidade de mostrar o meu trabalho e de exercitar aquilo que acreditava estar por vir. Falo sempre que, para fazer uma CASACOR, eu tenho que ter uma estória para contar”.

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