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Sustentabilidade

CASACOR Paraná estrutura plano de sustentabilidade e amplia ações ambientais em 2026

Com inventário de carbono, rastreabilidade de materiais e soluções energéticas inovadoras, mostra reforça compromisso ambiental e aposta em gestão integrada para ampliar impacto positivo no setor

Por Redação

Publicado em 14 de mai. de 2026, 16:53

08 min de leitura
Wolfgang Schlögel - Varanda com Jardim. Projeto da CASACOR Paraná 2026.

Wolfgang Schlögel - Varanda com Jardim. Projeto da CASACOR Paraná 2026. (Eduardo Macarios/CASACOR)

A CASACOR Paraná amplia sua atuação ambiental em 2026 com a implementação de um plano estruturado de sustentabilidade. A iniciativa aprofunda práticas já adotadas pela operação e avança em novas frentes, como inventário de emissões de carbono, compensação ambiental, rastreabilidade de materiais, soluções energéticas e ações de conscientização.


Realizada em Curitiba — cidade reconhecida mundialmente pela gestão de resíduos e por diretrizes rigorosas de separação e destinação —, a mostra já vinha operando alinhada às exigências municipais e, nos últimos três anos, manteve parceria com o programa Resíduo Zero, da Prefeitura Municipal. Em 2026, a união com a GT Building, empresa que carrega a sustentabilidade em seu DNA, consolida e expande essa atuação por meio de uma abordagem integrada, capaz de organizar processos e ampliar o impacto das ações.


O projeto “CASACOR Paraná rumo à sustentabilidade” é coordenado em parceria com Rose Guazzi, consultora de gestão sustentável e arquiteta especialista em projetos e construção sustentável, com mais de 20 anos de experiência na área. A iniciativa contempla os três pilares da sustentabilidade — ambiental, social e econômico — e segue a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que reúne os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas. Segundo Rose, o objetivo desta edição é revelar o que acontece além da vitrine de um evento de grande porte como a CASACOR. “Queremos conscientizar o público de que cada um pode contribuir à sua maneira. Pequenas ações, quando somadas, fazem uma grande diferença para o planeta”, afirma.

Sustentabilidade na prática


Carla Grüdtner - Studio Alma. Projeto da CASACOR Paraná 2026.

Carla Grüdtner - Studio Alma. O studio foi desenvolvido para uma artista que vive arquitetura e arte, priorizando um ambiente funcional e inspirador. O layout organiza áreas de trabalho e espaços íntimos, favorecendo circulação e uso eficiente do espaço. O nome “Alma” simboliza a união entre pensamento e emoção, sugerindo um ambiente onde ideias, sentimentos e intuição se encontram no processo criativo. (Eduardo Macarios/CASACOR)

As ações se dividem em três frentes — período de obra, durante a mostra e pós-evento — e contam com a articulação de Adriana Kalinowski, coordenadora do projeto Design City Institute, que atua como um hub de soluções ao conectar profissionais criativos, startups de tecnologia e empresas do setor. No contexto da mostra, o instituto funciona como integrador das iniciativas sustentáveis, reunindo e potencializando a atuação de diferentes parceiros.


Transversal a todas as etapas, o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos e Recicláveis inclui separação, coleta e destinação adequada dos materiais. Nesse processo, o Instituto Reciclajuda comercializa recicláveis — como papel, vidro e plástico — para a indústria, reinserindo-os na cadeia produtiva. A receita obtida é destinada a cursos profissionalizantes voltados aos carrinheiros cadastrados no projeto e a seus filhos, no contraturno escolar.

Período de obra

Durante a implantação, as ações se concentram na estruturação das bases do plano. A gestão de resíduos começa ainda na obra, enquanto a Forte Desenvolvimento Sustentável conduz o inventário de gases de efeito estufa (GEE), considerando variáveis como transporte de materiais, fretes, deslocamentos diários e consumo energético. A etapa também contempla soluções desenvolvidas pela Energy Trade, como sistemas de geração pontual para a bilheteria (Grid Zero), testes de tecnologias off-grid para carregamento de dispositivos em áreas de descanso (Pit Stop) e aplicações de produtos hidrofóbicos da Suntech em superfícies expostas.

Durante a mostra

Com a abertura ao público, o plano entra em fase operacional. A gestão de resíduos segue ativa, o monitoramento das emissões avança com a consolidação dos dados levantados e ações educativas e eventos sociais passam a integrar a programação, ampliando a conscientização sobre consumo e impacto ambiental.


No campo energético, entram em funcionamento pontos de carregamento off-grid, sistemas de geração para a bilheteria e tecnologias interativas de captação de energia por meio da movimentação do público, como pisos com geração piezoelétrica capazes de transformar energia mecânica em eletricidade para acionamento de iluminação em LED.

André Henning - Lounge Pit Stop. Projeto da CASACOR Paraná 2026.

André Henning - Lounge Pit Stop. O lounge reúne banco estofado contínuo com almofadas decorativas, mesa com cadeiras integrada ao sofá e à lareira central, além de poltrona em posição de destaque. Nas laterais, floreiras em concreto acomodam plantas de médio porte. O ambiente combina piso claro, elementos vazados, painéis em marcenaria e pintura em tons quentes. A cobertura metálica com tela listrada no forro e iluminação linear embutida complementa o projeto. (Gabriel Spinardi/CASACOR)

Pós-evento

Após o encerramento, o foco passa a ser a desmontagem e a destinação dos materiais, etapa considerada crítica para o controle ambiental do evento. Nesse momento, ganha destaque o processo de rastreabilidade do ciclo de vida dos produtos, desenvolvido com consultoria da Orbis Protocol, que acompanha o percurso dos materiais desde a CASACOR até seu destino final. A CASACOR Paraná é a primeira mostra no mundo a adotar essa tecnologia, incorporando um nível inédito de controle e transparência na destinação de materiais.


A compensação das emissões de carbono é então efetivada por meio de projetos ambientais conduzidos pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental, enquanto relatórios ESG consolidam dados de consumo energético, emissões e destinação de resíduos.

O impacto na construção civil


O movimento ganha ainda mais relevância diante do impacto ambiental da construção civil, responsável por cerca de 37% das emissões globais de CO₂, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (2022). No Brasil, os resíduos da construção representam entre 40% e 60% do volume de resíduos sólidos urbanos, de acordo com levantamentos recentes da Abrelpe (2021–2023).


A diretora da CASACOR Paraná, Marina Nessi, destaca o pioneirismo da iniciativa, especialmente pela adoção inédita da tecnologia de rastreabilidade da Orbis Protocol. “Curitiba é internacionalmente reconhecida por suas ações voltadas à sustentabilidade. Nós, da CASACOR Paraná, reforçamos nosso compromisso em preservar os recursos naturais e avançar com soluções que ampliam a transparência e o impacto positivo do setor”, afirma.