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Arquitetura

MASP conclui as obras de seu novo edifício e abre ao público em 2025

Assinado pela METRO Arquitetos, o novo prédio de 14 andares representa um expressivo crescimento do museu, que dobra a sua área de atuação

Por Redação

Publicado em 27 de nov. de 2024, 11:38

08 min de leitura
MASP conclui as obras de seu novo edifício e abre ao público em 2025

(Leonardo Finotti)

O MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – anunciou a conclusão das obras do seu segundo edifício, nomeado Pietro Maria Bardi em homenagem ao primeiro diretor artístico do museu. Como forma de preservar e valorizar a história da instituição, reconhecendo seus três fundadores, o prédio original recebe o nome de sua arquiteta, Lina Bo Bardi. O novo prédio de 14 andares e 7.821 m², somado à recente concessão do belvedere conhecido como vão livre, representa um expressivo crescimento da instituição, que dobra a sua área de atuação de 10.485 m² para 21.863 m² a partir de março de 2025.
MASP conclui as obras de seu novo edifício e abre ao público em 2025

(Leonardo Finotti/CASACOR)

"Este é um momento histórico para a instituição e para a cidade de São Paulo. São dois edifícios que formam um único museu. O edifício Pietro, junto às atividades públicas no vão livre e os generosos espaços do prédio histórico, formam um conjunto que marca uma nova fase do MASP, que se torna ainda mais inclusivo, diverso e plural”, conta Heitor Martins, diretor-presidente do MASP.
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(Leonardo Finotti/CASACOR)

O novo edifício do MASP aumenta em até 66% seus espaços expositivos. São cinco novas galerias para exposições, duas áreas multiuso, salas de aula, laboratório de conservação, área de acolhimento, restaurante e café, além de depósitos e docas para carga e descarga de obras de arte.
MASP conclui as obras de seu novo edifício e abre ao público em 2025

(Leonardo Finotti/CASACOR)

Iniciada em 2019, a construção do novo prédio foi totalmente financiada por doações de pessoas físicas, sem uso de leis de incentivo. Essa prática reforça a característica histórica do museu de engajar a sociedade civil em seus mais diversos projetos. “Foram doados 250 milhões para a construção deste edifício. O sucesso da captação também é resultado de um modelo de gestão implantado no MASP há 10 anos, que trouxe para a instituição sustentabilidade financeira, transparência e profissionalismo”, pontua Alfredo Egydio Setubal, presidente do Conselho, MASP.
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(Leonardo Finotti/CASACOR)

Para a METRO, era importante evitar grandes composições na fachada para estabelecer uma relação harmoniosa com o edifício histórico. “Apostamos em um visual limpo, uma fachada homogênea, para não criar ruídos nessa relação. Ao mesmo tempo, o design monolítico, inspirado nas tipologias dos museus verticais, como os de Nova York, se destaca no entorno, conferindo-lhe um caráter próprio”, afirma Corullon.
MASP conclui as obras de seu novo edifício e abre ao público em 2025

(Leonardo Finotti/CASACOR)

Um dos principais diferenciais é o revestimento em chapas metálicas perfuradas e plissadas, uma solução que controla a incidência de luz natural e reduz o aquecimento interno. Essa fachada metálica funciona como uma “pele” protetora, que diminui a carga térmica e aumenta a eficiência energética do edifício, aliviando o sistema de climatização.
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(Leonardo Finotti/CASACOR)

Existem diversas conexões entre os dois prédios, como a relação entre o museu e o ambiente urbano por meio da transparência. Enquanto a fachada de vidro do edifício original cria uma continuidade visual entre o interior do museu e a Avenida Paulista, o projeto da METRO propõe um jogo de luz e sombra. Ao entrar no Pietro, o visitante poderá observar a cidade e o próprio edifício Lina por meio de amplas aberturas que se revelam apenas àqueles que estão dentro do prédio durante o dia. Contudo, à noite, essas mesmas janelas desnudam fragmentos do interior do edifício para a cidade.
MASP conclui as obras de seu novo edifício e abre ao público em 2025

(Leonardo Finotti/CASACOR)

Outro ponto de conexão é o túnel de 40 metros que interliga as áreas de acolhimento dos edifícios. Com conclusão prevista para o segundo semestre de 2025, a passagem subterrânea facilitará a circulação dos visitantes, promovendo o funcionamento integrado dos dois prédios e preservando o visual da paisagem urbana. O ano de 2025 será dedicado às Histórias da Ecologia. O museu promoverá exposições, cursos, palestras, oficinas, seminários e publicações que convidam à reflexão sobre temas urgentes, como a relação entre ser humano e meio ambiente, em diálogo com a cultura visual e as práticas artísticas.