O sofá baixo conquista projetos contemporâneos com conforto e estilo. Descubra como essa tendência transforma os ambientes
Publicado em 3 de jun. de 2026, 12:00

Natan Gil - Casa Cosentino Sanare. Uma casa feita não para chegar, mas para retornar, acolher-se. Sintetizada no verbo em latim sanare, a filosofia deste loft envolve cura, introspecção e fé. No espaço minimalista – e, ao mesmo tempo, escultural –, o vazio e o silêncio amplificam a sensibilidade dos 106 m² repartidos entre living, cozinha e sala de jantar. O arquiteto experimenta as várias possibilidades dos materiais da Cosentino, especialmente no mobiliário, todo desenhado pelo escritório, a exemplo da mesa de jantar. A imagem de Nossa Senhora Aparecida invoca uma presença invisível que sustenta a vida, ao passo que a claraboia no teto inclinado da cozinha simboliza a luz do divino. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Divulgação)
Os movimentos da decoração costumam refletir transformações culturais, comportamentais e até mesmo novos modos de viver os espaços. Nos últimos anos, uma tendência tem ganhado força em projetos residenciais ao redor do mundo: o sofá baixo.
Com linhas mais próximas do chão, proporções generosas e uma estética que privilegia o conforto visual, essas peças vêm conquistando arquitetos, designers e moradores que desejam criar ambientes mais acolhedores e contemporâneos.
Isabella Nalon Arquitetura e Interiores - A Poética do Ritmo. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Roberta Gewehr/Divulgação)
Embora pareça uma novidade, a inspiração para esse tipo de mobiliário tem raízes profundas em culturas orientais. Países como Japão e Coreia tradicionalmente valorizam uma relação mais próxima com o solo, seja por meio de futons, plataformas baixas ou áreas de convivência que estimulam uma postura mais relaxada. Essa influência tem sido reinterpretada pelo design contemporâneo, resultando em sofás que unem elegância, minimalismo e bem-estar. Conheça algumas características que explicam por que essa tendência está em alta.
Nildo José | NJ+ Arquitetos - Casa Coral Celeiro Alvorada. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/Divulgação)
Um dos principais motivos para a popularização dos sofás baixos é seu impacto na percepção do espaço. Como possuem encostos reduzidos e uma estrutura mais próxima do chão, eles deixam o ambiente visualmente mais aberto. Essa característica é especialmente interessante em apartamentos e salas integradas, onde a sensação de amplitude é valorizada. Além disso, a peça permite que elementos arquitetônicos, obras de arte e paisagens externas ganhem maior destaque, tornando a composição mais equilibrada e elegante.
Studio Costa+Azevedo - Casa Origens Mercado Livre. A dupla Josemar Costa e André Azevedo criou um apartamento completo e quase sem divisões em 53 m² – “uma casa que entrega o melhor do Brasil pelo olhar de quem seleciona, coleciona e mistura com uma estética voltada ao design e à arte”, segundo os autores. A brasilidade e a latinidade comparecem no uso de cores e estampas (sobressaem o amarelo das cortinas e o marsala das paredes), enquanto a seleção criteriosa de móveis e objetos revela personalidade, a exemplo da poltrona modernista LC1. No hall, um cobogó desenhado pelos profissionais indica a singularidade das soluções adotadas. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/Divulgação)
Apesar da altura reduzida, os sofás baixos costumam oferecer uma experiência extremamente confortável. Muitos modelos apresentam assentos profundos, almofadas volumosas e módulos amplos que convidam ao relaxamento. A proposta é criar um espaço para desacelerar, assistir a um filme, ler ou simplesmente descansar. Essa abordagem está alinhada à busca contemporânea por casas mais acolhedoras e menos formais, onde o conforto se torna tão importante quanto a estética.
Senac São Paulo + Estúdio Guto Requena - Arena do Conhecimento. Projeto da CASACOR São Paulo 2026. (Roberta Gewehr/Divulgação)
Outra característica marcante dessa tendência é a presença de linhas curvas e formas orgânicas. Muitos sofás baixos parecem verdadeiras esculturas, com volumes suaves que trazem movimento e personalidade aos ambientes. Essa linguagem conversa diretamente com outras tendências atuais, como o uso de materiais naturais, paletas neutras e texturas aconchegantes. Em vez de ocupar o espaço de maneira rígida, essas peças contribuem para criar uma atmosfera fluida e convidativa, reforçando a sensação de bem-estar.
Sofá Camaleonda do designer Mario Bellini. (Casual Móveis/Divulgação)
Diversos designers e marcas internacionais ajudaram a consolidar o sofá baixo como objeto de desejo. Modelos inspirados em clássicos do design modular dos anos 1970, como o famoso Sofá Camaleonda, criado por Mario Bellini, voltaram aos holofotes e influenciaram uma nova geração de mobiliários. Mais do que uma moda passageira, o sofá baixo representa uma mudança na forma como entendemos o conforto, a convivência e a relação com os espaços da casa.







Serviço – CASACOR São Paulo 2026
Quando: de 2 de junho a 9 de agosto de 2026
Horários: terça a domingo e feriados, das 11h às 22h
Onde: Parque da Água Branca — Rua Dona Ana Pimentel, 40
Ingressos: de R$ 70,50 (meia) a R$ 161 (inteira)
Bilheteria: online, aplicativo oficial da CASACOR e venda presencial no local
Redes sociais: @casacor_oficial
Mais informações: https://casacor.abril.com.br/sao-paulo-2026
CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Chrys Hadrian.