O retorno das salas maximalistas revela uma mudança de paradigma no design de interiores: a valorização do afeto e da expressão pessoal
Publicado em 20 de out. de 2025, 7:30

O retorno das salas maximalistas revela uma mudança de paradigma no design de interiores: a valorização do afeto e da expressão pessoal (CASACOR/CASACOR)
O maximalismo retorna à decoração como uma resposta ao minimalismo predominante da última década. Em vez de espaços neutros e uniformes, as salas maximalistas valorizam a expressão pessoal, o contraste de estilos e a mistura de objetos com valor afetivo. A proposta é criar ambientes repletos de camadas — visuais, táteis e emocionais — sem abrir mão da harmonia.
A decoração em 2025/26 se afasta da ideia de “menos é mais” e abraça o conceito de “mais é mais”. As salas maximalistas se tornam protagonistas ao traduzirem o espírito da época: uma busca por identidade, conforto visual e reconexão com o afeto. O movimento surge como contraponto à padronização estética das redes sociais e propõe espaços com personalidade e imperfeição.
O maximalismo é marcado pelo contraste de texturas, cores e objetos, mas o segredo está na intencionalidade da composição. Alguns pontos inerentes ao estilo são:
As salas maximalistas exploram tonalidades ricas e saturadas. Vermelhos, verdes e roxos aparecem em paredes, tecidos e obras de arte, criando impacto visual. Para equilibrar, é comum o uso de bases neutras — como pisos claros ou revestimentos naturais — que ajudam a destacar os elementos de destaque sem gerar excesso visual.
Móveis de linhas modernas convivem com peças antigas, obras de arte contemporânea e lembranças de viagens. Essa diversidade cria um ambiente dinâmico, que se transforma com o tempo. O maximalismo, nesse sentido, não busca uniformidade, mas diálogo entre diferentes tempos e culturas.
Tapetes sobrepostos, cortinas volumosas e almofadas com estampas distintas reforçam a sensação de acolhimento. Já os objetos pessoais — livros, esculturas, fotografias — ganham protagonismo. Cada elemento tem função estética e emocional, transformando o espaço em um retrato de quem o habita.
Embora o maximalismo pareça livre de regras, ele depende de um olhar curatorial para funcionar. Nas salas maximalistas, a harmonia é resultado da proporção entre formas, volumes e cores. Áreas de maior densidade visual devem ser alternadas com espaços de respiro, criando um ritmo que mantém o olhar em movimento sem gerar cansaço.