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Sustentabilidade

Construções secas: 4 vezes que a técnica sustentável aparece na CASACOR SP

Construções secas ganharam espaço nos projetos da mostra, com foco em agilidade, redução de resíduos e menor impacto ambiental

Por Milena Garcia

Publicado em 16 de jun. de 2025, 7:00

08 min de leitura
Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr)

Em meio à busca por soluções construtivas mais sustentáveis e conscientes, as construções secas ganham destaque nos projetos arquitetônicos contemporâneos. Na CASACOR São Paulo 2025, essa técnica está cada vez mais presente – especialmente devido ao baixo impacto ambiental e maior eficiência na execução das obras.
Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Divulgação/CASACOR)

Além de práticas e versáteis, as construções secas dialogam com os pilares de sustentabilidade, tecnologia e inovação que norteiam muitos dos ambientes da mostra. Com elas, arquitetos e designers conseguem desenvolver estruturas mais leves, limpas e rápidas, sem abrir mão da estética e da qualidade. Saiba mais abaixo!

O que são construções secas?


Construções secas são sistemas construtivos que dispensam o uso de água em grande parte do processo – ao contrário das obras convencionais com cimento e argamassa. Elas utilizam painéis, estruturas metálicas, placas cimentícias, drywall, wood frame, steel frame e outros materiais industrializados que chegam prontos ou semiprontos ao canteiro.
João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)

Essa abordagem reduz o tempo de obra, gera menos entulho e facilita a manutenção posterior das estruturas. Na prática, isso significa menos consumo de recursos naturais, menor geração de resíduos e um canteiro mais organizado e eficiente — aspectos que se conectam diretamente aos princípios da construção sustentável.

Benefícios das construções secas


Obra mais limpa e rápida


Ao eliminar etapas como cura de concreto e aplicação de argamassa, o tempo de execução é significativamente reduzido. Isso também contribui para a redução de ruídos, sujeira e interferências no entorno.

Menor impacto ambiental


O uso de materiais industrializados com menor demanda hídrica e a possibilidade de desmontagem e reaproveitamento posterior tornam as construções secas uma escolha mais ecológica. Além disso, muitos sistemas utilizam materiais recicláveis e com menor emissão de carbono.

Flexibilidade nos projetos


Com estruturas mais leves e versáteis, esse tipo de construção permite adaptações rápidas no layout, facilitando reformas, ampliações ou desmontagens. Isso é especialmente útil em mostras como a CASACOR, onde os ambientes são temporários e precisam ser montados e desmontados com agilidade.

Redução de resíduos


Como boa parte dos elementos é fabricada sob medida, há menos desperdício de materiais. O resultado é uma obra mais precisa e racional, em que o controle de insumos contribui para a sustentabilidade do processo.
Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado Mendonça, do MCA Estúdio/CASACOR)

Construções secas na CASACOR SP 2025


    1. Claro na Casa Paulistana – João Panaggio


    Com estrutura metálica utilizada pela terceira vez, a Casa Paulistana destaca o compromisso com a redução de resíduos e o uso consciente de recursos. Trata-se de uma tiny house de 170 m², que aposta em madeira de demolição, pedras naturais e espécies nativas no paisagismo para reforçar a identidade brasileira e o respeito ao meio ambiente.
    João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

    João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)

    2. Futuros Possíveis por Peugeot – Gisele Taranto Arquitetura


    Neste espaço de 70 m², sustentabilidade e inovação caminham juntas. A estrutura foi montada com blocos modulares de plástico reciclado, solução que reduz significativamente a emissão de carbono em comparação aos métodos tradicionais. Além de abrigar experiências imersivas com arte digital e design autoral, o ambiente propõe novas formas de pensar a mobilidade e o consumo.
    Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

    Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado Mendonça, do MCA Estúdio/CASACOR)

    3. Casa Viva – Henrique Freneda


    A Casa Viva propõe uma ocupação consciente em seus 29,5 m², a partir de uma construção seca feita com madeira de reflorestamento, placas cimentícias e vidro com proteção UV. O projeto elimina resíduos e prioriza materiais com menor impacto ambiental. Funcional e acolhedor, o espaço integra cozinha, estar, suíte e jardim, apostando em soluções compactas e sustentáveis para o morar contemporâneo.
    Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

    Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr/CASACOR)

    4. Forneria San Paolo – Modular Studio + stage.AEC


    Instalado em uma estrutura modular feita de madeira e metal, o restaurante mostra como o setor gastronômico também pode adotar práticas sustentáveis. Com 165 m², o ambiente alia conforto e responsabilidade ambiental, criando espaços de convívio em torno do forno e do bar. A proposta prioriza materiais renováveis, sistemas industrializados e montagem rápida, reduzindo o consumo de recursos naturais e a geração de resíduos.
    Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

    Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Como laboratório de um novo modelo de ocupação urbana, este restaurante de 165 m² funciona num pavilhão industrializado de madeira e metal. Trata-se de uma parceria do Modular Studio, dos arquitetos Alessandra Cipriani, Higor Cipriani e Felipe Savassi, com o Stage.AEC, de Helena Obino, Cesar Sallum e José Rocha, responsáveis pelos interiores. Com materiais renováveis, a arquitetura tem baixo impacto ambiental. Já o décor celebra a herança italiana da marca com uma pegada acolhedora, de tons quentes e texturas rústicas, e espaços de convivência. (Divulgação/CASACOR)