Os jardins aproveitaram todos os cantinhos da CASACOR SP, resultando em projetos surpreendentes, que garantem a presença do verde em todo lugar
Publicado em 2 de nov. de 2021, 12:00

Fabiana Ferré - Alameda Jardins. “Criamos um espaço que convida as pessoas a contemplarem o simples, a se deixarem ficar num ritmo desacelerado, encontrando a tranquilidade que o contato com a natureza nos proporciona”, descreve Fabiana. Construído em uma área de passagem, o jardim contemplativo dispõe de um estar externo com pergolado. No caminho da sustentabilidade destacam-se a escolha por materiais recicláveis como o piso da pérgula e os tijolinhos da parede produzidos a partir de lama e resíduos de lâmpadas fluorescentes. (Evelyn Müller)
Não é de se espantar que o desejo de conviver próximo ao verde tenha se intensificado nos últimos anos – afinal, com a pandemia, o tempo passado do lado de fora tem diminuído significativamente. Daí a importância dos jardins que, cheios de vida, cores e texturas, inspiram um morar mais colorido e saudável. Na CASACOR São Paulo 2021, os jardins provam que não há lugar onde não caiba um jardim: há projetos que aproveitam a vista do rooftop, outros que foram construídos em uma área de passagem e até um jardim suspenso sobre a escada. Nesta edição, o time de paisagistas deu asas à imaginação para aproveitar todos os cantinhos da mostra, e o resultado são jardins surpreendentes, que garantem a presença do verde em todo e qualquer lugar. Confira!
A começar pelo Alameda Jardins, assinado por Fabiana Ferré, que, como o próprio nome já indica, foi construído em uma área de passagem. O jardim contemplativo dispõe de um estar externo coberto por pergolado que ganha a textura da palhinha. No caminho da sustentabilidade, destacam-se a escolha por materiais recicláveis como o piso da pérgula e os tijolinhos da parede produzidos a partir de lama e resíduos de lâmpadas fluorescentes.
(Evelyn Muller/CASACOR)
Inspirado nos beach clubs rústicos de Mykonos, Tulum e Trancoso, o Rooftop CASACOR é um espaço de 224 m² que nasce para trazer um clima de férias de verão pós-pandemia. A prioridade aqui foram as espécies de plantas adaptadas ao clima e que não exigem muita água. Vale destacar também o princípio sustentável do ambiente, já que, após o evento, todos os materiais serão reaproveitados integralmente.
“Criamos um lugar para o visitante usar, descansar, curtir o céu, admirar a vista e ter um pouco da sensação de esperança de que a pandemia está acabando”, revela a arquiteta paisagista Catê Poli, que assina o ambiente com o paisagista João Jadão.
Também no rooftop da mostra, o Jardim Nômade de Mônica Costa ocupa toda a área externa que circunda a Casa LG ThinQ. A arquiteta paisagista tirou partido do conceito de residência móvel em seu espaço de 340 m² e criou um jardim totalmente desmontável, com vasos e folhagens tropicais, piso drenante e cores neutras – tudo isso, inspirado em viagens da paisagista pela Europa.
O mobiliário de madeira e os estofados revestidos por tecidos adequados a áreas externas proporcionam conforto para uma pausa agradável nesse momento de transição, após o longo período de isolamento social.
Fazer uma releitura dos jardins de inverno e trazer de volta o verde para dentro de casa foi o mote do arquiteto paisagista Jonathas Matarelli Miranda, do Coletivo Aizó, com seu Jardim Nuances. Cercado de aberturas, o jardim de 19 m² com piso de seixos, floreiras metálicas e espécies tropicais exuberantes oferece nuances em frames diferentes para contemplação.
(Renato Navarro/CASACOR)
A rampa de acesso que une os dois pavimentos da CASACOR se transformou em um lugar de contemplação no projeto de Mauro Contesini. Plantas que trazem à memória as casas das avós, como samambaias, avencas e coleus, compõem a vegetação do espaço Escadaria Mezzetino. Da iluminação vem o clima acolhedor: “tirando proveito da luz âmbar, criamos a atmosfera com a sensação de pôr do sol. Uma forma poética de receber os visitantes”, diz.
Criado pelos paisagistas Elaine Kalil e Maurício Ferre, da KalilFerre Paisagismo, o espaço Meu Verde Particular é uma área de contemplação que convida à pausa e ao lazer durante a visita à mostra. Ali, os visitantes desfrutam da generosa área verde distribuída em canteiros, vasos e floreiras cimentícias.
A vegetação tropical que compõe o paisagismo traz uma variedade de formatos, texturas e cores. No jardim, uma escultura em forma de árvore, feita de bambu, estende os seus galhos até o teto. O toque lúdico vem dos balanços dispostos ao redor da praça.
(Evelyn Müller/CASACOR)
O projeto Alameda das Artes marca a segunda participação Luciano Zanardo na mostra, e incorpora arte e vegetação. Distribuídas em quadrantes na área principal, 15 patas-de-elefante dividem o espaço com obras de artistas renomados que marcam presença de forma rotativa.