A
CASACOR São Paulo 2025 convida os visitantes a uma imersão sensorial pelo
paisagismo contemporâneo. Entre os edifícios históricos do Parque da Água Branca, 13 jardins propõem
novos olhares sobre a cidade, o tempo e o convívio com a natureza — em escalas que variam do íntimo ao monumental.
Roberto Riscala - Natureza Imaginária. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Bia Nauiack/CASACOR)
Mais do que beleza, cada projeto apresenta
reflexões sobre
sustentabilidade, ancestralidade e bem-estar. Confira a seguir como os profissionais traduziram essas ideias em formas, espécies e experiências únicas nos jardins da CASACOR SP 2025.
1. Semeando o Futuro – Simone Campos Paisagismo
Na entrada da mostra, dois jardins com 165 m² materializam uma São Paulo mais inclusiva e segura. Criado por uma paisagista nascida no entorno do
Parque da Água Branca, o projeto combina praças de descanso com mobiliário ergonômico, árvores frutíferas e pisos drenantes, além de iluminação em LED e bebedouros para pessoas e pets.
Simone Campos Paisagismo. Semeando o Futuro, 2050. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Carolina Mossin/CASACOR)
2. Soul Garden – Helena Elias
Nos 154 m² do Soul Garden, contrastes criam equilíbrio: sauna e banho gelado, madeira e ferro, trabalho e descanso. O deque conduz a um
bar intimista, enquanto espécies nativas ajudam a formar microclimas que reforçam o conforto térmico. A proposta sugere convivência simbiótica entre natureza e cidade.
Helena Elias - Soul Garden. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Israel Gollino/CASACOR)
3. Bosque do Silêncio – Mauro Contesini
Inspirado nos sons dos pinheiros e no silêncio de um
bosque japonês, o jardim de 302 m² preserva a atmosfera serena do lugar. Madeira carbonizada,
obras de arte e uma escadaria escultórica em mármore e quartzito guiam o visitante por uma
experiência contemplativa e sensorial.
Mauro Contesini - Bosque do Silêncio. A quietude associada aos pinheiros tem origem curiosa: um componente natural das árvores possui propriedades herbicidas, o que inibe o crescimento de outras plantas ao redor e, consequentemente, afasta a fauna. Nesse cenário tranquilo, o vento e seu assobio se tornam uma grande presença. O engenheiro agrônomo e paisagista aproveitou essa qualidade sonora já presente no lugar para complementar o bosque existente com referências essencialmente japonesas. A escultura de Bia Doria e os painéis montados com tecidos sobressaem nos 302 m². (Roberta Gewehr/CASACOR)
4. Jardim Tropical – Elkis+ Paisagismo
O
percurso orgânico entre espécies como alpínia, asplênio, pleomele e ravenala transforma os 500 m² em uma
trilha sensorial. Com texturas e aromas tropicais, o jardim propõe uma
pausa fluida e intuitiva, respeitando o ambiente pré-existente e convidando à observação da natureza.
Elkis+ Paisagismo - Jardim Tropical. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Carolina Mossin/CASACOR)
5. Lounge Água Branca – Mônica Costa Paisagismo
A sombra da sibipiruna abriga um lounge de 71 m² que une memória e sustentabilidade. Espécies tropicais, madeira certificada e mobiliário de
Jader Almeida compõem um
espaço acolhedor diante da fachada tombada, onde design e paisagem se conectam com leveza.
Mônica Costa Paisagismo - Lounge Água Branca. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
6. Pátio Paulistano – Pedro Rabelais Paisagismo
Neste jardim de 34 m², o paisagismo
preenche os vazios entre a arquitetura e o natural. Vegetação tropical cresce livremente sobre vigas metálicas ocultas pelo verde.
Sobre o deque, destaca-se a escultura de Ana Holck. Pedro Rabelais Paisagismo - Pátio Paulistano. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
7. Jardim Espelho dos Sonhos – Paula Varga
Móveis de madeira maciça, vitrais de demolição e
ladrilhos retrô traduzem o
olhar afetivo da paisagista para os 46 m² do jardim. Os ninhos cerâmicos e a sombra do pau-brasil revelam a fusão entre memória, flora e estética artesanal.
