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Decoração

Sig Bergamin dá dicas essenciais para quem quer aderir ao maximalismo

Mestre das misturas de cores e estampas, o arquiteto ensina o passo a passo para criar ambientes cheios de personalidade

Por Nádia Simonelli

Publicado em 4 de fev. de 2025, 5:00

05 min de leitura
Projeto maximalista assinado por Sig Bergamin.

Projeto maximalista assinado por Sig Bergamin. (Bjorn Wallander)

Depois de anos em que o minimalismo dominou a cena no universo do design de interiores, o maximalismo voltou com tudo. Na última temporada de mostras da CASACOR, muitos ambientes flertaram com essa estética rebuscada e cheia de detalhes, além de estudos de tendência sugerirem o estilo como uma aposta para 2025. Contrário à simplicidade, o maximalismo é sinônimo de misturas e exageros que, se bem dosados, são capazes de criar ambientes que exalam personalidade e sensação de pertencimento. De acordo com os pensamentos do movimento pós-moderno — que moldou as características sociais e estéticas pós-guerra —, o maximalismo pode ser descrito como a ausência de valores e regras, imprecisão, pluralidade, mistura do real e do imaginário, espontaneidade e liberdade de expressão. Além disso, é conhecido pelo mix de vários estilos, cores intensas, estampas e expressões étnicas. No Brasil, é seguro dizer que o arquiteto Sig Bergamin é o profissional que melhor dialoga com essa estética. Conhecido no mundo todo pelo seu estilo vibrante, o profissional do elenco CASACOR São Paulo domina como poucos o saber das misturas exageradas, porém harmônicas. Por isso, ele compartilha dicas preciosas para quem quer ser um pouco mais maximalista daqui pra frente. Confira a seguir!
Sig Bergamin dá dicas essenciais para quem quer aderir ao maximalismo

Mistura de estampas em projeto criado por Sig Bergamin. (Bjorn Wallander/CASACOR)

O primeiro passo para uma decoração maximalista


"Maximalismo é sobre liberdade e personalidade. Então, o primeiro passo é se libertar do medo de ousar!", afirma Sig Bergamin. O arquiteto explica que o ideal é começar com um mix de peças que você ama e que você já tenha. "Pode ser um tapete vibrante, uma obra de arte mais expressiva ou um móvel diferente. O segredo é a curadoria, não o exagero pelo exagero", ensina. Assim, ele recomenda brincar com texturas, cores e elementos afetivos que contêm a sua história. De acordo com Sig, o maximalismo é, no fundo, uma forma de celebrar a vida dentro de casa, sua história, seus gostos, seu garimpo. É sobre você!

O segredo para misturar estampas


Sabemos que misturar estampas é um desafio e tanto, mas, segundo Sig, o segredo está no treino do olhar. "Apesar disso, se eu fosse tentar dar uma fórmula para isso, seria: tente manter um fio condutor, seja uma cor dominante ou um estilo específico. Por exemplo, listras com florais? Clássico! Geométricos com animal print? Por que não? Se os tons conversam entre si, o resultado será agradável. E nunca subestime o poder do branco e do preto como pontos de respiro em meio à profusão de padrões", explica o arquiteto.

O que fazer para não enjoar do maximalismo?


"Se a ideia é trazer cor sem compromisso eterno, aposte nos tecidos: almofadas, mantas, cortinas e estofados são transformadores e fáceis de trocar caso você enjoe", afirma Sig. O arquiteto explica que os tapetes também fazem uma enorme diferença no ambiente e podem ser mudados com facilidade. "E claro, a arte! Uma boa composição de quadros pode mudar toda a energia de um espaço sem exigir uma reforma completa. E, às vezes, com a simples alteração da posição das artes no ambiente você já transforma a casa", diz.
Sig Bergamin dá dicas essenciais para quem quer aderir ao maximalismo

Neste projeto, Sig Bergamin usa com maestria uma paleta de tons intensos (Bjorn Wallander/CASACOR)

Inspirações de Sig Bergamin


"Viajar é meu combustível criativo. O mundo é um baú de tesouros!", afirma o arquiteto. Ele revela que busca inspirações em mercados de pulgas em Paris, feiras de Marrakech, palácios indianos e também pelo interior do Brasil, principalmente no norte e nordeste. "Cada lugar tem sua história para contar. Além disso, a moda me inspira profundamente — um desfile de alta-costura pode ter tanta informação de cor e textura quanto um palácio!", diz.

Dicas para montar seu repertório visual


Para criar boas composições maximalistas, é preciso ter referências estéticas desse estilo. Por isso, criar um repertório visual é fundamental para se sair bem na criatividade! A dica de ouro de Sig Bergamin é olhar para tudo com curiosidade. "Folhear livros de arte, visitar museus, observar arquitetura pelas ruas, assistir a bons filmes — tudo isso treina o olhar", ensina o arquiteto. Mas ele revela que o mais importante é colecionar referências que falem ao seu coração. "Salve imagens, fotografe detalhes... Monte um moodboard físico mesmo, imprima, recorte, cole. Isso faz bem para a memória e para fixar a informação. E acima de tudo: experimente! O repertório se constrói na prática, no mix and match do dia a dia", conclui.