Incluir árvores no
projeto de paisagismo é uma forma de valorizar o jardim com sombra, cor, perfume e movimento. Além de sua função estética, essas espécies ajudam a
melhorar o microclima,
aumentar a biodiversidade e
promover bem-estar. A escolha das
árvores para o jardim deve considerar fatores como porte, velocidade de crescimento, raízes e adaptação ao clima local. Seja para um quintal amplo ou um pequeno canteiro, existem espécies ideais para cada espaço e estilo de decoração.
Helena Elias - Soul Garden. Buscar a harmonia entre opostos. Vem daí o partido deste projeto, e é possível comprová-lo em dose dupla no deque: suas duas cores delineiam o símbolo yin-yang, enquanto a madeira contrasta com o pergolado de ferro. A tensão avança para o calor da sauna e do fogo de chão diante da banheira de gelo. Junto com a equipe, os sócios Helena Elias e Elias Julião de Freitas quiseram estabelecer uma relação simbiótica entre o urbano e o natural. Nos 154 m² de jardim, há ainda um bar. Espécies nativas barram a radiação solar, originando microclimas agradáveis e contribuindo para o conforto térmico passivo, além de reduzirem a demanda hídrica e garantirem resiliência ecológica. (Israel Gollino/CASACOR)
Espécies de árvores para o jardim
Selecionamos espécies ideais para quem deseja trazer vida, sombra e beleza ao jardim com
árvores ornamentais e funcionais.
1. Ipê
Clássico da flora brasileira, o ipê pode ser encontrado em
diferentes cores: amarelo, branco, rosa e roxo. Além de sua floração exuberante, é uma árvore de crescimento médio, que se adapta bem a jardins residenciais com espaço.
2. Jabuticabeira
Com porte médio e frutos deliciosos, a
jabuticabeira é ideal para quem deseja unir beleza e
produção de alimentos. Sua copa densa oferece sombra e o visual da frutificação é encantador. Prefere solos úmidos e boa incidência de sol.
3. Resedá
Com flores delicadas em tons de branco, rosa e lilás, o resedá é uma excelente árvore ornamental para
pequenos jardins. Atinge de 3 a 6 metros, tem raízes não agressivas e é bastante resistente ao clima tropical.
4. Oiti
Muito utilizada em
projetos urbanos, o oiti tem crescimento lento, copa arredondada e folhas brilhantes. Adaptável ao calor e à seca, essa árvore garante sombra sem comprometer a estrutura do solo com suas raízes.
5. Acer japonês (ou Bordo japonês)
Com
folhas que mudam de cor no outono, o bordo japonês traz um
toque oriental ao jardim. Prefere climas amenos, solos férteis e bem drenados. Seu porte reduzido permite o cultivo em canteiros ou vasos grandes.
bordo japonês árvore (Freepik/Divulgação)
6. Pata-de-vaca
Nome curioso para uma árvore de
folhas em forma de coração. A pata-de-vaca se destaca pela beleza das flores brancas ou rosadas, que lembram
orquídeas. Atinge até 6 metros e se adapta bem a regiões urbanas.
(Alejandro Bayer Tamayo/Wikimedia Commons/Divulgação)
7. Manacá-da-serra
Originário da Mata Atlântica, o manacá-da-serra floresce em
degradê (branco, lilás e roxo) e chama atenção mesmo em jardins pequenos. Seu porte é médio, com raízes pouco agressivas e tronco elegante.
Manacá-da-serra. (Nina Edelweiss/flickr/Divulgação)
8. Palmeira Ráfis
Para quem busca elegância e verticalidade, a
ráfis é uma
palmeira ornamental de crescimento lento, ideal para áreas externas cobertas ou jardins com sombra parcial.
Palmeira-ráfis (Rhapis excelsa) (Emod/Unsplash/Divulgação)
9. Flamboyant-mirim
Versão compacta do flamboyant tradicional, o flamboyant-mirim floresce em tons vibrantes de vermelho e laranja. Excelente para
destacar pontos específicos do jardim, essa árvore exige espaço e
sol pleno.
10. Quaresmeira
Típica da floração no início do ano, a quaresmeira tem flores roxas intensas que duram semanas. Cresce entre 6 e 12 metros, com raízes pouco invasivas, sendo ideal para
calçadas largas e jardins frontais.
