O projeto
Amazônia 4.0 surgiu como uma terceira via para a exploração da floresta: a ideia é aproveitar de forma responsável os recursos naturais, combatendo o desmatamento e valorizando a cultura e mão de obra locais. Capitaneado pelo climatologista Carlos Nobre do Instituto de Estudos Avançados da USP, e pelo biólogo Ismael Nobre, o projeto acaba de ganhar mais um reforço de peso:
o Atelier Marko Brajovic irá assinar o projeto arquitetônico dos Laboratórios Criativos da Amazônica (LCA).
(Reprodução @markobrajovic/CASACOR)
Os LCAs são unidades com equipamentos de última tecnologia que podem ser instaladas no coração da floresta.
Seu objetivo é criar soluções e produtos agregados para o que é extraído da floresta, aliando conhecimentos tradicionais locais com dados científicos. (Reprodução @markobrajovic/CASACOR)
Neste primeiro momento, o objetivo é capacitar as comunidades rurais que vivem do extrativismo do cacau e do cupuaçu. Segundo os idealizadores, com um maior interesse da população local em proteger a Amazônia, é possível combater de forma mais efetiva o desmatamento e a exploração da terra por grandes produtores rurais.
(Reprodução @markobrajovic/CASACOR)
Prevista para 2020, a entrega do primeiro LCA no Pará foi adiada devido à pandemia causada pelo Coronavírus. A previsão é que a próxima inauguração ocorra no primeiro semestre de 2022. As comunidades que serão beneficiadas pelo Laboratório Criativo Cupuaçu-Cacau são: Associação dos moradores Quilombolas de Moju-Miri, Associação de Mulheres Trabalhadoras Rurais do Município de Belterra - (Amabela), Associação de Moradores da comunidade Bom Jardim, região do Baixo Rio Acará e Associação de Moradores da Reserva Extrativista Arapiuns-Tapajós.
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