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Os desafios da arquitetura e do design de interiores para 2018

Em meio a tantas e constantes mudanças, cabe aos profissionais se adaptarem e mudarem também

Por Redação

Publicado em 8 de mar. de 2018, 14:35

08 min de leitura
Os desafios da arquitetura e do design de interiores para 2018

(Reprodução Archdaily)

Quando Alejandro Aravena ganhou o Pritzker em 2016, foi a consagração da chamada “arquitetura social”. Nos anos que se seguiram, os projetos se tornaram conhecidos e louvados por suas histórias de fundo emocionais ao invés da qualidade arquitetônica.

A mudança do pêndulo é algo natural a qualquer vanguarda. Após algum tempo, ela se esvazia de ideais e cai no mainstream.

5.A era pós-digital entra na linha do tempo da representação gráfica arquitetônica

Assim como o caminho das artes visuais – da figuração à abstração – as representações gráficas na arquitetura também evoluem. Ainda que a disponibilidade de novas ferramentas para criar maquetes realistas, renders, e até vídeos em 360º, muitos profissionais contemporâneos optam por mesclar técnicas antigas com atuais, para criar imagens visualmente mais ricas.

6.As mulheres na arquitetura

O ano de 2017 foi marcado por movimentos de equidade de gênero. A desigualdade de condições e direitos de trabalho é um fato e nenhuma profissão se exclui dele.

Na arquitetura, as profissionais se mobilizaram para colocar suas demandas no holofote e empoderar suas colegas de carreira.

7.Aprender com o Bambu

O bambu é um material construtivo milenar. Das regiões tropicais às gélidas, ele era escolhido por sua versatilidade e facilidade de trabalho. Lentamente, o bambu vem deixando de ser associado à pobreza e louvado por sua sustentabilidade e beleza.

8.Um lampejo da direção da arquitetura pós-terremoto

Em 2014, o arquiteto japonês Shigeru Ban ganhou o Pritzker por seu trabalho em criar e construir (com materiais não convencionais, como papel) casas para pessoas desalojadas por catástrofes naturais. No ano passado, um projeto de reconstrução em Guangming da Universidade de Hong Kong e da Universidade de Kunming foi eleito o prédio do ano pela e World Architecture Festival (WAF). No México, projetos de restauro e habitação após o terremoto ocorrido em setembro de 2017 receberam honrarias.

Mesmo que esse movimento não deva ser chamado de “tendência”, já que seria uma denominação muito superficial, essas construções mostram uma direção na arquitetura que aponta para esforços em locais de extrema necessidade.

9.Arquitetura política: a criatividade como enfrentamento

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Nas cidades do mundo “subdesenvolvido”, cabe ao arquiteto assumir seu papel de ativista político cuja arma é a criatividade. Por meio das construções inventivas é possível driblar contextos socioeconômicos desfavoráveis e criar cidades mais igualitárias.