Descubra plantas que marcaram os jardins brasileiros, resgatando memórias afetivas e dicas para cultivar espécies clássicas em casa
Publicado em 16 de mar. de 2026, 9:00

(Jurassic Plants/Divulgação)
Durante décadas, os jardins das casas brasileiras tiveram espécies praticamente indispensáveis. Quem cresceu em casas com quintal provavelmente se lembra de árvores frutíferas, arbustos floridos e plantas ornamentais que apareciam repetidamente nos bairros, nas casas de avós e até nas calçadas.
Esses jardins tinham uma identidade própria: eram espaços amplos, com sombra, frutas frescas e plantas que acompanhavam a rotina das famílias.
(Nadine Marfurt/Unsplash/Divulgação)
Com o passar do tempo, porém, o cenário urbano mudou bastante. O crescimento das cidades, a diminuição dos terrenos e o aumento da vida em apartamentos transformaram a forma como as pessoas se relacionam com o paisagismo.
Hoje, projetos priorizam jardins pequenos, vasos e espécies de pequeno porte. Nesse processo, algumas plantas que antes eram extremamente comuns acabaram se tornando cada vez mais raras de encontrar.
Bougainvillea / Zanardo Paisagismo - Terraço Hélade. Projeto da CASACOR São Paulo 2022. (Renato Navarro/Divulgação)
Isso não significa que elas desapareceram, mas muitas deixaram de fazer parte do cotidiano dos jardins residenciais. Ainda assim, essas espécies continuam despertando memórias afetivas e representam uma fase importante do paisagismo doméstico brasileiro. A seguir, relembre algumas plantas que dominaram os quintais e jardins de muitas casas pelo país.
(Dmytro Bukhantsov/Unsplash/Divulgação)
A amoreira foi uma das árvores frutíferas mais comuns nos quintais brasileiros durante décadas. De crescimento relativamente rápido e copa generosa, ela era valorizada por oferecer sombra e produzir grande quantidade de frutos durante a temporada.
As amoras, pequenas e de cor roxa intensa, eram colhidas diretamente da árvore e costumavam fazer parte das brincadeiras de infância, mesmo que deixassem as mãos e roupas manchadas.
(Jules A./Unsplash/Divulgação)
Apesar de sua popularidade no passado, a amoreira acabou perdendo espaço nos jardins urbanos por causa do porte da árvore e da queda abundante de frutos, que podem manchar pisos e calçadas. Hoje, ela ainda aparece em áreas rurais ou em terrenos maiores, mas é bem menos comum nas cidades.
(Leandro Ramos/Unsplash/Divulgação)
A jabuticabeira sempre teve um lugar especial nos quintais brasileiros, sendo considerada uma das árvores frutíferas mais simbólicas do país. Seu aspecto curioso, com frutos escuros que crescem diretamente no tronco, chama atenção e transforma a planta em destaque no jardim durante a frutificação.
(PROJETO CAFÉ GATO-MOURISCO/Unsplash/Divulgação)
Além de produzir frutos muito apreciados, a árvore também proporciona sombra e ajuda a compor jardins mais naturais. Com a redução do espaço nas residências urbanas, no entanto, seu cultivo diminuiu, embora versões menores e o plantio em vasos tenham voltado a despertar interesse nos últimos anos.
As azaleias são arbustos que podem atingir de meio metro a mais de dois metros de altura, formando cercas vivas floridas. (Tina Xinia/Unsplash/Divulgação)
Durante muito tempo, a azaleia foi uma presença marcante nos jardins frontais das casas brasileiras. O arbusto era frequentemente utilizado para formar cercas vivas ou canteiros ornamentais, principalmente por causa da floração abundante que ocorre no inverno.
Suas flores, que podem aparecer em tons de rosa, vermelho ou branco, criavam verdadeiros corredores coloridos em ruas residenciais.
Azaleia. (Divulgação/Divulgação)
Além da beleza, a planta também se destacava pela resistência e pela facilidade de adaptação a diferentes regiões do país. Mesmo ainda sendo cultivada atualmente, a azaleia perdeu parte do protagonismo em projetos paisagísticos contemporâneos, que passaram a priorizar espécies tropicais ou composições mais minimalistas.
(Drew Beamer/Unsplash/Divulgação)
A espada-de-são-jorge sempre esteve presente em muitos jardins brasileiros, especialmente próximo às entradas das casas. Suas folhas longas e rígidas formam touceiras verticais que chamam atenção e criam um efeito arquitetônico interessante no paisagismo. Além da estética, a planta carrega um forte simbolismo cultural, sendo tradicionalmente associada à proteção espiritual e ao afastamento de energias negativas.
Espada-de-São-Jorge. (Thiago A./Wikimedia Commons/Divulgação)
Por ser extremamente resistente, ela se adapta bem ao sol ou à meia-sombra e exige poucos cuidados, características que ajudaram a popularizá-la nos jardins domésticos. Hoje, a espécie continua presente em muitos lares, mas aparece com mais frequência em vasos e ambientes internos do que em grandes canteiros externos.
