Intervenção naturalista e sofisticada assinada pelo Studio Julio Sousa - do elenco CASACOR Rio de Janeiro - transforma residência em um refúgio sensorial onde arquitetura e natureza se fundem com leveza e personalidade
Publicado em 2 de fev. de 2026, 15:28

Paisagismo de 420 m² quebra o brutalismo da arquitetura desta casa. Projeto de Julio Sousa. (Anita Soares/CASACOR)
Como transformar uma casa marcada por linhas retas e formas geométricas rígidas em um espaço vivo, fluido e acolhedor? Essa foi a pergunta que guiou o trabalho do Studio Julio Sousa Paisagismo – do elenco CASACOR Rio de Janeiro – neste projeto residencial com 540 m² de área total, dos quais cerca de 420 m² foram dedicados exclusivamente ao paisagismo. Em uma residência de arquitetura brutalista, com formas retangulares e traços retilíneos, o verde surge como elemento de transição, suavizando as bordas e promovendo novas formas de ocupação e contemplação.
Paisagismo de 420 m² quebra o brutalismo da arquitetura desta casa. Projeto de Julio Sousa. (Anita Soares/CASACOR)
Assinado pelo Studio Julio Sousa em parceria com a Skylab Arquitetos, o projeto propôs uma verdadeira simbiose entre arquitetura e paisagismo. “A ideia foi criar setores verdes que contrastam e ao mesmo tempo complementam a rigidez arquitetônica. Elementos sinuosos, naturalistas, e com volumetrias diferentes, ajudam a suavizar a geometria do conjunto”, comenta o paisagista.
Paisagismo de 420 m² quebra o brutalismo da arquitetura desta casa. Projeto de Julio Sousa. (Anita Soares/CASACOR)
Ao redor da casa, ilhas sensoriais de vegetação foram distribuídas estrategicamente, conectando os ambientes internos com o entorno natural, e promovendo ventilação e iluminação cruzadas — uma integração que vai além do visual e influencia diretamente no conforto cotidiano.
Paisagismo de 420 m² quebra o brutalismo da arquitetura desta casa. Projeto de Julio Sousa. (Anita Soares/CASACOR)
O paisagismo foi desenvolvido para criar percursos orgânicos e dinâmicos, em contraste com a planta em bloco da residência. A diversidade de texturas e volumes vegetais confere movimento à composição, ao mesmo tempo em que respeita as necessidades de manutenção da família. “Queríamos um jardim que tivesse presença, mas que também fosse prático. Um espaço para ser vivido, e não apenas admirado à distância”, completa o paisagista.

















