(Reprodução/Society for Science/CASACOR)
Foi uma menina de apenas 12 anos que, ao visitar as praias do sul da Califórnia, nos Estados Unidos, decidiu tomar o problema da
poluição por plástico em suas próprias mãos. A jovem norte-americana
Madison Checketts percebeu, durante as férias com sua família, a quantidade de garrafas plásticas descartadas incorretamente e o perigo que elas poderiam trazer para o meio ambiente. Depois de estudar e desenvolver o projeto junto de sua escola, desde outubro de 2021, Checketts apresentou na feira de ciência da escola Eagle Mountain, em Utah, nos EUA,
uma garrafa de água gelatinosa e comestível, que contém cerca de três quartos de um copo de água e custa cerca de US$ 1,20 para ser produzida (cerca de R$ 6,11).
Chamada de Eco-Hero, a criação trata-se de uma
membrana gelatinosa que pode ser consumida ou descartada corretamente após o consumo da água em seu interior. Pelo projeto, Checketts ganhou o primeiro lugar na feira de ciências e avançou para uma competição nacional, além de ser uma das finalistas do concurso da
Broadcom Masters Competition 2022, a principal competição de ciência, tecnologia, engenharia e matemática dos EUA para alunos do ensino médio.
Perigos do plástico
(Reprodução/Ooho/CASACOR)
Mesmo com diversas iniciativas da reciclagem e descarte consciente do plástico, ainda há muito trabalho a ser feito: por exemplo, nos EUA, os americanos consomem
mais de 30 bilhões de garrafas plásticas de água anualmente. Depois de jogadas fora, as garrafas costumam ir parar no oceano, onde circulam
mais de 5,25 trilhões de pedaços de lixo plástico. Isso coloca em risco os oceanos e as espécies marinhas, que muitas vezes ingerem o material. Além disso, dependendo das condições ambientais e do material, os plásticos também podem liberar produtos químicos tóxicos e contaminantes no oceano.
Outras iniciativas sustentáveis
Ooho é o nome de outra garrafa de água comestível criada por ex-alunos de design do Imperial College London. Desenvolvida em 2014 por
Rodrigo García González,
Pierre Paslier e
Guillaume Couche, a garrafa utiliza o método de esferificação reversa, semelhante ao de Checketts, em sua criação. Feito de algas e cloreto de cálcio a um custo muito baixo (US$ 0,2), o produto é mais barato do que o plástico, gera cinco vezes menos CO
2 e gasta nove vezes menos energia do que as tradicionais garrafas PET. O design e o conceito da Ooho já ganharam inúmeros prêmios e suas esferas já foram utilizadas em diversos eventos. Informações: Galileu.