O projeto de Flávia D'Urso - do elenco CASACOR Minas Gerais – utiliza mais de 20 espécies de plantas em um terreno de mais de 800 m²
Publicado em 4 de jan. de 2026, 10:00

formas-organicas-paisagismo-suaviza-geometria-casa-mineira-flavia-durso (12) (Favaro Jr e Raphael Briest/CASACOR)
A Casa Tamareira, localizada no Sul de Minas Gerais, nasceu do zero: cada traço foi pensado para abrigar a nova residência de um casal de empreendedores e suas três filhas. O projeto arquitetônico, assinado por Priscila Costa, da Edifique Arquitetura, apresenta linhas firmes, imponentes e geométricas, que ganharam contraponto no paisagismo desenvolvido pela arquiteta paisagista Flávia D’Urso – do elenco CASACOR Minas Gerais.
(CASACOR)
Desde o início, arquitetura e paisagem caminharam juntas, em um diálogo entre rigor e fluidez, criando um equilíbrio entre a força da construção e a leveza da natureza. Mais do que estética, a proposta foi aproximar a família do verde no cotidiano. “Eles buscavam transformar a residência em um refúgio onde a rotina familiar pudesse ser mais leve, permeada pelo contato diário com a natureza. Queriam que suas filhas vivessem cercadas por esse ambiente vivo, onde o jardim não fosse apenas cenário, mas parte das experiências cotidianas da família”, explica Flávia.
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Assim, o paisagismo não se restringe a pontos isolados: ele envolve praticamente todo o perímetro da casa, presente em vasos, canteiros e fachadas. Desde o início, os moradores expressaram o desejo por um jardim imponente e acolhedor, que acompanhasse a sofisticação da arquitetura sem perder organicidade. Queriam um resultado moderno, inusitado e tropical, capaz de manter beleza durante todo o ano e, ao mesmo tempo, integrar ambientes internos e externos.
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“A tamareira também foi um pedido especial dos clientes para simbolizar suas filhas e dar identidade à casa, e a jabuticabeira, carregada de memória afetiva: a esposa guardava lembranças de infância colhendo jabuticabas no quintal da avó. Trazer essa árvore para o projeto foi também trazer parte da história dela para o presente, ressignificando a experiência do jardim”, conta a paisagista.
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A residência, com 735,29 m² de área construída em um terreno de 826,67 m², recebeu um paisagismo composto por cerca de 20 espécies. Na fachada principal, tamareiras, yuccas e fórmios criam imponência e ritmo, enquanto na varanda do segundo pavimento uma jardineira de aspargos rabo de raposa estabelece equilíbrio visual.
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A circulação lateral é suavizada por canteiros orgânicos de marantas e xanadus, e o deck da piscina abriga camadas de marantas charuto, palmeiras solitárias e jabuticabeiras em vasos vietnamitas, que trazem sombra, textura e uma transição suave para a área molhada. Do interior da casa, amplas aberturas revelam o jardim, como na sala de estar, onde um trio de vasos com fícus elástica rubra emoldura a visão para o exterior.
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Batizada de “Casa Tamareira”, a residência presta homenagem às três filhas da família, representadas simbolicamente pelas palmeiras que marcam a entrada. De troncos texturizados e copas volumosas, elas recebem quem chega com presença, força e elegância. Para Flávia D’Urso, o conceito que guiou o trabalho foi equilibrar as linhas retas da arquitetura com a fluidez do paisagismo. As espécies foram escolhidas para criar contrastes sutis de verdes, explorar texturas variadas e incluir elementos esculturais que dialogassem tanto com a imponência arquitetônica quanto com a delicadeza da vida cotidiana.

















