Divisor do circuito de visitação, o jardim assinado pelo paisagista Denis Bessa e sua equipe se coloca como um intervalo sensorial. Provocar pequenos deslocamentos na atenção dos passantes — por meio de contrastes entre as texturas das plantas ou mesmo da variação da incidência de luz sobre elas, por exemplo — dispara uma espécie de reorganização pessoal. A paisagem de 270 m2 tira partido de figuras geométricas que se desdobram em recortes no deque de garapeira, em uma linguagem ritmada e precisa. Espalhados pelo caminho, há espelhos de Tomas Graeff e poltronas de balanço Astúrias, de Carlos Motta.