Para a última reforma de sua residência francesa, o talentoso designer de interiores mostra seu lado selvagem
Publicado em 1 de mar. de 2018, 12:15

(Björn Wallander)
O desejo de repensar completamente e reformar seus espaços é frequente na vida dos arquitetos, decoradores e paisagistas. Com o designer de interiores Sig Bergamin isso não é diferente. Apesar de ter casas em três continentes e um escritório movimentado em São Paulo com uma clientela exigente de empresários e socialites, o arquiteto e decorador brasileiro não consegue represar a vontade de adicionar novas peças, revitalizar os artigos favoritos, e até reformar completamente ambiente .
Foi assim que Bergamin e seu marido, o arquiteto Murilo Lomas, acabaram reformando seu apartamento em Paris pela segunda vez em menos de cinco anos. O casal, que também tem casas em São Paulo, Nova York e em Trancoso, passou seis meses revirando de cima para baixo sua residência, localizada em uma rua tranquila. A apartamento de dois quartos foi criado através da combinação de apartamentos adjacentes em edifícios vizinhos, um do século XVIII e outro do século XIX. Na primeira vez, o casal decorou o interior com uma paleta moderada e temperamental e antiguidades discretas. Era um esquema elegante e acolhedor que, embora pouco minimalista, apresentava menos extravagâncias do que os quartos tipicamente ecléticos de Bergamin, que dita como regra audaciosas combinações de cor, padrão e textura.
Bergamin, sentindo que era hora de retomar o seu estilo exuberante, decidiu mudar tudo. Pintura e estofados novos transformaram a paleta de cores de castanhos e pasteis para amarelos, dourados e vermelhos. Na sala de estar, que tem pé direito de 4,5 m e grandes janelas, as paredes agora são listradas e remetem à icônica instalação de Les Deux Plateaux do artista Daniel Buren no pátio do Palais Royal. Um sofá de veludo chocolate agora é laranja. Um par de poltronas vintage Pierre Paulin, encontradas em um mercado de pulgas de Paris, forradas com um tecido vermelho figuram no centro. Em uma extremidade da sala, Bergamin combinou um recém-adquirido banco Biedermeier e uma mesa neoclássica dos anos 1940 com um grupo de cadeiras de estilo Louis, estofadas com um tecido zebrado fúcsia.