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Paisagismo

Espécies nativas: 10 plantas que configuram a identidade brasileira

As espécies nativas traduzem clima, cultura e biodiversidade – fortalecendo a identidade do paisagismo brasileiro

Por Milena Garcia

Publicado em 27 de fev. de 2026, 8:00

08 min de leitura
Ariel Teixeira Arquitetura - Jardim Elo.  Projeto da CASACOR Minas Gerais 2025.

Ariel Teixeira Arquitetura - Jardim Elo. Projeto da CASACOR Minas Gerais 2025. (Henrique Queiroga/Divulgação)

Valorizar espécies nativas no paisagismo é reconhecer a riqueza botânica do Brasil e incorporá-la de forma estratégica aos projetos. Em um país com dimensões continentais e biomas diversos, optar por plantas originárias significa trabalhar com exemplares adaptados ao clima, ao solo e às dinâmicas ambientais locais.

Edgard Miguel - Abraço Infinito. Projeto da CASACOR Brasília 2025.

Edgard Miguel - Abraço Infinito. Projeto da CASACOR Brasília 2025. (Edgard Cesar/Divulgação)

Além da resistência natural, as espécies nativas contribuem para a preservação da fauna, atraindo polinizadores e fortalecendo ecossistemas urbanos. Ao integrar árvores, arbustos e forrações brasileiras nos jardins, o paisagismo ganha identidade própria — menos dependente de referências estrangeiras e mais conectado à nossa paisagem! A seguir, selecionamos dez espécies que configuram essa identidade. Confira!

1. Ipê-amarelo

ipê amarelo

(Freepik/Divulgação)

Símbolo das cidades brasileiras durante o inverno, o ipê-amarelo é uma das árvores mais emblemáticas do país. Sua floração intensa, que colore ruas e parques, cria impacto visual marcante mesmo em projetos de grande escala. No paisagismo, funciona como elemento estruturante, ideal para áreas amplas, praças e jardins extensos. Além da beleza, é resistente e adapta-se a diferentes regiões do Brasil.

2. Manacá-da-serra

Manacá-da-serra

Manacá-da-serra. (Nina Edelweiss/flickr/Divulgação)

O manacá-da-serra é conhecido pela floração que apresenta diferentes tonalidades na mesma árvore — do branco ao lilás e ao roxo. Esse efeito confere dinamismo ao jardim. Pode ser utilizado tanto em porte arbóreo quanto em versões menores, como o manacá-anão, indicado para jardins compactos e até vasos de grande porte.

3. Jabuticabeira

jabuticabeira árvore

Jabuticabeira. (Freepik/Divulgação)

A jabuticabeira une valor ornamental e afetivo. Seu tronco liso e a frutificação que brota diretamente na casca criam efeito visual singular. Em projetos residenciais, é uma escolha frequente para quintais e áreas de convivência, aproximando o paisagismo da memória afetiva e da produção de alimentos.

4. Begônia maculata

Begônia maculata

Begônia. (Divulgação/Divulgação)

Com folhas verdes marcadas por pintas brancas e verso avermelhado, a begônia maculata ganhou destaque em interiores. Amplamente cultivada em todo o país, é originária da Mata Atlântica. Funciona bem em ambientes internos com boa luminosidade indireta, compondo jardins de inverno e varandas protegidas.

5. Vitória-régia

vitória-régia

Vitória-régia. (Nikita Karpov/Unsplash/Divulgação)

Ícone da Amazônia, a vitória-régia impressiona pelas folhas circulares que flutuam na superfície da água. É indicada para lagos ornamentais e espelhos d’água. Além do apelo estético, reforça a valorização das espécies nativas aquáticas em projetos que buscam conexão com biomas brasileiros.

6. Pau-Brasil

Pau-Brasil

Pau-Brasil (Freepik/Divulgação)

Árvore histórica e símbolo nacional, o pau-brasil também possui valor ornamental, com flores amarelas delicadas e copa elegante. Em projetos contemporâneos, pode ser incorporada como árvore de destaque, contribuindo para a preservação e difusão de uma espécie nativa de relevância histórica.

7. Maranta

maranta charuto (Calathea lutea)

(lobster20/depositphotos/Divulgação)

A maranta é uma herbácea de sombra com folhas desenhadas e movimento curioso: elas se fecham levemente à noite, fenômeno conhecido como nictinastia. Muito utilizada em interiores e áreas sombreadas, agrega textura e contraste a composições tropicais.

8. Pacová

Pacová

Pacová (Freepik/Divulgação)

De folhas largas e brilhantes, o pacová é ideal para criar maciços verdes em áreas de meia-sombra. Sua presença confere aspecto tropical imediato ao espaço. É uma escolha recorrente em projetos que buscam volumetria e impacto visual sem necessidade de florescimento exuberante.

9. Peperômia Melancia

Peperômia melancia

(Divulgação/Divulgação)

Compacta e decorativa, a peperômia melancia recebe esse nome pelas folhas arredondadas com listras que lembram a fruta. Indicada para interiores e pequenos jardins, é uma das espécies nativas que se adaptam bem a vasos e composições delicadas.

10. Quaresmeira

Quaresmeira

(Garopaba/Divulgação)

A quaresmeira marca presença com flores roxas vibrantes, geralmente no período da Quaresma, de onde vem seu nome popular. Muito utilizada na arborização urbana, também pode compor jardins residenciais, trazendo cor intensa e reforçando a identidade do paisagismo brasileiro.