As texturas da CASACOR Ceará 2025 evidenciam a busca por experiências táteis e sensoriais capazes de reconectar o ser humano à natureza
Publicado em 21 de out. de 2025, 19:10

As texturas da CASACOR Ceará 2025 evidenciam a busca por experiências táteis e sensoriais capazes de reconectar o ser humano à natureza (CASACOR/CASACOR)
Da rusticidade da palha à sofisticação do mármore, as texturas tornaram-se protagonistas na CASACOR Ceará 2025. Mais do que um recurso estético, elas assumem papel essencial na criação de atmosferas sensoriais — traduzindo o encontro entre natureza, técnica e afeto. Em diferentes propostas, os profissionais cearenses mostraram como os revestimentos podem despertar emoções e ressignificar o conceito de conforto contemporâneo.
Cada projeto utiliza materiais naturais de maneira única, revelando histórias, memórias e identidades. A seguir, reunimos algumas das propostas mais inspiradoras apresentadas na edição deste ano – que ocupa o Meireles (Rua Tibúrcio Cavalcante, 607) até 16 de novembro.
O Bangalô Duna é uma das principais referências do uso de texturas na CASACOR Ceará 2025. O ambiente de Julia Gasparini combina: estruturas de bambu, pisos e móveis de madeira, paredes de terra, cobertura de palha de carnaúba, banheiro de pedra e interiores de fibras naturais. Com isso, o projeto mostra que é possível construir com materiais naturais e pouco processados sem perder conforto, simplicidade e sofisticação.
Enquanto isso, a Adega: Ciclo dos Sonhos presta homenagem aos momentos que nos inspiram e nos movem – com elementos que fazem referência às etapas de semear, cultivar e colher. Entre eles, destacam-se as texturas das pedras expostas, painéis e móveis de madeira e lustres de palha. Para completar, a composição de Joana Rezende mantém o arco original da do espaço e abusa dos tons terrosos.
As texturas também são grandes protagonistas da Varanda Aurora. O ambiente antecede a casa da CASACOR Ceará, atuando como espaço de pausa e acolhimento aos visitantes. Para isso, Milena Holanda combina tons terrosos, mobiliário convidativo e materiais naturais – como madeira, palha, linho e paredes texturizadas.
O Alpendre da Casa é outro ambiente da CASACOR Ceará revestido por texturais naturais. O uso das pedras brutas, bambu e palha pelos arquitetos Fabrício Pereira e Roberta Pereira visa criar conexão da varanda com o mundo externo, preservando o aconchego dos interiores.
Por sua vez, o ambiente de Stephanie Ribeiro traça uma metáfora da semente como criação, resistência e futuro. Chamado Casa Crioula, o espaço é fluido e acolhedor, com traçado oval, tons terrosos e peças artísticas cheias de simbolismo (e texturas!). O revestimento é de tijolos sustentáveis – replicados como sementes que se multiplicam em paisagem, um elogio à arquitetura ancestral.
Paredes e tetos são texturizados no espaço de Kel Oliveira, o Lounge Moura Dubeux. O ambiente traduz o encontro entre luxo, funcionalidade e atemporalidade – propondo uma experiência sensorial e acolhedora aos visitantes. Os revestimentos incluem madeira, mármore e concreto aparente.
Os revestimentos texturizados são mais discretos no Home Cinema de Jéssica Aguiar, porém igualmente envolventes. O espaço traduz modernidade em cada detalhe, com formas orgânicas que suavizam a arquitetura e criam fluidez. Nas paredes e bancada, o acabamento semelhante à pedra bruta desperta a curiosidade dos “espectadores”.
Enfim, piso e paredes texturizados se misturam no ambiente de Marcelo Franco. O minimalismo na iluminação e nos materiais utilizados proporciona um ar de mistério – em que o destaque fica por conta da experiência sensorial que proporciona aos visitantes da CASACOR Ceará. Do Fogo ao Aço trata-se de um convite para refletir sobre o sentido da arquitetura em seu propósito frente à sociedade.