Paula Varga - Jardim Espelho dos Sonhos. Uma visita de reconhecimento ao Parque da Água Branca despertou na paisagista o ímpeto de enobrecer a porção que lhe coube. À sombra do pau-brasil, antigo habitante do jardim de 46 m², ela dispôs móveis esculpidos em madeira maciça (proveniente de árvores caídas e resgatada de forma legal), uma fonte de granito apicoado e ninhos de cerâmica da artista Patricia Degan, que reiteram a simbiose entre a arquitetura e a fauna local. Reserve tempo para admirar os reflexos nos vitrais de demolição espelhados, importantes para a identidade do projeto. (Bia Nauiack/CASACOR)
8. Jardim das Descobertas – Estúdio Musgo
Espelhos, fogueira, fonte e uma banheira de pedra-sabão marcam o jardim de 148 m² como
espaço de introspecção. Com espécies nativas e elementos simbólicos, o projeto promove o contato sensível com o tempo, a natureza e o autoconhecimento.
Estúdio Musgo - Jardim das Descobertas. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Carolina Mossin/CASACOR)
9. Jardim Simbiose – Kawai Paisagismo
Neste jardim de 161 m², o verde se impõe com
vitalidade. Esculturas da série Agglomerations, da artista curitibana Bruna Mayer, caminhos de madeira e volumes tropicais criam um espaço em que o natural e o construído coexistem. A ideia parte do desejo por cidades que respirem como florestas, tendo as plantas como protagonistas.
Kawai Paisagismo - Jardim Simbiose. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Camila Santos/CASACOR)
10. Natureza Imaginária – Roberto Riscala
Vasos esculturais sugerem
skylines verdes no jardim de 127 m². A escadaria interditada se transforma em
percurso sensível que une arte e vegetação. Riscala propõe um futuro onde progresso e plantio caminham juntos, com obras de Bia Dória e telas vibrantes
de Gogó e Pimpa Alcântara.
Roberto Riscala - Natureza Imaginária. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Bia Nauiack/CASACOR)
11. Jardim da Alameda – Catê Poli e João Jadão
Localizado entre os dois prédios principais da mostra, o jardim de 160 m² é uma
praça de respiro. Folhagens tropicais, árvores como jabuticabeiras e
iluminação especial ao entardecer criam um ambiente acolhedor, reforçado por mobiliário orgânico e jardineiras reaproveitadas.
Catê Poli e João Jadão - Jardim da Alameda. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Roberta Gewehr/CASACOR)
12. Casa das Águas – Tetriz Arquitetura
O jardim de 41 m² funciona como
extensão do banheiro-conceito criado pelo escritório. O paisagismo lateral traz frescor ao espaço inspirado no fluxo da água. Materiais naturais e texturas táteis evocam
sensações de abrigo e calma em meio à mostra.
Tetriz Arquitetura - Casa das Águas. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Camila Santos/CASACOR)
13. Jardim do Círculo de Pedras – Zanardo Paisagismo
Com 373 m², este é um jardim que reverencia a
espiritualidade por meio da natureza. O círculo de pedras com rochas nordestinas e os dois livings ajardinados criam uma
narrativa de pertencimento, conectando o sagrado e o contemporâneo com mobiliário de design nacional.
Zanardo Paisagismo - Jardim do Círculo de Pedras. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Bia Nauiack/CASACOR)
Serviço CASACOR SP 2025
- Quando: de 27 de maio a 03 de agosto de 2025
- Onde: Parque da Água Branca, Rua Dona Ana Pimentel, 37 - São Paulo/SP
- Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 11h às 21h (fechamento da bilheteria física 15 minutos após o último horário. A visita poderá acontecer até às 21h)
- Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/sao-paulo-2025
- Valores ingressos: Inteira - R$121 / Meia- R$ 60,50