Cultivar plantas é um gesto de cuidado com o bem-estar, mas exige atenção às particularidades de cada espécie – inclusive para evitar alergias!
Publicado em 14 de jan. de 2026, 15:00

Estúdio Trigo, por Renato Mendonça- CASACOR SP 2019. (Divulgação/CASACOR)
O contato com plantas dentro de casa está associado a bem-estar, melhora da qualidade do ar e aproximação com a natureza. No entanto, nem todas as espécies são adequadas para todos os perfis de moradores. Algumas plantas, quando cultivadas em ambientes internos, podem desencadear alergias respiratórias, cutâneas ou oculares – especialmente em pessoas mais sensíveis!
Apartamento Varanda, assinado por Guto Requena. (Maíra Acaiaba/CASACOR)
Pólen, seiva, perfumes intensos, fungos no solo e até partículas liberadas pelas folhas estão entre os principais fatores associados às alergias domésticas. Conhecer essas espécies não significa excluí-las completamente, mas entender riscos, formas de manejo e alternativas mais seguras para cada contexto.
Muito presente em salas e varandas, a samambaia libera grande quantidade de esporos, que podem agravar quadros de rinite, asma e outras alergias respiratórias. Em ambientes fechados, a concentração dessas partículas tende a ser maior, tornando o cultivo menos indicado para quem já apresenta sensibilidade respiratória.
Samambaia-americana. (Jardineiro.net/CASACOR)
Apesar da aparência elegante, algumas espécies de figueira, como a benjamina, possuem uma seiva leitosa que pode causar irritações na pele e reações alérgicas ao contato direto. Além disso, a planta libera partículas no ar que, em alguns casos, estão associadas a crises alérgicas, especialmente quando cultivada em espaços pouco ventilados.
Figueira-benjamim (Ficus benjamina). (Epic Gardening/CASACOR)
Os lírios chamam atenção pelo perfume intenso, que pode ser um gatilho para alergias respiratórias, dores de cabeça e irritação nos olhos. Em ambientes internos, o aroma tende a se concentrar, o que aumenta o desconforto para pessoas sensíveis a odores fortes.
(Unsplash/CASACOR)
Muito utilizada em paredes verdes e vasos suspensos, a hera pode provocar reações alérgicas por contato com a pele, além de liberar substâncias que causam irritação. Seu cultivo em áreas internas deve ser avaliado com cuidado, principalmente em casas com crianças ou pessoas alérgicas.
(K Adams/Unsplash/CASACOR)
Embora seja conhecida por sua resistência, a espada-de-são-jorge possui seiva tóxica que pode causar irritações cutâneas e alergias ao contato. O risco aumenta durante podas ou manuseio inadequado, tornando importante o uso de luvas e cuidados básicos.
Espada-de-São-Jorge. (Thiago A./Wikimedia Commons/CASACOR)
Comum em arranjos e vasos decorativos, o crisântemo pode provocar alergias de pele e respiratórias. O pólen e as substâncias presentes nas folhas estão entre os principais agentes irritantes, especialmente quando a planta é mantida em ambientes internos por longos períodos.
(Divulgação/CASACOR)
Apesar de frequentemente indicada para interiores, a palmeira-areca pode favorecer o acúmulo de poeira e ácaros entre suas folhas densas. Esses fatores contribuem para o agravamento de alergias respiratórias, sobretudo em locais com limpeza e ventilação insuficientes.
Palmeira Areca. (FloraStore/CASACOR)
As violetas não costumam causar alergias diretas, mas o solo constantemente úmido pode favorecer o surgimento de fungos e mofo, conhecidos desencadeadores de alergias. O cuidado com a drenagem e a frequência de rega é essencial para evitar esse problema.
(Divulgação/CASACOR)
No entanto, a presença de plantas não precisa ser eliminada – mesmo em casas onde há pessoas sensíveis! Algumas medidas simples ajudam a reduzir riscos de alergias, como priorizar ambientes bem ventilados, evitar excesso de plantas em um único espaço e manter a limpeza regular das folhas e do solo.
O lavabo da Casa Brisa Deca é repleto de texturas, reforçando a atmosfera despojada e aconchegante do projeto. (Denilson Machado/MCA Estúdio/CASACOR)
Também é importante observar reações individuais. Espirros frequentes, coceira, irritação nos olhos ou na pele podem indicar sensibilidade a determinada espécie. Nesses casos, a substituição por plantas menos alergênicas, como zamioculca, calatheas ou peperômias, pode ser uma alternativa mais segura.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.