Em uma casa de 800 m² com arquitetura de Dado Castello Branco, a paisagista Clariça Lima - do elenco CASACOR São Paulo - criou um jardim que pulsa natureza, presença e sensações reais
Publicado em 15 de dez. de 2025, 17:00

paisagismo-sensorial-jardim-de-660-m-resgata-vinculos-afetivos-clarica-lima-credito-denilson-machado (10) (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Neste projeto de paisagismo de 660 m², localizado em uma casa de 800 m² com arquitetura de Dado Castello Branco, a paisagista Clariça Lima - do elenco CASACOR São Paulo - teve como ponto de partida o desejo de traduzir o vínculo emocional com a terra em um jardim que pulsasse natureza, presença e sensações reais. Em cada espaço da residência, o verde foi desenhado para despertar lembranças, sentidos e vínculos afetivos.
(CASACOR)
"Cada ambiente foi desenhado com essa intenção, de reconexão. Seja pelo som da água em movimento, pelo aroma das plantas ou pela presença marcante das árvores, o paisagismo foi pensado para exalar natureza e emoção no cotidiano", diz a profissional.
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A residência apresenta uma proposta arquitetônica marcada por linhas retas e sóbrias. Para criar um diálogo harmonioso, o jardim foi projetado com formas sinuosas e um skyline vegetal que contrasta suavemente com rigor estrutural. Essa composição valoriza a arquitetura, respeitando sua concepção, enquanto traz fluidez e naturalidade ao conjunto. Assim, o paisagismo atua como contraponto orgânico, humanizando os espaços e enriquecendo a experiência visual.
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A implantação envolveu desafios técnicos importantes, como a inserção de árvores ornamentais já adultas e o cuidado com as espécies existentes, como as arecas-bambu, que precisaram de atenção após a obra civil. "Revelamos seus caules por meio de uma poda de limpeza e valorizamos sua presença com um véu de xaxim de fibra de coco entrelaçado com samambaia azul", diz Clariça.
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A entrada da casa foi tratada como uma recepção sensorial. O paisagismo convida à imersão, com espécies que acolhem o olhar e conduzem suavemente o visitante. A presença da água, por meio da fonte, introduz um elemento emocional e simbólico, que remete à infância da cliente na fazenda, um gesto de boas-vindas que vai além da estética.
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No corredor lateral, foram valorizadas espécies de folhagens mais claras e de porte baixo, para preservar a fluidez visual. A escultura que marca o caminho torna-se um ponto de interesse, enquanto o paisagismo cria ritmo e leveza, expandindo a sensação de amplitude e luz.
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Nos fundos, ipê-roxo e jabuticabeiras adultas formam um quadro vivo; no rooftop, o olhar se abre para as copas das árvores e o telhado verde da área gourmet. Nas folhagens, destacam-se filodendro-angolano, maranta-zebrina, boldo rasteiro e orelha-de-onça. A escolha buscou resgatar memórias afetivas, unindo beleza ornamental e sabor natural.
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As varandas receberam floreiras com ervas aromáticas, lavandas, roseiras e flores diversas, que encantam pela fragrância e atraem polinizadores. Além da função estética e sensorial, criam um ecossistema ativo e educativo, uma extensão viva da casa. No quintal, devido à insolação parcial e à baixa adaptação de gramíneas no local, optou-se pela utilização de seixos naturais como solução de forração, garantindo a permeabilidade do solo, exigido pela legislação, e reduzindo a necessidade de manutenção. Os canteiros orgânicos foram planejados com desenho funcional, facilitando o manejo e promovendo o cultivo de espécies comestíveis, integrando paisagismo e produtividade de forma eficiente.














