Em meio à busca por soluções construtivas mais sustentáveis e conscientes, as construções secas ganham destaque nos projetos arquitetônicos contemporâneos. Na CASACOR São Paulo 2025, essa técnica está cada vez mais presente – especialmente devido ao baixo impacto ambiental e maior eficiência na execução das obras. Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Divulgação/CASACOR)
Além de práticas e versáteis, as construções secas dialogam com os pilares de sustentabilidade, tecnologia e inovação que norteiam muitos dos ambientes da mostra. Com elas, arquitetos e designers conseguem desenvolver estruturas mais leves, limpas e rápidas, sem abrir mão da estética e da qualidade. Saiba mais abaixo! O que são construções secas?
Construções secas são sistemas construtivos que dispensam o uso de água em grande parte do processo – ao contrário das obras convencionais com cimento e argamassa. Elas utilizam painéis, estruturas metálicas, placas cimentícias, drywall, wood frame, steel frame e outros materiais industrializados que chegam prontos ou semiprontos ao canteiro. João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Essa abordagem reduz o tempo de obra, gera menos entulho e facilita a manutenção posterior das estruturas. Na prática, isso significa menos consumo de recursos naturais, menor geração de resíduos e um canteiro mais organizado e eficiente — aspectos que se conectam diretamente aos princípios da construção sustentável. Benefícios das construções secas
Obra mais limpa e rápida
Ao eliminar etapas como cura de concreto e aplicação de argamassa, o tempo de execução é significativamente reduzido. Isso também contribui para a redução de ruídos, sujeira e interferências no entorno. Menor impacto ambiental
O uso de materiais industrializados com menor demanda hídrica e a possibilidade de desmontagem e reaproveitamento posterior tornam as construções secas uma escolha mais ecológica. Além disso, muitos sistemas utilizam materiais recicláveis e com menor emissão de carbono. Flexibilidade nos projetos
Com estruturas mais leves e versáteis, esse tipo de construção permite adaptações rápidas no layout, facilitando reformas, ampliações ou desmontagens. Isso é especialmente útil em mostras como a CASACOR, onde os ambientes são temporários e precisam ser montados e desmontados com agilidade. Redução de resíduos
Como boa parte dos elementos é fabricada sob medida, há menos desperdício de materiais. O resultado é uma obra mais precisa e racional, em que o controle de insumos contribui para a sustentabilidade do processo. Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado Mendonça, do MCA Estúdio/CASACOR)
Construções secas na CASACOR SP 2025
1. Claro na Casa Paulistana – João Panaggio
Com
estrutura metálica utilizada pela terceira vez, a Casa Paulistana destaca o compromisso com a
redução de resíduos e o uso consciente de recursos. Trata-se de uma
tiny house de 170 m², que aposta em madeira de demolição, pedras naturais e espécies nativas no paisagismo para reforçar a
identidade brasileira e o
respeito ao meio ambiente.
João Panaggio - Claro na Casa Paulistana. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
2. Futuros Possíveis por Peugeot – Gisele Taranto Arquitetura
Neste espaço de 70 m², sustentabilidade e inovação caminham juntas. A estrutura foi montada com
blocos modulares de plástico reciclado, solução que reduz significativamente a emissão de carbono em comparação aos métodos tradicionais. Além de abrigar experiências imersivas com arte digital e
design autoral, o ambiente propõe novas formas de pensar a mobilidade e o consumo.
Gisele Taranto Arquitetura - Futuros Possíveis por Peugeot. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado Mendonça, do MCA Estúdio/CASACOR)
3. Casa Viva – Henrique Freneda
A Casa Viva propõe uma
ocupação consciente em seus 29,5 m², a partir de uma construção seca feita com
madeira de reflorestamento,
placas cimentícias e
vidro com proteção UV. O projeto elimina resíduos e prioriza materiais com menor impacto ambiental. Funcional e acolhedor, o espaço integra cozinha, estar, suíte e jardim, apostando em
soluções compactas e sustentáveis para o morar contemporâneo.
Henrique Freneda - Casa Viva. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr/CASACOR)
4. Forneria San Paolo – Modular Studio + stage.AEC
Instalado em uma
estrutura modular feita de madeira e metal, o restaurante mostra como o setor gastronômico também pode adotar
práticas sustentáveis. Com 165 m², o ambiente alia conforto e
responsabilidade ambiental, criando espaços de convívio em torno do forno e do bar. A proposta prioriza materiais renováveis, sistemas industrializados e montagem rápida, reduzindo o consumo de recursos naturais e a geração de resíduos.
Modular Studio + Stage.AEC - Forneria San Paolo. Como laboratório de um novo modelo de ocupação urbana, este restaurante de 165 m² funciona num pavilhão industrializado de madeira e metal. Trata-se de uma parceria do Modular Studio, dos arquitetos Alessandra Cipriani, Higor Cipriani e Felipe Savassi, com o Stage.AEC, de Helena Obino, Cesar Sallum e José Rocha, responsáveis pelos interiores. Com materiais renováveis, a arquitetura tem baixo impacto ambiental. Já o décor celebra a herança italiana da marca com uma pegada acolhedora, de tons quentes e texturas rústicas, e espaços de convivência. (Divulgação/CASACOR)