Quero resgatar na arquitetura a riqueza de detalhes que o tempo foi apagando. Minha proposta tem raízes armoriais: une erudito e popular, sofisticado e intuitivo. Tudo pode virar arte: a cartinha do avô, a lembrança de viagem, o bordado guardado. Alimento e música se encontram: há um piano, porque cozinhar pode ser tão artístico quanto tocar. As paredes ganham vida com a intervenção de Bruna Emery. A cuba da Deca assume papel de protagonista. Mais que utensílio, é escultura, obra-prima que transforma o gesto cotidiano em poesia.