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Decoração

Poltrona Jangada: como usar o clássico do design na decoração

A poltrona Jangada transcende modas e estilos, mantendo-se como um ícone do design brasileiro por sua autenticidade e equilíbrio entre forma e função

Por CASACOR Publisher

Publicado em 7 de nov. de 2025, 14:00

08 min de leitura
A poltrona Jangada transcende modas e estilos, mantendo-se como um ícone do design brasileiro por sua autenticidade e equilíbrio entre forma e função

A poltrona Jangada transcende modas e estilos, mantendo-se como um ícone do design brasileiro por sua autenticidade e equilíbrio entre forma e função (CASACOR/CASACOR)

Criada em 1968 por Jean Gillon, a poltrona Jangada é um marco do design nacional que atravessa gerações sem perder relevância. O contraste entre estrutura robusta e linhas orgânicas revela o equilíbrio entre técnica e emoção — uma assinatura do designer romeno naturalizado brasileiro. A peça evoca o movimento das jangadas do litoral nordestino, traduzido em couro, madeira e cordas que remetem ao artesanal e ao natural.

La Rous Studio - Eternum Vitae. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

La Rous Studio - Eternum Vitae. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Juliano Colodeti, do MCA Estúdio/CASACOR)

Mais do que uma poltrona, ela simboliza a liberdade criativa e o olhar afetivo que marcaram o mobiliário moderno brasileiro. Sua presença em projetos contemporâneos reafirma a força das criações que unem estética e história, resgatando o espírito despretensioso e acolhedor do morar tropical.

Natália Xavier - Ciclos do Agora. Projeto da CASACOR São Paulo 2025.

Natália Xavier - Ciclos do Agora. Projeto da CASACOR São Paulo 2025. (Denilson Machado, do MCA Estúdio/CASACOR)

História e legado da poltrona Jangada


A poltrona Jangada foi desenvolvida em um momento de efervescência cultural no país, quando o design brasileiro buscava identidade própria. Jean Gillon, apaixonado por marcenaria e cultura popular, criou uma peça que sintetiza o melhor dos dois mundos: sofisticação estrutural e simplicidade artesanal. A madeira nobre, o couro natural e as cordas náuticas formam um conjunto que evoca a ideia de abrigo e repouso, como uma jangada que acolhe o viajante.

Loft suspenso de 110 m² se camufla em meio ao verde de Brumadinho. Projeto de Júnior Piacesi, Na foto, varanda com vista para as árvores.

(Estúdio NY 18/CASACOR)

Com o tempo, a poltrona conquistou colecionadores e museus internacionais, tornando-se uma das obras mais reconhecidas de Gillon. Seu legado ultrapassa o valor estético — representa a valorização do trabalho manual e a busca por autenticidade no design. Por isso, mesmo em ambientes minimalistas ou urbanos, ela continua sendo uma escolha que carrega poesia e memória.

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Como integrar a poltrona Jangada em diferentes ambientes


Com seu desenho imponente e acolhedor, a poltrona Jangada pode se adaptar a diversos estilos e contextos, do clássico ao contemporâneo. O segredo está em respeitar seu protagonismo visual e criar uma ambientação que dialogue com seus materiais.

Na sala de estar

Em salas amplas, a poltrona se destaca como peça central, combinando com tapetes de fibra natural, mesas de madeira e iluminação suave. Sua textura em couro contrasta bem com tecidos leves, como linho ou algodão, equilibrando rusticidade e leveza.

Maraú Design Studio - Casa Boa Vista Deca. Projeto da CASACOR Minas Gerais 2025.

À direita, na área de estar, a poltrona Jangada, de Jean Gillon, é uma das peças autorais do espaço. (Jomar Bragança/CASACOR)

No quarto

Em dormitórios, a Jangada cria um refúgio de leitura ou descanso. Quando posicionada próxima à janela, ganha ares de contemplação. O ideal é integrá-la a elementos têxteis neutros e mantas artesanais, reforçando a atmosfera calma e natural que a peça inspira.

Nildo José assina dúplex contemporâneo e pensado para a vida em família. Projeto de Nildo José. Na foto, quarto de casal com parede ripada.

(Denilson Machado/CASACOR)

Em espaços corporativos

A presença da poltrona em escritórios e áreas de espera transmite sofisticação com personalidade. O design ergonômico e o visual escultórico tornam o ambiente mais humano e convidativo, especialmente quando combinado com iluminação quente e obras de arte brasileiras.

Tahinara Sanferry - Gabinete D'Ella. Projeto da CASACOR Sergipe 2025.

Tahinara Sanferry - Gabinete D'Ella. Projeto da CASACOR Sergipe 2025. (Gabriela Daltro/CASACOR)


Cores e composições harmônicas


A poltrona Jangada costuma aparecer em tons terrosos e naturais, mas seu design permite interpretações diversas. Versões em couro envelhecido dialogam bem com paredes em off-white e texturas de concreto aparente, reforçando uma estética atemporal. Já modelos em tons mais escuros, como café ou preto, ganham destaque em espaços com iluminação direcionada e mobiliário de linhas puras.

Rancho na Montanha, projeto de Hana Lerner no interior do Rio de Janeiro para Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank.

(André Nazareth/CASACOR)

Para composições harmônicas, a dica é valorizar o contraste entre materiais. Madeira e fibras naturais equilibram o toque sofisticado do couro, enquanto tecidos neutros e paletas orgânicas permitem que a peça brilhe sem competir com o restante do ambiente. Em todos os casos, o resultado é um espaço que combina conforto visual e presença escultural.

Nildo José cria refúgio aconchegante e sem excessos no litoral paulista. Na foto, sala de estar, jantar e lareira com vista para a piscina.

(Fran Parente/CASACOR)

CASACOR Publisher é um agente criador de conteúdo exclusivo, desenvolvido pela equipe de Tecnologia da CASACOR a partir da base de conhecimento do casacor.com.br. Este texto foi editado por Yeska Coelho.