Da sustentabilidade de luxo ao design colecionável: confira as principais coleções e collabs da SP-Arte 2026, incluindo nomes do elenco CASACOR como Gustavo Neves, Suite Design, Guilherme Castello Branco e Metro Arquitetos
Publicado em 11 de abr. de 2026, 20:00

Coleção Monumental, da BONNI. (Cacá Bratke/CASACOR)
A SP-Arte 2026 ocorre entre os dias 8 e 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo. Em sua 22ª edição, a feira reúne cerca de 180 expositores, entre galerias nacionais e internacionais, consolidando-se como um dos principais encontros de arte e design da América Latina. No setor de design, nesta edição, participam 64 expositores de design, com 19 estreantes, incluindo três internacionais. Confira alguns destaques de 2026.
Série Dança, da ,Ovo. Lançamento da SP-Arte 2026. (Divulgação/CASACOR)
A série Dança da ,Ovo traz biombos e poltronas cujo principal elemento é o quadro em formato irregular que serve de moldura para a trama de palha: suas intersecções e sobreposições formam desenhos que vão das áreas mais adensadas do centro às mais abertas das bordas, subvertendo o padrão ortogonal de trama e urdidura.
Coleção Alumiar, assinada por Santídio Pereira para a 55design. (Divulgação/CASACOR)
A coleção Alumiar, desenvolvida em colaboração com o artista plástico piauiense Santídio Pereira, nasce de uma memória de infância do artista: a imagem de uma luz que atravessa superfícies e ilumina o mundo. Essa narrativa poética se transforma em matéria ao ser aplicada em 14 peças do portfólio da marca, com curadoria de Clarissa Schneider, contando também com bordados feitos por artesãs da ONG Orientavida. Os lançamentos trazem técnicas como perfuração e recorte.
Coleção Cosmos, de Patrícia Anastassiadis para a Artefacto. (Divulgação/CASACOR)
Sob direção criativa de Patricia Anastassiadis - do elenco CASACOR São Paulo -, a coleção Cosmos comemora os 50 anos da Artefacto e propõe uma leitura que transcende a estrita funcionalidade do móvel, avançando para uma dimensão mais ampla de repertório e permanência. Conceito que é explorado na cadeira Libra, criação concebida especialmente para a feira: com edição numerada e limitada a 50 unidades, a novidade aproxima os campos do design do mobiliário às coleções de arte.
Coleção Monumental, da BONNI. (Cacá Bratke/CASACOR)
A BONNI apresenta a Coleção Monumental, novo lançamento do designer Erik Bonissato que investiga a relação entre mobiliário e arquitetura. Formada por sofá, luminárias, mesas e assentos, a coleção reúne peças concebidas para assumir protagonismo na experiência dos interiores, explorando volumes, matéria e presença escultórica. O conceito se estrutura em três pilares: presença escultórica, perenidade e escala emocional. As peças foram desenhadas para provocar impacto visual e sensorial, combinando proporções marcantes, materiais nobres e processos artesanais que reforçam a longevidade estética da coleção.
Exposição Corpos de Luz, de Cris Bertolucci. (André Klotz/CASACOR)
A exposição Corpos de Luz reúne três séries inéditas intituladas Vitória, Garoa e Takai, dedicadas à investigação da luz como elemento estruturante do espaço. Desenvolvidas a partir de diferentes materialidades como linho, cristal soprado, bambu e metal, as peças revelam uma pesquisa que transforma iluminação em atmosfera, narrativa e presença arquitetônica.
Mesa Sobrepor, buffet Sobrepor e banco relevos: peças da collab entre Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz (Victor Lucena/CASACOR)
Sobrepor, a primeira colaboração entre Domingos Tótora e Gabriel De La Cruz, reúne mais de dez peças, nas quais a matéria assume protagonismo, revelando tempo, irregularidade e transformação como parte fundamental da linguagem. A pesquisa material desenvolvida por Tótora parte do reaproveitamento de papelão descartado, terra e água, transformados em uma matéria de alta densidade: proveniente da coleta local na cidade de Maria da Fé, em Minas Gerais, o material estabelece uma relação direta entre o ateliê e o território em que está inserido. No diálogo com Gabriel De La Cruz, o desenho passa a atuar como matriz de organização das peças, articulando diferentes materialidades, entre elas madeiras de demolição.
Percival Lafer e o aparador PLE-90, lançamento da ETEL (Ruy Teixeira/CASACOR)
Para comemorar seu aniversário de 90 anos, o designer Percival Lafer lança o PLE-90, aparador inédito nascido do reaproveitamento de fragmentos de madeira da própria produção da ETEL. Uma proposta profundamente conectada ao pensamento criativo de Percival e, ao mesmo tempo, ao espírito do presente. Na SP-Arte, sua trajetória é celebrada com uma instalação assinada por Arthur Casas, arquiteto do elenco CASACOR São Paulo.
Mesa lateral Oliveira, de William Oliveira para a Firmacasa. (Pedro Ocanhas/CASACOR)
A mesa lateral Oliveira nasce do encontro entre o aço inox e o mármore. Com design de William Oliveira, a base de pedra, com tons, cores e desenhos em veios únicos, transforma a peça em um elemento de presença escultórica, enquanto a estrutura de inox polido sustenta o conjunto com leveza visual, refletindo o ambiente de forma silenciosa e discreta, em uma superfície contínua, precisa e estável.
