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Refúgio Cedro traz legado e cultura libanesa para a CASACOR Brasília 2024

Alessandra Moussa e Marcelo Netto exploram as raízes familiares e a ancestralidade libanesa na 32ª edição da mostra

Por Redação

Publicado em 10 de dez. de 2024, 9:00

03 min de leitura
Alessandra Moussa e Marcelo Netto - Refúgio do Cedro. O projeto da dupla foi desenvolvido em um ambiente de 44 m² repleto de memórias. A grande inspiração para o espaço é o pai de Alessandra, que morreu em 2003, um libanês que chegou ao Brasil aos 19 anos fugindo da guerra do Líbano. No espaço está uma tela pintada pelo homenageado, além de uma enorme parede de pedra com nicho de destaque com objetos pessoais do celebrado. O ambiente conta ainda com móveis recém-lançados de nomes como Samuca Gerber e Fabrício Ronca.

Alessandra Moussa e Marcelo Netto - Refúgio do Cedro. O projeto da dupla foi desenvolvido em um ambiente de 44 m² repleto de memórias. A grande inspiração para o espaço é o pai de Alessandra, que morreu em 2003, um libanês que chegou ao Brasil aos 19 anos fugindo da guerra do Líbano. No espaço está uma tela pintada pelo homenageado, além de uma enorme parede de pedra com nicho de destaque com objetos pessoais do celebrado. O ambiente conta ainda com móveis recém-lançados de nomes como Samuca Gerber e Fabrício Ronca. (Edgard César)

O ambiente Refúgio Cedro, assinado pelos engenheiros civis Alessandra Moussa e Marcelo Netto para a CASACOR Brasília 2024, é mais do que um espaço decorado; é um tributo emocionante às suas raízes e ao legado de família. Com 44 m², o projeto carrega a alma e a ancestralidade libanesa dos profissionais, sendo uma homenagem afetuosa ao pai de Alessandra, avô de Marcelo. Este homem, que aos 19 anos deixou o Líbano em busca de paz, encontrou refúgio em novas terras, mas nunca abandonou o amor pela arte e pela cultura de sua terra natal.
Alessandra Moussa e Marcelo Netto - Refúgio do Cedro. Projeto da CASACOR Brasília 2024.

(Edgard César/CASACOR)

A homenagem se concretiza em cada detalhe do espaço, onde a funcionalidade da cozinha despojada se encontra com a profundidade das memórias familiares. Uma imponente parede de pedras, com um grande nicho cuidadosamente pensado para abrigar objetos pessoais do homenageado, e uma tela pintada pelo próprio pai de Alessandra trazem à vida a paixão do autodidata por cores e formas. “Ele tinha uma paixão por lugarejos, e a obra que ele pintou, e que está no espaço, evidencia isso. Ele falava que a beleza estava na simplicidade. A tela me conduziu na escolha das cores do ambiente, como os tons terrosos e verde”, explica Moussa. “A relação do ambiente com o tema deste ano De presente, o agora é o presente que recebo hoje, olhando para o legado que meu pai deixou. Amor à arte e tudo que remete à poesia”, completa Moussa.
Com móveis cuidadosamente selecionados, o espaço reúne peças dos designers Samuca Gerber e Fabrício Ronca. Feito de madeira de reflorestamento e couro biodegradável, o mobiliário não é apenas uma escolha estética, mas um compromisso com a sustentabilidade, respeitando a origem natural dos materiais e promovendo práticas de reciclagem. Refúgio Cedro vai além de um espaço de convivência; é uma expressão autêntica de carinho e reverência, que traz à tona a essência de um legado familiar. Cada detalhe reflete o desejo de manter viva a conexão com as raízes e transmitir valores que ultrapassam gerações. Um presente do agora, que se entrelaça com o passado e projeta um futuro repleto de significado.