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Decoração, Design

8 tendências de mobiliário e decoração que vimos na ABIMAD’41

As tendências apresentadas na ABIMAD’41 revelam um mobiliário cada vez mais atento à experiência sensorial, ao conforto e à expressão individual

Por Milena Garcia

Publicado em 30 de jan. de 2026, 10:16

08 min de leitura
Carlos Otávio Arquitetos - O Lar Além do Mar. Projeto da CASACOR Ceará 2025.

Carlos Otávio Arquitetos - O Lar Além do Mar. Projeto da CASACOR Ceará 2025. (Felipe Petrovsky/CASACOR)

A ABIMAD segue cumprindo seu papel como um dos principais termômetros de novidades em design de mobiliário no Brasil. Em sua 41ª edição, a feira apresentou um recorte de como o setor tem respondido às transformações do morar contemporâneo, equilibrando estética, conforto e novas sensibilidades materiais.

ABIMAD

ABIMAD (ABIMAD/CASACOR)

Ao circular pelos estandes da ABIMAD’41, fica evidente um movimento em direção a peças mais expressivas, táteis e autorais. O mobiliário deixa de ser apenas funcional para assumir protagonismo visual, criando ambientes que comunicam identidade, acolhimento e uma relação mais próxima com o corpo e a natureza. A seguir, reunimos oito tendências que se apresentam como destaques para 2026, ilustradas por projetos recentes da CASACOR.

Formatos orgânicos em tapetes, sofás e poltronas


As linhas retas e rígidas perdem espaço para curvas suaves e contornos assimétricos. Na ABIMAD’41, tapetes com desenhos orgânicos, sofás e poltronas de formas arredondadas aparecem com força, reforçando uma estética fluida e menos geométrica.

Gabriela Picanço - Casa Vida e Arte. Projeto da CASACOR Ceará 2025.

Gabriela Picanço - Casa Vida e Arte. Projeto da CASACOR Ceará 2025. (Felipe Petrovsky/CASACOR)

Esses formatos ajudam a criar ambientes mais convidativos, além de favorecer a circulação e a sensação de conforto visual. A tendência dialoga com a busca por interiores mais sensoriais.

Palha e palhinha em móveis e luminárias


Materiais naturais seguem em evidência, com destaque especial para a palha e a palhinha. Na ABIMAD, esses elementos apareceram não apenas em móveis, mas também em luminárias, criando jogos interessantes de luz e sombra.

André Bastos e Pedro Luiz de Marqui - Arcadia Banco BRB. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

André Bastos e Pedro Luiz de Marqui - Arcadia Banco BRB. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Israel Gollino/CASACOR)

Além do apelo estético, o uso da palha reforça uma valorização do fazer artesanal e da textura como elemento central do design. São peças que aquecem o ambiente e trazem leveza visual, mesmo quando usadas em maior quantidade.

Cadeiras que abraçam o corpo


O conforto foi uma palavra-chave recorrente na ABIMAD’41, especialmente no desenho das cadeiras. Encostos arredondados, braços integrados e proporções mais generosas criam peças que parecem envolver o corpo, convidando à permanência.

Studio M2 - Marina Machado e Kareny Melo - Entrelaços – Onde a casa abraça as relações. Projeto da CASACOR Pernambuco 2025.

Studio M2 - Marina Machado e Kareny Melo - Entrelaços – Onde a casa abraça as relações. Projeto da CASACOR Pernambuco 2025. (Walter Dias/CASACOR)

Essa tendência reflete uma mudança na relação com o mobiliário, que passa a considerar mais atentamente a ergonomia e o uso prolongado, sem abrir mão de uma estética sofisticada.

Sofás com texturas aconchegantes


Os sofás deixaram de ser apenas neutros para ganhar protagonismo por meio da textura. Tecidos como bouclé, tramas mais encorpadas e superfícies táteis apareceram com força nos estandes da feira.

Mariana Andrade Foganholi e Raissa Lamy - Sala Âmbar. Projeto da CASACOR Paraná 2025.

Mariana Andrade Foganholi e Raissa Lamy - Sala Âmbar. Projeto da CASACOR Paraná 2025. (Eduardo Macarios/CASACOR)

A textura passa a ser tão importante quanto a cor ou a forma, adicionando profundidade e interesse visual aos ambientes. Mesmo em paletas neutras, esses sofás se destacam pela materialidade.

Atenção especial aos pés das mesas


Um detalhe que chamou atenção na ABIMAD’41 foi o cuidado com os pés das mesas. Em vez de estruturas discretas, eles assumem papel escultórico, com formatos inusitados, volumes marcantes e soluções construtivas evidentes.

Taissa Santos - Infinitude dos Milagres. Projeto da CASACOR Goiás 2025.

Taissa Santos - Infinitude dos Milagres. Projeto da CASACOR Goiás 2025. (Edgard Cesar/CASACOR)

Essa abordagem transforma mesas de jantar em esculturas artísticas, capazes de definir o tom do ambiente. O foco no detalhe construtivo reforça o caráter autoral do mobiliário.

Tapetes como protagonistas


Se antes os tapetes atuavam como base neutra, agora eles assumem protagonismo. Na ABIMAD, tapetes coloridos, com desenhos expressivos e contrastes bem definidos, apareceram como ponto focal dos ambientes.

Jacira Pinheiro - Casa Origem. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2025.

Jacira Pinheiro - Casa Origem. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2025. (André Nazareth/CASACOR)

Essa tendência permite introduzir cor de forma menos definitiva do que em paredes ou grandes móveis, criando composições mais dinâmicas e facilmente adaptáveis ao longo do tempo.

Mesinhas de apoio fora do óbvio


As mesinhas de apoio ganharam novas leituras na ABIMAD’41. Formatos assimétricos, combinações de materiais e proporções inesperadas transformam essas peças em elementos decorativos por si só.

Tahinara Sanferry - Gabinete D'Ella. Projeto da CASACOR Sergipe 2025.

Tahinara Sanferry - Gabinete D'Ella. Projeto da CASACOR Sergipe 2025. (Gabriela Daltro/CASACOR)

Além da função prática, elas passam a atuar como pontos de interesse no espaço, reforçando a ideia de que mesmo móveis secundários podem carregar identidade e design.

Arte inspirada na natureza


A presença da natureza também se manifestou por meio da arte. Quadros e objetos com desenhos de plantas, folhas e animais surgiram como complemento à decoração, reforçando uma estética mais orgânica e sensível.

Tom Castro - Loft Alento. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2025.

Tom Castro - Loft Alento. Projeto da CASACOR Rio de Janeiro 2025. (André Nazareth/CASACOR)

Essa tendência dialoga com o desejo de reconexão com o natural, criando interiores que evocam calma, memória e pertencimento, sem recorrer a representações literais.