Descubra como cultivar a suculenta orelha de elefante e garanta folhas vibrantes e saudáveis no seu jardim ou decoração
Publicado em 18 de fev. de 2026, 16:00

Suculenta Orelha de Elefantes. (Guia das Suculentas/Divulgação)
A suculenta orelha de elefante é uma daquelas plantas que chamam atenção logo à primeira vista. Com folhas largas, espessas e levemente onduladas, ela cria um efeito escultural que valoriza vasos, jardins de pedra, varandas e até composições internas bem iluminadas. Seu visual exótico combina com projetos contemporâneos, tropicais e até minimalistas, funcionando como ponto focal na decoração.
Suculenta Orelha de Elefantes. (Cobasi/Divulgação)
Apesar da aparência imponente, essa espécie é resistente e relativamente fácil de manter, desde que receba as condições adequadas de luz e drenagem. Como toda suculenta, armazena água nas folhas, o que a torna adaptável a períodos curtos de estiagem. Ainda assim, alguns cuidados específicos fazem toda a diferença para manter a planta saudável e com crescimento equilibrado.
A suculenta orelha de elefante é o nome popular da Kalanchoe luciae, uma planta nativa do sul da África do Sul. Em seu habitat natural, ela cresce em regiões de clima seco, com alta incidência solar e solos pobres, o que explica sua grande resistência à seca.
Suculenta Orelha de Elefante. (Cobasi/Divulgação)
Seu principal atrativo são as folhas carnosas, largas e arredondadas, que se sobrepõem formando uma roseta compacta. A coloração costuma ser verde-acinzentada, mas quando exposta ao sol pleno, especialmente em períodos mais frios, as bordas das folhas adquirem tons avermelhados ou arroxeados, efeito altamente valorizado no paisagismo.
Suculenta Orelha de Elefante. (Planta Sonya/Divulgação)
A planta tem crescimento lento a moderado e pode atingir entre 30 e 60 cm de altura, dependendo das condições de cultivo. Em vasos, tende a permanecer mais compacta; já no jardim, pode se desenvolver com maior vigor. A floração ocorre geralmente no inverno, com hastes altas que produzem pequenas flores amareladas, embora o valor ornamental principal esteja nas folhas.
Suculenta Orelha de Elefante. (Mountain Crest Gardens/Divulgação)
Embora seja resistente, a suculenta orelha de elefante precisa de alguns cuidados básicos para se desenvolver de forma saudável. Veja os principais pontos:
O solo deve ser leve, arenoso e muito bem drenado. O ideal é utilizar substrato próprio para suculentas e cactos, que geralmente contém areia grossa, perlita ou pedrisco na composição. Caso prepare a mistura em casa, combine terra vegetal com areia de construção lavada e um pouco de matéria orgânica.
A drenagem é fundamental. Vasos devem ter furos no fundo e, preferencialmente, uma camada de argila expandida ou brita antes do substrato. O excesso de umidade é uma das principais causas de apodrecimento das raízes.
A iluminação é um dos fatores mais importantes para o sucesso no cultivo. A suculenta orelha de elefante aprecia luz intensa e pode receber sol direto por algumas horas ao dia, especialmente no período da manhã.
Em ambientes internos, deve ficar próxima a janelas bem iluminadas. A falta de luz provoca estiolamento — quando a planta cresce de forma alongada e frágil, com espaçamento excessivo entre as folhas. Já em locais muito sombreados, a coloração pode perder intensidade.
Por armazenar água nas folhas, a rega deve ser moderada. O ideal é molhar apenas quando o substrato estiver completamente seco. Em geral, isso significa regar uma vez por semana em períodos quentes e reduzir a frequência no inverno.
Evite molhar as folhas com frequência, especialmente em ambientes pouco ventilados. O acúmulo de água na superfície pode favorecer o surgimento de fungos.
Ela se adapta bem tanto ao plantio em vasos quanto diretamente no jardim. Em canteiros externos, escolha um local com boa incidência solar e solo bem drenado. Em vasos, opte por recipientes proporcionais ao tamanho da planta, permitindo espaço para o crescimento das raízes.
Suculenta Orelha de Elefante. (Gardenia/Divulgação)
Mesmo sendo uma planta resistente, alguns cuidados ajudam a manter a suculenta orelha de elefante sempre bonita e vigorosa.
A poda não é obrigatória, mas pode ser feita para controlar o tamanho ou remover folhas danificadas. Use sempre ferramentas limpas para evitar contaminações. Caso a planta cresça demais, é possível fazer a poda do topo e utilizar a parte retirada para propagação.
A adubação deve ser leve e espaçada. Utilize fertilizantes próprios para suculentas ou adubo orgânico bem curtido, aplicando a cada dois ou três meses durante a primavera e o verão, que são os períodos de crescimento mais ativo.
Evite exageros: o excesso de nutrientes pode deixar a planta mais sensível e comprometer sua estrutura.
Embora não seja muito suscetível, pode ser atacada por cochonilhas e pulgões. A inspeção periódica das folhas ajuda a identificar o problema no início. Caso necessário, a limpeza com algodão embebido em álcool ou o uso de soluções naturais à base de sabão neutro diluído costumam ser eficazes.
Por ser originária de clima quente, a suculenta orelha de elefante não tolera geadas. Em regiões com inverno rigoroso, o ideal é cultivá-la em vasos, facilitando a proteção em períodos de frio intenso. Temperaturas muito baixas podem causar manchas e danos nas folhas.
A multiplicação pode ser feita por estacas do caule. Após o corte, deixe a parte retirada cicatrizar por alguns dias antes de plantar em substrato seco. Esse processo reduz o risco de apodrecimento. Com o tempo, novas raízes se formarão, dando origem a outra planta.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.