(Reprodução/Plantei/CASACOR)
Cuidados com árvores no jardim
Antes de plantar, é importante conhecer as
necessidades específicas de cada espécie para garantir seu desenvolvimento saudável.
Solo e irrigação
Algumas árvores precisam de solos ricos e bem drenados, enquanto outras se adaptam a terrenos mais secos. A
irrigação deve ser frequente nos primeiros anos e reduzida com o tempo.
Espaçamento e raízes
Evite plantar árvores de grande porte próximas a muros, calçadas ou encanamentos. Dê preferência a espécies de raízes não agressivas e respeite o
espaçamento mínimo entre elas para que cresçam com liberdade.
Casa Conectada LG. Bia Abreu - Janelas CASACOR 2020 (Renato Navarro/CASACOR)
Poda e manutenção
A poda é essencial para
controlar o crescimento da copa e
eliminar galhos secos. Ela também ajuda a manter a forma estética da árvore e evitar sombras excessivas em plantas próximas.
Incidência solar
Cada espécie tem sua preferência de luz. Enquanto o ipê e o manacá-da-serra pedem sol pleno, o acer japonês pode murchar em climas muito quentes. Observe o
comportamento da árvore ao longo das estações.
CASAGARDEN Projetos e Paisagismo - Praça Serena. Sonhos, como sementes, precisam de solo fértil para florescer — e é exatamente isso que propõe o jardim idealizado pelos paisagistas André Bahia Reis e Lucas Costa Paula. Neste refúgio de 193 m², natureza e arquitetura se entrelaçam para criar um ambiente onde a água corre livre, simbolizando o fluxo da vida e nutrindo sentidos e esperanças. Cada elemento convida à contemplação e ao equilíbrio, revelando que semear é um ato de fé no futuro — um gesto que cultiva a beleza, a sustentabilidade e a essência do que nos torna humanos. (Edgard Cesar/CASACOR)
Como aliar decoração às árvores
Muito além da vegetação, as árvores para o jardim também podem dialogar com o projeto arquitetônico e com os
elementos decorativos do espaço externo. Aqui vão algumas dicas:
Integração com mobiliário e iluminação
Bancos sob a sombra, redes entre troncos ou spots de luz direcionados ao caule transformam a árvore em
protagonista do paisagismo. Elementos como
decks, vasos e esculturas completam o ambiente.
Zanardo Paisagismo - Jardim do Círculo de Pedras. Abraçado pela vegetação existente, o ambiente de 373 m² de Luciano Zanardo carrega uma paleta outonal e aposta em símbolos ligados à espiritualidade. Exemplo disso é o círculo de pedras: construído com cinco rochas sedimentares do Nordeste (pesando cerca de 800 kg cada uma), ele remete a menires fascinantes em diversas partes do mundo – de Stonehenge, no Reino Unido, ao Sítio Arqueológico do Rego Grande, no Amapá. Os dois livings ajardinados contam com mobiliário assinado por Marta Manente, Ibanez Razzera, Victor Leite e Jayme Bernardo. (Bia Nauiack/CASACOR)
Árvores como moldura da arquitetura
Em projetos que valorizam a
integração entre interior e exterior, as árvores funcionam como moldura para a casa. Espécies bem posicionadas podem ser vistas das janelas ou varandas, criando
continuidade visual.
Criando refúgios verdes
Ao redor das árvores, é possível criar
pequenos refúgios: uma área de leitura, um espaço de contemplação ou um canto para meditação. Use pedras, plantas rasteiras e texturas naturais para compor esses cenários.
Paula Varga - Jardim Espelho dos Sonhos. Uma visita de reconhecimento ao Parque da Água Branca despertou na paisagista o ímpeto de enobrecer a porção que lhe coube. À sombra do pau-brasil, antigo habitante do jardim de 46 m², ela dispôs móveis esculpidos em madeira maciça (proveniente de árvores caídas e resgatada de forma legal), uma fonte de granito apicoado e ninhos de cerâmica da artista Patricia Degan, que reiteram a simbiose entre a arquitetura e a fauna local. Reserve tempo para admirar os reflexos nos vitrais de demolição espelhados, importantes para a identidade do projeto. (Bia Nauiack/CASACOR)
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.