Sofás, cortinas, paredes e até tetos revelam o retorno de uma decoração mais expressiva, em que estampas e texturas ajudam a construir casas com mais personalidade
Publicado em 25 de mai. de 2026, 8:00

Flávia Glanert - Piano Bar. O ambiente foi concebido como um piano bar organizado a partir da leitura de uma confortável sala de estar. A disposição privilegia a convivência e rompe com a configuração tradicional desse tipo de espaço. O mobiliário é majoritariamente proveniente de acervo pessoal, com peças garimpadas que agregam identidade e valor histórico. A iluminação indireta valoriza o ambiente sem perder o foco no conforto e na permanência. Um delicado jardim integrado reforça a atmosfera cosmopolita do projeto. (Bia Nauiack/CASACOR)
Depois de anos marcados por interiores minimalistas, neutros e contidos, a decoração volta a abraçar informação visual, memória afetiva e personalidade. Na CASACOR Paraná, as estampas aparecem não apenas em tapetes, mas também em sofás, nichos, cortinas, papéis de parede e até no teto. A tendência resgata a atmosfera das casas antigas em uma leitura contemporânea e sofisticada.
Estampas, tecidos encorpados e composições mais densas reaparecem nos ambientes como contraponto à estética clean dos últimos anos. O movimento acompanha um desejo por casas mais acolhedoras, emocionais e autorais — espaços que parecem habitados e construídos ao longo do tempo.
Karolinna Venturi - Memória de Estar. Memória de Estar traduz a memória afetiva em linguagem arquitetônica contemporânea. O layout integra estar e cozinha em fluxo contínuo, dissolvendo limites e incentivando a permanência. A mesa central resgata o ritual do encontro como gesto arquitetônico. Madeira, vidro, texturas, iluminação e objetos afetivos criam camadas sensoriais que constroem atmosfera e narrativa. (Bia Nauiack/CASACOR)
Na Copa com Estar da arquiteta Karolinna Venturi, um sofá estampado define o tom do ambiente e reforça essa proposta, criando uma atmosfera acolhedora e distante de qualquer neutralidade decorativa.
Camila Rocha - Tempo de Estar | Sala de Convivência. Projeto da CASACOR Paraná 2026. (Bia Nauiack/CASACOR)
Elementos antes associados à decoração tradicional ganham novo apelo. O que retorna não é uma reprodução literal do passado, mas uma interpretação mais refinada da memória afetiva. No ambiente de Camila Rocha, por exemplo, o papel de parede ultrapassa as paredes e cobre também o teto, envolvendo todo o espaço em uma composição única e imersiva.
A nova fase da decoração valoriza história e identidade por meio de camadas e profundidade visual. Em tons mais sóbrios e com iluminação intimista, as estampas ajudam a criar ambientes sensoriais, em que os espaços deixam de ser apenas cenário e passam a expressar repertório e personalidade.
Para a designer e proprietária de uma loja referência em tecidos e papéis de parede, Nitsa Vianna, essa busca reflete uma mudança de comportamento mais ampla. “As pessoas querem casas com alma novamente. Os tecidos têm esse poder de trazer memória, conforto e identidade. O que antes era visto como clássico demais hoje aparece de forma muito mais autoral e sofisticada”, afirma.
Confira outros ambientes da CASACOR Paraná que reforçam esse novo momento na galeria a seguir:








