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7 maravilhas do mundo: Taj Mahal, uma história de amor

Conheça detalhes da construção que simboliza o amor do entre a princesa Mumtaz Mahal e o príncipe Shah Jahan

Por Ana Carolina Harada
14 mar 2018, 18h14
(Muhammad Mahdi Karim, Stitching assisted by Benh/CASACOR)

A lenda conta do amor entre a princesa Mumtaz Mahal e o príncipe Shah Jahan. No parto de seu décimo quarto filho, a princesa sofre complicações e pede a seu marido, no leito de morte, que construa para ela o mausoléu mais belo de todos. Seis meses mais tarde, o príncipe Shah Jahan, sofrendo com o luto, começa a construir a fundação do Taj Mahal, nos entornos do rio Yamuna. Porém essa é somente uma fração da história.

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(Reprodução/CASACOR)

A lenda que termina com o Taj Mahal começa muito antes, com os governantes da dinastia Mughal. Herdeiros distantes dos mongóis guerreiros (o mais conhecido sendo Genghis Khan), os poderosos reis ocuparam o território da atual Índia, e ali estabeleceram um próspero reinado.

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(Suraj Rajiv/CASACOR)

Os governos da dinastia Mughal, que perduraram na Índia entre 1526 até 1707, foram marcados pela opulência e busca constante da beleza. Construções grandiosas, uniam os estilos persa e indiano, com jardins, arcos e incontáveis pedras preciosas, abundantes no território.

(David Castor/CASACOR)

O Taj Mahal (1632–1653) é o grande símbolo e ícone desse tipo de arquitetura, sendo Shah Jahan o penúltimo rei da dinastia. Com 17 mil m², sua execução levou 22 anos e aproximadamente 20 mil trabalhadores. O complexo de descanso da princesa era composto de um mausoléu central cercado de quatro minaretes de 41 m de altura, uma mesquita e uma casa de descanso para os peregrinos que viessem prestar suas homenagens. Somam-se aos prédios, um jardim magnífico, que deveria simular um oásis paradisíaco.

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(Wikimedia Commons/CASACOR)

Ao adentrar o palácio central, estão inscritos no mármore do portal: “esses são os Jardins do Éden, entre, e viva para sempre”. O paraíso que o príncipe Shah Jahan havia encomendado continha paredes de mármore e arenito decoradas com 40 tipos diferentes de joias, vindas da China, Paquistão, Tibete, Afeganistão, Sri Lanka e Oriente Médio. Continuando a caminhada, o visitante se depara com grandes salões possibilitados pela fusão de duas arquiteturas: pilares hindi com arcos islâmicos.

(Wikimedia Commons/CASACOR)

Esses salões são repletos de padrões entalhados por artesãos convocados de todo o reino. A peculiaridade do trabalho hindi é a preferência pelas estampas orgânicas e naturais em detrimento dos desenhos geométricos formais. Por isso, o Taj é coberto de flores e folhas compostas de até 70 gemas, para que ficassem as mais detalhadas e delicadas possível.

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(Biswarup Ganguly/CASACOR)

No centro da base cilíndrica de 7 m de alturas, sobre a qual se apoia a abóbada de 35 m de altura, está o sarcófago da princesa Mumtaz Mahal, em um caixão iluminado pela luz filtrada dos mosaicos na pedra. Ao seu lado, está a única assimetria do monumento: o caixão do príncipe, colocado lá por seu filho, Aang’s ebb, depois de destronar e prender o pai. Os restos mortais do casal, estão num nível abaixo.

(Wikimedia Commons/CASACOR)

A conquista britânica em 1857, foi uma grande ameaça à memória que o Taj Mahal representava. Nesse período de colônia, os ingleses cogitaram destruir o mausoléu para comercializar o mármore de suas paredes. No final do século XIX, felizmente, após anos de negligência, tais planos de destruição foram abandonados e o Taj começou a ser restaurado. Em 1983, ele se junta ao rol de maravilhas do mundo moderno e o amor da princesa Mumtaz Mahal e do príncipe Shah Jahan fica eternizado no imaginário mundial.

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(Reprodução/CASACOR)
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