Diferentes prédios icônicos projetados por alternados nomes da arquitetura preenchem a paisagem de um dos cartões postais mais famosos da cidade de SP
Publicado em 25 de mar. de 2023, 7:00
(Reprodução/CASACOR)
Ao longo dos 3,5 km de extensão do Elevado Presidente João Goulart, popularmente conhecido como Minhocão, diferentes edifícios icônicos preenchem a paisagem de um dos cartões postais mais famosos da cidade de São Paulo. Desde 2016, o elevado fecha aos fins de semana e se transforma no Parque Minhocão. Assim, com a via expressa aberta aos pedestres, é possível observar os detalhes da arquitetura dos edifícios projetados por diferentes nomes do ramo, em alternados contextos e dimensões. A seguir, conheça e aprecie 7 edifícios icônicos que integram a paisagem de um dos endereços mais conhecidos da capital paulista, o Minhocão.
(Marina Pires/CASACOR)
Composto de apartamentos pequenos, práticos e próximos da região central, o Edifício General Jardim, aparentemente de cores neutras, ganha em sua cobertura a marca registrada do arquiteto João Artacho Jurado: cores, formas e ornamentação. Por isso, olhe para cima! Pilares sinuosos suportam uma laje vazada por quadrados intercalados, sobre os terraços das unidades do último andar do edifício.
(Diana Hattum/CASACOR)
Projetado pelo arquiteto Abelardo de Souza, o mesmo à frente dos Edifícios Três Marias e Nações Unidas, ambos na Avenida Paulista, o Edifício Nova Ipiranga surpreende pelos detalhes. Sacadas geométricas, revestimentos em pastilhas cerâmicas e tijolinhos, apartamentos espaçosos e bem iluminados dão o toque modernista que a cidade de São Paulo vivia na época da década de 1950.
(Marina Pires/CASACOR)
O Minhocão não fazia parte da paisagem paulistana quando o Edifício Washington ganhou forma pelo arquiteto polonês Bernardo Rzezak, em 1949. O prédio chama atenção pelas suas cores, treliças e por seu formato sinuoso – o que não era tão comum nas fachadas dos edifícios da cidade de São Paulo.
(Marina Pires/CASACOR)
Quatro edifícios independentes, concebidos para quatro irmãos. Com suas fachadas coloridas e sinuosas, a própria inclinação dos lotes foram os responsáveis pelo movimento orgânico do edifício. Em 2018, o conjunto foi tombado pelo Conpresp como reconhecimento à importância da obra do arquiteto na sua adequação aos princípios da arquitetura moderna.
(Marina Pires/CASACOR)
Popularmente conhecido como “Copanzinho”, o Edifício Racy apresenta a forma ondulada que é impossível não lembrar das curvas do Copan. Estruturado em concreto armado, o edifício apresenta uma ocupação mista – comercial e residencial – e apartamentos amplos e bem iluminados.
(Milena Leonel/CASACOR)
De cara para o Minhocão, o Edifício Pacaembu, assinado por João Artacho Jurado, não apresenta as mesmas características marcantes dos outros edifícios assinados pelo arquiteto. “Ótimas prestações e magníficos apartamentos” faziam parte do anúncio do edifício na década de 1950.
(Marina Pires/CASACOR)
Construído no final dos anos 40, o Edifício Marajó representa a suntuosidade de uma era do centro de São Paulo. Mais do que um retrofit realizado pela Readymake, o projeto se apoia em um restauro das qualidades iniciais do prédio que, à medida do tempo, desapareceram devido ao acúmulo das diferentes renovações.