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Grama ou forração: qual a melhor opção para cada jardim?

Clima, tipo de solo, manutenção e uso do espaço devem ser levados em consideração para escolher entre grama e forração

Por Redação

Publicado em 8 de ago. de 2025, 5:42

08 min de leitura
Zanardo Paisagismo - Jardim do Círculo de Pedras. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Zanardo Paisagismo - Jardim do Círculo de Pedras. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Bia Nauiack)

Muito mais do que um detalhe estético, a cobertura do solo é determinante para a beleza e o funcionamento de um jardim. Mas, na hora de renovar áreas externas, uma dúvida costuma aparecer: afinal, qual a diferença entre grama e forração — e como escolher a mais adequada para cada espaço?
Composições que mesclam gramados e forrações trazem texturas e formas diversas e contribuem para o efeito estético dos jardins

(JP Images/Divulgação)

De acordo com o paisagista Luciano Zanardo, do elenco da CASACOR São Paulo, a principal distinção está na função e nas características de cada tipo de planta. “A grama forma um tapete verde uniforme e é indicada para áreas de lazer e circulação, pois resiste ao pisoteio. Já a forração tem função mais estética, sendo ideal para preencher canteiros, vasos ou áreas onde não há tráfego de pessoas”, explica.

Quando escolher a grama


A grama é versátil e bastante utilizada em jardins residenciais e corporativos, principalmente por criar um visual homogêneo e agradável. Entre as espécies mais resistentes para gramados estão a Bermuda Celebration e a Bermuda Tifway 419, além das populares Esmeralda e São Carlos.
Grama bermudas

(Pixabay/Divulgação)

Para manter a saúde e a beleza do gramado, Zanardo recomenda atenção à rega, cortes periódicos, adubação, controle de ervas daninhas e, em alguns casos, aeração do solo. Esses cuidados garantem que a grama permaneça verde e densa, mesmo em áreas de uso frequente.

6 tipos de grama e suas principais características

Na hora de escolher a grama para o seu jardim, é importante considerar fatores como clima, uso do espaço, manutenção e estética. Confira os principais tipos e descubra qual se adapta melhor ao seu projeto.

  1. Grama Esmeralda

    • Vantagens: alta resistência ao pisoteio, cor verde vibrante o ano todo, boa adaptação a diferentes solos e climas.

    • Cuidados: precisa de regas regulares, principalmente em períodos de calor intenso.

  2. Grama São Carlos

    • Vantagens: baixa manutenção, resiste bem ao sol e à sombra, requer menos irrigação que outras espécies.

    • Cuidados: necessita de corte periódico para manter o visual.

  3. Grama Bermuda

  • Vantagens: muito resistente, ideal para campos esportivos, crescimento rápido, ótima para regiões quentes.

  • Cuidados: regas frequentes no verão para manter a saúde e a cor.

  • Grama Preta

    • Vantagens: tolera terrenos secos e menos férteis, possui cor mais escura e diferenciada, baixa necessidade de irrigação.

    • Cuidados: crescimento lento, exigindo atenção extra na fase de instalação.

  • Grama Tapete

    • Vantagens: aparência uniforme e luxuosa, crescimento denso e rasteiro, resistente à seca.

    • Cuidados: precisa de podas regulares para evitar que avance sobre outras áreas.

  • Grama Amendoim

    • Vantagens: baixo custo, fácil manutenção, cobertura densa que ajuda a controlar ervas daninhas, resistente à seca.

    • Cuidados: requer regas constantes e manutenção frequente.

  • Quando optar pela forração


    Já quem busca um jardim com menos manutenção pode encontrar na forração uma grande aliada. Espécies como grama-amendoim, hera, lambari-roxo, singônio, tapete inglês, grama-preta e brilhantina são duráveis e bastante presentes em projetos paisagísticos.
    A grama-amendoim é uma das espécies indicadas pelo paisagista para a forração de vasos e canteiros

    (JP Images/Divulgação)

    Segundo Zanardo, essas plantas oferecem diversidade de cores, texturas e formatos, criando composições elegantes e personalizadas. Além disso, muitas delas ajudam a cobrir o solo de forma eficiente, minimizando a necessidade de cuidados constantes.

    Combinar é possível


    Quem gosta de variedade não precisa se limitar a apenas uma espécie. “É possível — e até recomendável — combinar diferentes tipos de forração no mesmo jardim, mas sempre observando as necessidades de luz, água e solo para garantir harmonia visual e bom desenvolvimento das plantas”, orienta Zanardo.

    O que considerar antes da escolha


    Mais do que preferências estéticas, fatores como tipo de solo, drenagem e clima devem guiar a decisão entre grama ou forração. Em regiões de clima tropical ou subtropical, com temperaturas amenas e boa umidade, a maioria das espécies mais comuns se desenvolve bem. Ainda assim, é fundamental conhecer as necessidades específicas de cada planta.
    Mesclar espécies de forração é uma alternativa para criar diferentes volumes e reforçar o apelo visual dos jardins

    (JP Images/Divulgação)

    Ao analisar todos esses aspectos, o resultado será um jardim mais bonito, funcional e de fácil manutenção. Seja para criar um espaço de lazer ou um cenário decorativo, tanto a grama quanto a forração têm potencial para transformar a paisagem — desde que escolhidas e cuidadas de forma consciente!