Hibisco (Hibiscus rosa-sinensis). (Freepik/Divulgação)
O hibisco também foi um dos grandes protagonistas dos jardins residenciais brasileiros. Seus arbustos são conhecidos pelas flores grandes e vistosas, que surgem em cores intensas como vermelho, rosa, amarelo e laranja. Por se desenvolver bem em clima tropical e florescer com facilidade quando recebe bastante sol, a planta era frequentemente utilizada para formar cercas vivas ou preencher áreas amplas do jardim com cor.
(InfoEscola/Divulgação)
Além do valor ornamental, algumas variedades de hibisco também são utilizadas para preparar chás e bebidas refrescantes. Com o tempo, porém, a espécie acabou sendo substituída em muitos projetos por plantas consideradas mais modernas ou de manutenção ainda mais simples.
(Trees and Shrubs Online/Divulgação)
A uva-japonesa já foi bastante popular em jardins brasileiros, principalmente por unir características ornamentais e frutíferas. A árvore possui copa ampla, que oferece sombra agradável, e produz pequenos frutos adocicados reunidos em cachos. Embora o nome sugira semelhança com a uva tradicional, o sabor lembra mais o de frutas como a pera, o que torna o consumo curioso e diferente.
(Jardim dos Sonhos/Divulgação)
Durante muito tempo, ela foi plantada em quintais maiores e áreas externas de casas, onde podia se desenvolver livremente. Com o passar dos anos, porém, a espécie se tornou menos comum em ambientes urbanos, principalmente porque exige espaço para crescer adequadamente.
(Teresa Grau Ros/Flickr/Divulgação)
A primavera, também conhecida como bougainvillea, é outra planta que marcou presença em muitas casas brasileiras. Utilizada para cobrir muros, portões e pérgolas, ela se destaca pelas brácteas coloridas que criam verdadeiras cascatas de flores em tons vibrantes, como rosa, roxo, vermelho e laranja. Muito resistente ao sol e à seca, a planta se adaptou perfeitamente ao clima do país, tornando-se uma escolha frequente para jardins de baixa manutenção.
(Ilham Abitama/Unsplash/Divulgação)
Em casas antigas, era comum ver grandes exemplares formando volumes exuberantes na fachada ou no quintal. Atualmente, embora continue presente em projetos paisagísticos, a primavera aparece com menos frequência em residências menores, onde seu crescimento vigoroso pode exigir podas constantes.
Dama-da-noite. (Asit K. Ghosh/Wikimedia Commons/Divulgação)
A dama-da-noite foi uma das plantas mais marcantes dos jardins tradicionais, principalmente por causa do perfume intenso que libera ao anoitecer. Suas flores pequenas e discretas passam quase despercebidas durante o dia, mas à noite liberam uma fragrância doce e forte que se espalha facilmente pelo ambiente.
(Chrys Hadrian/Divulgação)
Em muitos bairros, bastava uma única planta para perfumar toda a área ao redor. Por isso, ela costumava ser plantada perto de janelas ou varandas, permitindo que o aroma entrasse na casa durante as noites mais quentes. Atualmente, a dama-da-noite aparece com menos frequência em jardins urbanos, já que seu perfume pode ser considerado intenso demais para espaços pequenos ou ambientes muito próximos.
(Freepik/Divulgação)
A comigo-ninguém-pode foi outra planta extremamente comum nos jardins das casas brasileiras. Suas folhas grandes e ornamentais, marcadas por manchas claras, criam um visual tropical que chama atenção em qualquer canteiro. Além da estética, a planta também carrega forte simbolismo cultural, sendo associada à proteção espiritual e ao afastamento de energias negativas.
(Ankur Madan/Unsplash/Divulgação)
Por muitos anos, era comum vê-la próxima às entradas das casas ou em áreas de destaque no jardim. Embora continue bastante conhecida, seu uso diminuiu em alguns projetos paisagísticos atuais, principalmente por causa de sua toxicidade para crianças e animais de estimação, o que exige mais cuidado no cultivo.
Romãzeira. (Unplash/Divulgação)
A romãzeira também foi muito comum nos jardins das casas brasileiras, especialmente em quintais de famílias que mantinham tradições culturais ligadas à planta. De porte médio e fácil adaptação ao clima quente, ela produzia frutos de casca avermelhada e interior cheio de sementes suculentas, bastante utilizados tanto na culinária quanto em práticas simbólicas e religiosas. Em muitas casas, a romã era associada à prosperidade e à sorte, sendo comum consumir as sementes em datas especiais ou manter a árvore no quintal como um símbolo de abundância.
(Tal Surasky/Unsplash/Divulgação)
Além do valor cultural, a planta também tem flores ornamentais de tom alaranjado-avermelhado que chamam atenção no jardim. Apesar de ainda ser cultivada em algumas regiões, a romãzeira se tornou menos frequente nos jardins urbanos atuais, principalmente porque muitas casas já não contam com espaço suficiente para árvores frutíferas.
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.