Obras de artistas brasileiros e estrangeiros foram reunidas sob o tema “tempo” no Museu de Arte Contemporânea da USP
Publicado em 9 de jan. de 2018, 14:39

Obra de On Kawara (Reprodução)
“N'allez pas trop vite” (Não vá tão rápido) dizia o francês Marcel Proust em sua obra canônica, “Em busca do tempo perdido”. A efemeridade e a passagem são temas praticamente inevitáveis na Arte. Sendo assim, o Museu de Arte Contemporânea (MAC) organizou a exposição coletiva Matriz do Tempo Real, que será inaugurada no dia 13 de janeiro. A expo tem como intuito registrar e colocar o visitante em reflexão sobre a passagem dos dias, da vida e do tempo, em diversos formatos, como fotos, textos e vídeos.
Sob a curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a exposição reunirá obras de artistas brasileiros e estrangeiros produzidas a partir do final dos anos 1960. Peças do acervo permanente do Museu também comporão o conjunto, porém suscitando novas leituras a partir do contexto diferente.
Destaca-se a apresentação musical sem notas, 4'33", de John Cage, e algumas das pinturas diárias que o artista japonês On Kawara fez durante 1966 e 2014, quando faleceu.