Muito mais do que um detalhe estético, a cobertura do solo é determinante para a beleza e o funcionamento de um
jardim. Mas, na hora de renovar áreas externas, uma dúvida costuma aparecer: afinal, qual a
diferença entre grama e forração — e como escolher a mais adequada para cada espaço?
De acordo com o paisagista
Luciano Zanardo, do elenco da
CASACOR São Paulo, a principal distinção está na função e nas características de cada tipo de planta. “A grama forma um tapete verde uniforme e é indicada para áreas de lazer e circulação, pois resiste ao pisoteio. Já a
forração tem função mais estética, sendo ideal para preencher canteiros, vasos ou áreas onde não há tráfego de pessoas”, explica.
Quando escolher a grama
A grama é versátil e bastante utilizada em jardins residenciais e corporativos, principalmente por criar um
visual homogêneo e agradável. Entre as
espécies mais resistentes para gramados estão a
Bermuda Celebration e a
Bermuda Tifway 419, além das populares
Esmeralda e
São Carlos.
Para manter a saúde e a beleza do gramado, Zanardo recomenda
atenção à rega, cortes periódicos, adubação, controle de ervas daninhas e, em alguns casos, aeração do solo. Esses cuidados garantem que a grama permaneça verde e densa, mesmo em áreas de uso frequente.
6 tipos de grama e suas principais características
Na hora de escolher a grama para o seu jardim, é importante considerar fatores como clima, uso do espaço, manutenção e estética. Confira os principais tipos e descubra qual se adapta melhor ao seu projeto.
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Grama Esmeralda
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Vantagens: alta resistência ao pisoteio, cor verde vibrante o ano todo, boa adaptação a diferentes solos e climas.
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Cuidados: precisa de regas regulares, principalmente em períodos de calor intenso.
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Grama São Carlos
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Vantagens: baixa manutenção, resiste bem ao sol e à sombra, requer menos irrigação que outras espécies.
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Cuidados: necessita de corte periódico para manter o visual.
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Grama Bermuda
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Vantagens: muito resistente, ideal para campos esportivos, crescimento rápido, ótima para regiões quentes.
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Cuidados: regas frequentes no verão para manter a saúde e a cor.
Grama Preta
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Vantagens: tolera terrenos secos e menos férteis, possui cor mais escura e diferenciada, baixa necessidade de irrigação.
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Cuidados: crescimento lento, exigindo atenção extra na fase de instalação.
Grama Tapete
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Vantagens: aparência uniforme e luxuosa, crescimento denso e rasteiro, resistente à seca.
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Cuidados: precisa de podas regulares para evitar que avance sobre outras áreas.
Grama Amendoim
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Vantagens: baixo custo, fácil manutenção, cobertura densa que ajuda a controlar ervas daninhas, resistente à seca.
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Cuidados: requer regas constantes e manutenção frequente.
Quando optar pela forração
Já quem busca um jardim com menos manutenção pode encontrar na forração uma grande aliada. Espécies como
grama-amendoim,
hera,
lambari-roxo,
singônio,
tapete inglês,
grama-preta e
brilhantina são duráveis e bastante presentes em projetos paisagísticos.
Segundo Zanardo, essas plantas oferecem
diversidade de cores, texturas e formatos, criando composições elegantes e personalizadas. Além disso, muitas delas ajudam a cobrir o solo de forma eficiente, minimizando a necessidade de cuidados constantes.
Combinar é possível
Quem gosta de variedade não precisa se limitar a apenas uma espécie. “É possível — e até recomendável — combinar diferentes tipos de forração no mesmo jardim, mas sempre observando as necessidades de luz, água e solo para garantir
harmonia visual e bom desenvolvimento das plantas”, orienta Zanardo.
O que considerar antes da escolha
Mais do que preferências estéticas, fatores como
tipo de solo, drenagem e clima devem guiar a decisão entre grama ou forração. Em regiões de clima tropical ou subtropical, com temperaturas amenas e boa umidade, a maioria das espécies mais comuns se desenvolve bem. Ainda assim, é fundamental conhecer as
necessidades específicas de cada planta.
Ao analisar todos esses aspectos, o resultado será um
jardim mais bonito, funcional e de fácil manutenção. Seja para criar um espaço de lazer ou um cenário decorativo, tanto a grama quanto a forração têm potencial para transformar a paisagem — desde que escolhidas e cuidadas de forma consciente!