As
poltronas clássicas ocupam um lugar especial na história do design. Mais do que assentos, são
peças que traduzem épocas, expressam estilos e refletem a visão criativa de nomes que transformaram a forma de habitar. Reconhecidas pela combinação entre estética e funcionalidade, elas atravessam décadas sem perder relevância
– tornando-se
ícones atemporais na decoração!
Projeto de João Panaggio. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)
Ao longo do século XX, designers renomados criaram
modelos que dialogam com movimentos artísticos e inovações industriais. Essas poltronas clássicas seguem presentes em
projetos contemporâneos, reafirmando sua força como
símbolos de elegância e sofisticação. A seguir, uma seleção de modelos assinados que ajudam a contar essa história.
Poltrona Eames Lounge Chair, Charles e Ray Eames
Criada em 1956, a
Eames Lounge Chair é talvez uma das poltronas clássicas mais reconhecidas mundialmente. Com
estrutura em madeira curvada e estofamento em couro, combina conforto extremo e design inovador. O projeto de Charles e Ray Eames buscava reinterpretar as
antigas poltronas de clube com uma versão mais leve e acolhedora. Até hoje, é
símbolo de status e bom gosto.
Projeto de Adriana Farias. (Rafael Renzo/CASACOR)
Poltrona Barcelona, Ludwig Mies van der Rohe
A Barcelona, de 1929, foi criada para o pavilhão alemão da Exposição Internacional de Barcelona. Estruturada em
aço cromado e couro, é marcada pela pureza das linhas e pela sofisticação minimalista. Considerada um ícone do
movimento moderno, tornou-se uma das poltronas clássicas mais desejadas em
espaços corporativos e residenciais.
Poltrona Barcelona. (The Auctionlab/Divulgação)
Poltrona Mole, Sergio Rodrigues
No Brasil, a
Mole de Sergio Rodrigues, lançada em 1957,
revolucionou a ideia de conforto. Com
almofadas generosas apoiadas em uma estrutura robusta de madeira, traz a descontração e a brasilidade como protagonistas. A poltrona foi premiada no exterior e é um marco do design nacional, traduzindo o
espírito acolhedor dos interiores brasileiros.
Projeto de João Panaggio. (Foto: Denilson Machado, do MCA Estúdio / Produção visual: Aldi Flosi/Divulgação)
Poltrona Wassily, Marcel Breuer
Criada em 1925, a Wassily é
uma das primeiras poltronas clássicas a utilizar tubos de aço dobrados, inspirada na estrutura de bicicletas. Marcel Breuer explorou a
leveza visual e a funcionalidade em um desenho geométrico que marcou o
movimento Bauhaus. Seu caráter industrial e moderno permanece atual, sendo utilizada em diferentes propostas de décor.
Projeto de Diego Raposo e Manuela Simas. (MCA Estudio/CASACOR)
Poltrona LC2, Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand
Parte da coleção lançada em 1928, a LC2 é um
ícone do design modernista. O
contraste entre a estrutura de aço tubular e as almofadas volumosas sintetiza a busca por proporção e conforto. É uma das poltronas clássicas mais reproduzidas e ainda hoje aparece em salas de estar e escritórios que valorizam
sofisticação discreta.
Poltrona LC2. (Artezanal/Divulgação)
Poltrona Egg, Arne Jacobsen
A Egg, de 1958, foi
criada para o lobby do Hotel Royal, em Copenhague. Suas formas curvas abraçam quem se senta, oferecendo privacidade em ambientes coletivos. O
design orgânico, aliado à base giratória, tornou-a uma peça versátil e atemporal. A poltrona Egg é frequentemente associada ao
estilo escandinavo, que privilegia funcionalidade e aconchego.
Poltrona Egg. (Shnakhat/Divulgação)
Poltrona Chaise Longue LC4, Le Corbusier
Também de Le Corbusier, em colaboração com Perriand e Jeanneret, a LC4 é considerada uma “
máquina de relaxar”. Criada em 1929, apresenta
estrutura metálica e assento ajustável que acompanha a curvatura do corpo. Mais do que uma poltrona, é um
manifesto sobre ergonomia e design funcional, mantendo-se entre os ícones do mobiliário mundial.
Poltrona Chaise Longue LC4. (pianetadesign.it/Divulgação)
Esse texto foi feito com o apoio de CASACOR Publisher, um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.