Coleção Fractais, de Gustavo Neves. (Adriana Barbosa/CASACOR)
Fractais são estruturas geométricas que se repetem em escalas diferentes, mantendo sempre a forma básica. Na natureza, estão em toda parte: como na nervura de uma folha ou na formação de um cristal. E também são a inspiração para primeira participação da marca Gustavo Neves - do elenco CASACOR São Paulo - na SP-Arte. A lógica de repetição e variação atravessa a coleção inteira, que traz mesa de jantar de madeira maciça, cadeiras de bronze e madeira, poltronas, um bar suspenso inteiramente em bronze, pendentes e arandelas.
Luminária Lunar, de Artur Lescher e Maneco Quinderé para a Herança Cultural. (Rafael Félix/CASACOR)
A Luminária Lunar, peça inédita criada por Artur Lescher e Maneco Quinderé, é produzida em aço inox maciço torneado e pedra esculpida. A obra integra uma edição limitada de 10 exemplares, desenvolvida com exclusividade para a Herança Cultural. Nela, aproximam-se duas pesquisas: a síntese formal e a atenção à tensão espacial que marcam a trajetória de Lescher, e a experiência de Quinderé com a luz como construção perceptiva.
Coleção Oriental, de Bruno de Carvalho para a itens. (Divulgação/CASACOR)
Inspirada na delicadeza e no equilíbrio da estética japonesa, a coleção Oriental propõe um diálogo entre o rigor e a leveza. Uma haste delgada de latão atravessa, com precisão, camadas sobrepostas de algodão cru. O segredo está na textura: o uso de tecidos com diferentes intensidades de trama permite que a luz seja filtrada de forma gradual, criando um degradê suave que mimetiza o passar do tempo. É assinada por Bruno Carvalho, com direção criativa de Mariana Amaral.
Constanza Pascolato e Guilherme Castelo Branco. (Divulgação/CASACOR)
A Jequitibá, marca que tem curadoria do arquiteto e designer Guilherme Castello Branco - do elenco CASACOR São Paulo -, apresenta a poltrona Costanza, collab inédita com Costanza Pascolato, que traz referências da vida da renomada consultora de moda e empresária ítalo-brasileira. Com um desenho contemporâneo, formado por linhas esbeltas e finas, a peça traz trançado de couro e as almofadas de bouclé garantem sofisticação e conforto.
Cadeira Paiol, de Sergio Rodrigues, para a LinBrasil. (La Photo e Divulgação/CASACOR)
Criada originalmente por Sergio Rodrigues como cadeira de auditório para a arena do Teatro Paiol de Curitiba, a cadeira Paiol ganha nova versão de móvel autônomo feita em collab com o designer Sergio Fahrer. A base de vergalhão de aço carbono com pintura eletrostática preta ganha a companhia de um assento estofado, sobreposto e revestido de couro. Um detalhe que confere leveza são os dois furos laterais acrescentados no encosto.
Luminária pmr, da lumini. (Divulgação/CASACOR)
A pmr é uma luminária assinada por Paulo Mendes da Rocha e reeditada em colaboração com a Metro Arquitetos. A peça sintetiza uma operação formal precisa: uma chapa dobrada que integra a fonte de luz ao próprio plano, revelando a iluminação a partir de um gesto estrutural mínimo.
Linha Trama, de Pedro Luna. (Pedro Ocanhas/CASACOR)
A linha Trama parte da tecelagem de palha de taboa e desloca essa lógica construtiva para o alumínio e o latão. A trama é registrada em superfícies fundidas que estruturam as peças, convertendo um gesto transmitido ao longo de gerações em matéria permanente. A coleção reúne seis peças inéditas: aparador, mesa de centro, mesas laterais e bancos.
Coleção Garatuja, do estúdio Prosa. (Guilherme Amaral/CASACOR)
Da coleção Garatuja, o aparador de tampo orgânico e bases esculpidas traz linhas irregulares que convivem com volumes precisos. A interação entre as madeiras Muirapiranga (vermelha) e Imbuia reforça visualmente essa conversa (uma madeira amazônica e a outra da Mata Atlântica), criando contrastes cromáticos e táteis que ampliam a leitura das formas. O estúdio é comandado por Júlia Rovigo e Gabriel Pesca.
Mesa de centro Giardino, do Studio Sette7 e St. James. (Divulgação/CASACOR)
A coleção Giardino, lançada pela St. James e com desenho da Sette7 (das irmãs Erika e Vivien Coser), ganha desdobramento com peças como mesa de centro, castiçal e vaso, cujas formas orgânicas evocam a silhueta de uma flor em abertura.
Coleção In.verso, da Suite Design. (Pedro Ocanhas/CASACOR)
In.verso é uma coleção de mobiliário de plástico reciclado triturado contrastado com fragmentos de pedras naturais, provenientes de sobras e descartes de chapas. As 15 peças – entre mesas de centro, mesas laterais, mesa de jogos, espelhos e arandelas – possuem pigmentação que incorpora diferentes compostos e elementos naturais, como temperos e óxidos minerais, capazes de alterar cor, textura e porosidade das superfícies – entre eles, pimenta, açafrão e argilas, que dão nome às peças. O estúdio faz parte do elenco da CASACOR São Paulo 2026.
Mesa Borda, da Wooding. (Divulgação/CASACOR)
A marca reúne um conjunto de oito peças inéditas assinadas por Rafael Espíndola. Entre os destaques, a mesa de centro Borda, esculpida a partir de um bloco monolítico de pedra-sabão com cerca de 450 kg, evidencia a tensão entre massa e delicadeza.