Aceitar a beleza da imperfeição, da impermanência e da incompletude da vida parece um contrassenso nesta sociedade que cobra exatidão. Inspirada pelo conceito milenar japonês Wabi-Sabi, a arquiteta cria um ambiente que segue a premissa do “menos é mais”. Com o olhar voltado para o resgate das origens, ela prioriza materiais em seu estado original, provenientes de elementos naturais recondicionados ou aliados à sustentabilidade. Somam-se a eles formas orgânicas, tons suaves e produções artesanais, que resultam num belo espaço para contemplar a simplicidade do ordinário.