comScore
CASACOR
Paisagismo

Como cultivar margaridas? Conheça diferentes tipos e características

Como cultivar margaridas de forma simples e eficiente, conheça variedades, usos medicinais e curiosidades desta flor encantadora

Por CASACOR Publisher

Publicado em 13 de set. de 2025, 16:00

10 min de leitura
Margarida.

Margarida. (Nature Uninterrupted/Unsplash)

As margaridas são flores encantadoras, conhecidas por seu visual delicado, pétalas brancas e centro amarelo, que transmitem leveza e alegria. Elas são muito apreciadas no paisagismo, pois além de serem resistentes, trazem um ar campestre para canteiros, vasos e arranjos florais. Por sua rusticidade e baixa manutenção, são ideais para quem está começando a cuidar de um jardim.

margaridas

(Getty Image/CASACOR)

A seguir, conheça a origem e as características da margarida, suas principais variedades — incluindo outras flores da mesma família —, aprender como cultivá-las corretamente e os usos medicinais, gastronômicos e simbólicos dessa planta tão especial.

Origem e características


A margarida pertence ao gênero Leucanthemum e à família Asteraceae, a mesma dos girassóis, gérberas e calêndulas. É originária da Europa e da Ásia, mas se espalhou pelo mundo graças à sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes climas.

Margaridão ou Girassol-mexicano (Tithonia diversifolia).

Margaridão ou Girassol-mexicano. (MasterLucyah/Flickr/Divulgação)

A planta pode atingir de 30 cm a 1 metro de altura, dependendo da variedade, e apresenta folhas verdes alongadas. Sua floração acontece principalmente na primavera e no verão, e suas inflorescências são compostas — o que significa que cada “flor” é, na verdade, um conjunto de pequenas flores formando o miolo e as pétalas.

Tipos e variedades


No Brasil, além da margarida-comum, outras espécies da família Asteraceae são bastante cultivadas e lembram o visual das margaridas. Conheça as principais:
  • Margarida-comum – Clássica, de pétalas brancas e miolo amarelo, é a mais popular em jardins e praças.

  • Margarida-shasta – Híbrida, com flores grandes e resistentes, perfeita para bordaduras e maciços de cor.

  • Margarida-amarela – Muito usada em paisagismo urbano, com flores amarelas vibrantes e longa duração.

  • Margarida-azul – Exótica e ornamental, tem pétalas azul-celeste e centro amarelo, ótima para canteiros e vasos.

margarida de gerbera

Gérbera. (Divulgação/CASACOR)

  • Gérbera – De grande valor ornamental, é cultivada em diversas cores e usada em arranjos e buquês.

  • Camomila – Lembra uma margarida em miniatura e é famosa por suas propriedades calmantes.

  • Calêndula – Conhecida como “margarida-do-sol”, tem pétalas amarelas ou alaranjadas e é amplamente utilizada na fitoterapia.

  • Girassol – Apesar de seu tamanho imponente, pertence à mesma família e compartilha a estrutura floral em “capítulo”.

Essas variedades são facilmente encontradas em viveiros brasileiros e se adaptam bem ao clima do país, tornando o cultivo acessível até para jardineiros iniciantes.

Como cultivar


Gerbera

Gérbera. (Shutterstock/Divulgação)

Para que suas margaridas cresçam saudáveis e floresçam em abundância, siga estas dicas:

Solo

Utilize substrato fértil, bem drenado e rico em matéria orgânica. Uma mistura de terra vegetal, composto orgânico e areia é ideal.

Luz

Escolha um local com bastante sol — pelo menos 4 a 6 horas de luz direta por dia.

Rega

Mantenha o solo levemente úmido, regando de 2 a 3 vezes por semana, sem encharcar.

Adubação

Aplique adubo rico em fósforo e potássio a cada 45 dias para estimular a floração.

Propagação

Faça por sementes no início da primavera ou por divisão de touceiras no fim do inverno, replantando em solo fértil.

Poda

Retire flores murchas e folhas secas para incentivar novas brotações e prolongar a floração.

Ambientes externos ou internos?


As margaridas são naturalmente adaptadas para ambientes externos, pois precisam de sol direto para florescer bem. São perfeitas para canteiros, bordaduras, jardineiras e vasos em varandas ou sacadas bem iluminadas.

Camomila (Matricaria chamomilla).

Camomila. (Natalia Slastnikova/Unsplash/Divulgação)

No entanto, é possível cultivá-las em ambientes internos desde que haja boa luminosidade — o ideal é deixá-las próximas a janelas voltadas para o norte ou leste, onde recebam luz solar pelo menos algumas horas por dia. Em locais com pouca luz, o crescimento pode ser prejudicado e a floração reduzida.

Usos medicinais e gastronômicos


As margaridas e algumas de suas “parentes” são utilizadas há séculos na medicina natural. A camomila, por exemplo, é conhecida por suas propriedades calmantes e digestivas, sendo usada na forma de chá. A calêndula é cicatrizante e anti-inflamatória, indicada para tratar irritações de pele.

Chás

(Divulgação/Divulgação)

Na gastronomia, pétalas de algumas variedades podem ser consumidas — frescas, em saladas e sobremesas, ou cristalizadas para decoração. É fundamental, no entanto, usar flores livres de agrotóxicos para evitar riscos à saúde.

Simbolismos e curiosidades


As margaridas representam pureza, inocência e novos começos. Por isso, são comuns em buquês de casamento e arranjos para celebrações de nascimento. Na Idade Média, acreditava-se que protegiam contra o mal e traziam boa sorte.

Calêndula.

Calêndula. (Dean Lewis Bsr/Unsplash/Divulgação)

O popular jogo “bem-me-quer, mal-me-quer” nasceu da tradição de arrancar pétalas da margarida para adivinhar sentimentos amorosos. Além disso, essas flores são excelentes atrativos para polinizadores como abelhas e borboletas, ajudando a manter o equilíbrio ecológico do jardim.

CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.