Em Nova Lima (MG), a paisagista Flavia D’Urso - do elenco CASACOR Minas Gerais - assina paisagismo de casa projetada pela Tetro: em total sintonia com a arquitetura, o jardim utiliza maciços de guaimbês e palmeiras para criar um refúgio que abraça o cotidiano de uma família apaixonada por design
Publicado em 31 de mai. de 2026, 10:00

Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
O paisagismo da Casa Linho, em Nova Lima (MG), é assinado pelo escritório Flavia D'Urso Paisagismo (do elenco CASACOR Minas Gerais) nasce em diálogo direto com a arquitetura da residência, projetada pelo escritório Tetro. Implantada em um terreno de 3650 m², com 1300 m² de área construída, a casa reflete o universo criativo da moradora — empresária do ramo da moda —, com referências a tecidos, leveza e movimento, conceitos que também orientaram o desenho do jardim. A partir da vivência no imóvel, surgiu a necessidade de qualificar os espaços externos, integrando-os de forma mais consistente à arquitetura e ao cotidiano da família.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
Com protagonismo claro no conjunto, o paisagismo desenvolvido por Flávia D’Urso propõe uma leitura orgânica do terreno, acompanhando a topografia e criando uma paisagem fluida, marcada por maciços contínuos, volumes vegetais e capins em movimento. O jardim deixa de ser apenas um complemento e passa a atuar como elemento estruturador da experiência, promovendo acolhimento, conduzindo percursos e estabelecendo uma relação constante entre interior e exterior.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
“Após morar na casa e plantar algumas espécies de palmeiras e frutíferas, os clientes perceberam a necessidade de um paisagismo que dialogasse com a arquitetura e o terreno, resultando em uma composição coerente desde as primeiras etapas do projeto”, explica a paisagista.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
O projeto responde ao estilo de vida de um casal de empresários com filhos adolescentes, que valoriza tanto o convívio quanto momentos de contemplação. Assim, o jardim foi pensado para ser vivido em diferentes escalas: ora como cenário visto de dentro da casa, ora como espaço de permanência e circulação. A proposta prioriza um verde presente, mas equilibrado, de fácil manutenção, capaz de valorizar a arquitetura, ocultar áreas técnicas e, ao mesmo tempo, garantir privacidade, conforto térmico e uma sensação contínua de contato com a natureza.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
A organização do paisagismo parte da própria configuração do terreno, estruturando-se em camadas que qualificam os diferentes usos. Nas áreas de acesso, a vegetação conduz o olhar e cria uma chegada acolhedora, com espécies de maior presença que dialogam com os volumes construídos. Ao redor da casa, os jardins assumem caráter contemplativo, como verdadeiros quadros vivos, com composições orgânicas que exploram contrastes de textura, altura e densidade. Já nas áreas inclinadas, o tratamento dos taludes com forrações e maciços densos garante continuidade visual e integração com a paisagem natural, além de contribuir para a estabilidade do solo.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
A linguagem adotada reforça uma abordagem contemporânea do paisagismo tropical, na qual o desenho privilegia massas vegetais, sobreposições e relações espaciais, em vez de composições formais ou espécies isoladas. A predominância de tons de verde cria unidade, enquanto a diversidade de formas e escalas das plantas imprime ritmo e profundidade ao conjunto. Ao todo, cerca de 30 espécies compõem o jardim, distribuídas entre árvores, palmeiras, arbustos e forrações, formando camadas que se repetem ao longo do terreno e garantem coerência estética e funcional.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
Entre os destaques, as palmeiras desempenham papel estrutural, organizando a leitura espacial e marcando eixos e percursos. Grandes folhagens tropicais, como guaimbê, imbé, xanadu, alocásias e filodendros, definem a identidade visual do projeto, criando volumes expressivos e reforçando a sensação de refúgio.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
Nas áreas de solo, forrações e maciços densos acompanham o relevo e asseguram continuidade, enquanto espécies como a jabuticabeira, inserida em área de fácil acesso, aproximam o jardim do uso cotidiano e do vínculo afetivo dos moradores. “A distribuição das espécies foi planejada para que cada área da casa mantenha relação direta com o jardim, seja por contemplação, circulação ou uso direto, criando uma paisagem integrada, funcional e sensorial”, destaca Flávia D’Urso.
Projeto de Flávia D'Urso. (Mariana Araújo/CASACOR)
Mais do que um desenho estático, o projeto foi concebido como uma paisagem viva, que se transforma ao longo do tempo. “O paisagismo da Casa Linho foi pensado para se integrar à paisagem ao longo do tempo. A escolha das espécies, o cuidado com volumes e a leitura do terreno resultaram em um projeto que valoriza o uso cotidiano, a contemplação e o vínculo emocional com a natureza”, conclui a paisagista.


















