São Paulo firma parceria estratégica com a Fundação Ellen MacArthur

O plano é reunir empresas e autoridades para construir e promover a economia circular na cidade

Por Redação Atualizado em 11 Maio 2021, 12h26 - Publicado em 13 Maio 2021, 10h00
Sampa Circular
Reprodução/CASACOR

A cidade de São Paulo é a primeira cidade do mundo a firmar uma parceria estratégica com a Fundação Ellen MacArthur e se junta a uma extensa rede de parceiros que tem como missão construir uma economia que seja regenerativa e restaurativa desde o princípio. “Essa parceria nos permitirá fomentar projetos e programas de economia circular de forma sistemática, contribuirá para a disseminação desse conceito não apenas no Brasil, como também na América do Sul, e complementará todos os esforços em curso para fortalecer nossa economia e reduzir desigualdades sociais”, afirmou o prefeito Bruno Covas.

Estabelecida em 2010 e com atuação na América do Norte, América Latina, Ásia e Europa, a Fundação Ellen MacArthur já fazia colaborações com São Paulo, como a que resultou na aprovação da lei municipal para a eliminação gradual de plásticos problemáticos e de uso único. Em 2019, a capital paulista foi escolhida pela Fundação como uma das cidades emblemáticas da Iniciativa de Alimentos da Fundação, que tem como objetivo criar uma economia circular dos alimentos de uma forma saudável e regenerativa. Agora, o plano é reunir diversas agências e autoridades municipais para construir uma abordagem robusta de economia circular que promova o crescimento da cidade.

Iniciativas Sistêmicas

Horta CASACOR - Marcelo Bellotto. Estrategicamente localizada em frente à Estação de Tratamento de Resíduos provenientes do restaurante, a proposta é que estes sejam utilizados como adubo na Horta CASACOR, ilustrando ao visitante um caminho de sustentabilidade. O público terá a oportunidade de conhecer uma horta estilizada que irá abrigar diversos tipos de espécies - como chás, plantas medicinais, frutíferas, hortícolas, ervas aromáticas, plantas afrodisíacas e pancs. No centro do espaço, um inusitado jardim suspenso itinerante, que pode ser desmontado e transportado com facilidade para diversos locais
Horta CASACOR – Marcelo Bellotto para a CASACOR São Paulo 2019. Estrategicamente localizada em frente à Estação de Tratamento de Resíduos provenientes do restaurante, a proposta é que estes sejam utilizados como adubo na Horta CASACOR, ilustrando ao visitante um caminho de sustentabilidade. Salvador Cordaro/CASACOR

Um dos objetivos da Fundação é transformar fluxos de materiais chave para dar escala global à economia circular. Ou seja, adotar uma abordagem sistêmica para a produção, uso e reuso desses materiais, criando uma direção para uma economia que funcione a longo prazo. Plásticos, fibras têxteis e alimentos são os principais materiais da economia global, que podem gerar benefícios ambientais, sociais e para os negócios. Inclusive, em junho de 2020, o então Secretário Municipal de Relações Internacionais de São Paulo esteve entre os 50 líderes globais que assinaram a declaração conjunta a favor da economia circular como resposta aos impactos econômicos da pandemia da COVID-19.

Economia circular na CASACOR

Este gráfico mostra os setores de resíduos gerados pela CASACOR
Divulgação/CASACOR

Como a maior mostra de decoração e design das Américas, a CASACOR está sempre buscando melhorar suas próprias práticas de economia circular, principalmente na hora de dar um destino nobre e adequado para os resíduos produzidos. “Tratamos nossos resíduos como nutrientes técnicos e biológicos que devem ser reaproveitados ao máximo. Assim nosso índice de desvio de aterro sanitário passa dos 99%“, explica Darlan Firmato, arquiteto e gestor de sustentabilidade da CASACOR São Paulo.

Toda a matéria orgânica proveniente de alimentação e jardins vai para a compostagem. “Só em 2019, foram 12 toneladas de adubo distribuídos ao público e a paisagistas, contribuindo para restauração de solos por toda cidade. Toda madeira não aproveitada nas obras foi destinada a biomassa, gerando energia para fornos de indústrias”, lista Darlan. Os resíduos técnicos também são reaproveitados ao máximo. “Estimamos que 99% dos móveis, esquadrias, luminárias, tapetes e acessórios de decoração em geral são mantidos, reutilizados ou redistribuídos pelos arquitetos e fornecedores em outras obras, exposições e venda ou ainda doados, garantindo a circularidade de forma nobre e eficiente”, completa o arquiteto.

Metais e vidros sem condição de manutenção seguem para a remanufatura e o isopor é destinado para a indústria da Santa Luzia, onde é transformado em rodapés e molduras, voltando para o mercado. “Só enviamos para reciclagem resíduos que não têm condição de aproveitamento nobre e servirão de insumos para outros produtos como: embalagens e plásticos, entulho (agregados para construção) e gesso (tijolos e refratários)”, conclui Darlan.

revestir revestimento lançamento porcelanato decoração arquitetura santa luzia chevron
A Coleção Chevron da Santa Luzia foi um dos lançamentos da Expo Revestir 2021 Divulgação/CASACOR
Continua após a publicidade
Publicidade