Com suas folhas largas e fácil manutenção, a Maranta charuto é perfeita para interiores sombreados e valoriza a flora nativa brasileira
Publicado em 2 de jun. de 2025, 9:58

(BePage)
Com folhas largas, textura aveludada e um padrão de nervuras que chama atenção à primeira vista, a Maranta charuto tem conquistado cada vez mais espaço em projetos paisagísticos e interiores tropicais. Originária do Brasil, essa planta da família Marantaceae também é conhecida por seu comportamento curioso: suas folhas se erguem à noite como se estivessem em oração — daí o apelido de “planta rezadeira”, compartilhado com outras espécies do gênero.
(lobster20/depositphotos/Divulgação)
Ideal para quem busca um verde exuberante e cheio de personalidade, a Maranta charuto é uma planta de sombra que combina beleza e fácil manutenção. A seguir, explicamos as principais características dessa espécie e damos dicas valiosas para cultivá-la com sucesso em vasos ou canteiros.
(lobster20/depositphotos/Divulgação)
O apelido “charuto” vem do formato que as folhas novas assumem ao nascer: enroladas como se fossem pequenos charutos. Com o tempo, elas se abrem e revelam a face superior em verde-escuro e a inferior em tons arroxeados, criando um contraste elegante e muito decorativo.
Essa combinação de cores e texturas faz da Maranta uma ótima escolha para dar destaque a cantinhos sombreados da casa ou do jardim. Por ser uma planta rasteira, ela também pode ser usada como forração em jardins tropicais, compondo bem com espécies como a costela-de-adão, pacová e calatéias.
(Earth/Divulgação)
Apesar da aparência sofisticada, a Maranta charuto é relativamente fácil de cuidar. A principal exigência é em relação à luminosidade: ela prefere ambientes com luz indireta ou meia-sombra, e não tolera sol direto, que pode queimar suas folhas delicadas. Confira os principais cuidados:
Rega: mantenha o solo levemente úmido, sem encharcar. Regue sempre que o substrato começar a secar na superfície.
Ambiente: a planta aprecia alta umidade do ar, por isso se desenvolve muito bem em banheiros iluminados ou perto de fontes de água. Em dias secos, borrifar água nas folhas pode ajudar.
Substrato: use um solo bem drenado, rico em matéria orgânica. Uma mistura de terra vegetal com húmus de minhoca e areia funciona bem.
Poda e manutenção: retire folhas secas ou amareladas para estimular o crescimento saudável e evitar pragas.
(Earth/Divulgação)
Por gostar de sombra e umidade, a Maranta charuto é uma excelente opção para compor a decoração de interiores. Ela pode ser cultivada em vasos de cerâmica, cachepôs ou até mesmo em jardineiras suspensas, desde que receba luz difusa e fique longe de correntes de ar. Seu visual exótico combina especialmente bem com ambientes boêmios, tropicais ou de inspiração botânica. Outra vantagem é que ela é uma planta não tóxica para animais, o que a torna segura para quem tem pets em casa.
(Jardineiro/Divulgação)
Nativa de regiões tropicais da América do Sul, como o Brasil, a Maranta charuto reforça o valor das espécies brasileiras no paisagismo contemporâneo. Ao incluí-la em projetos residenciais ou comerciais, além de trazer mais verde e frescor aos espaços, também se promove a biodiversidade local e a valorização da flora nativa. Ao apostar na Maranta charuto, o morador ou designer de interiores leva para dentro de casa uma planta com presença estética marcante, fácil de cuidar e cheia de charme natural.